Reflexões sobre Incompreensão
Não se permita abraçar a TOLERÂNCIA e sentir-se satisfeito, pois ela é um poço quase seco, com apenas um palmo de água, escuro, profundo e que poucos dele escapam. É o refúgio da incompreensão, disfarçando o nojo com um sorriso morno, travestida para agradar. Compreenda, não tolere...
A genialidade da natureza das coisas é imensamente incrível. Tudo tem um propósito, um motivo para ser, existir e estar. Sou pequeno e limitado para alcançar todas as compreensões em todas as grandes lições que ela frequentemente me dá, no entanto, insisto em aprender, mesmo com a dor da incompreensão.
Desde quando li o que @muropequeno disse: "Temos que levantar da mesa quando..."
Que volta e meia eu penso: é verdade!
Vou me levantar da mesa, onde a incompreensão é o prato principal.
Eu quero ser quem eu sou. A pessoa que inspira os outros a respirar o que movimenta as suas almas.
Quero ser a que acorda cedinho só pra sentir aquela brisa fresquinha passar e tomar um café com alguém que ama.
O meu silêncio será apenas para os dias torridos que não se casam mais com as minhas fases lunares.
Preciso continuar essa estrada só e tá tudo bem. Eu tenho a mim! E cara, eu tô aprendendo que ter a mim é a coisa mais legal que posso ter na vida. Eu sou alguém que eu gostaria de conhecer em vários alguens, e mesmo que antes eu não tenha percebido que posso ser toda essa luz guardada aqui dentro, antes tarde do que nunca, né?!
Finalmente eu estou me vendo. Vendo onde realmente estão os degraus que já alcancei em mim. Eu preciso seguir pra chegar no topo dessa multidão de vida que sou. E vou seguir em paz.
E sei que desapegar da ideia de que pertenço a algo é mais importante do que a idéia de algo que me pertence, e falo das pessoas em si, sabe?!
Pois essa armadilha é só pra quem anda distraído achando que está sendo convidado à mesa, quando na verdade as vezes está sendo obrigado a servir tantas refeições indigestas em busca de garantir um lugar à mesa.
Na penumbra da noite, onde os suspiros ecoam e os corações revelam seus segredos mais profundos, há uma história singular de amor e desconexão... Era uma vez um filho cujo coração era um labirinto de emoções contraditórias, um intricado emaranhado de amor e desafios.
Ele amava sua mãe, não por escolha, mas por destino. Nos laços intrínsecos que os uniam, nas memórias entrelaçadas de sua infância, ele encontrava o calor reconfortante do amor maternal. As noites em que ela o embalava com histórias de encanto, os dias em que suas palavras eram bálsamo para as dores infantis, tudo isso tecia os fios invisíveis do amor.
Contudo, em meio às sombras dos anos, cresceram as distâncias. Os caminhos da vida os levaram por trilhas distintas, onde as pedras da incompreensão se erguiam como muralhas entre eles. Os dias se transformaram em anos, e o entendimento se perdeu nas entrelinhas do tempo.
Ele amava sua mãe, mas não gostava dela. Nas complexidades da relação, encontrava-se um enigma de sentimentos que desafiava a lógica do coração humano. Pois, enquanto o amor fluía como um rio infindável, a simpatia tropeçava nas pedras da discordância.
E assim, na tapeçaria da vida, eles teciam uma história de amor imperfeito, onde os fios do afeto se entrelaçavam com os nós da discordância. Mas, apesar das sombras que pairavam sobre suas relações, havia luz nos recantos mais profundos de seus corações, uma luz que brilhava com a esperança de entendimento, de perdão e de aceitação mútua.
Pois no coração humano, mesmo nas sombras mais densas, há sempre espaço para o amor, mesmo quando o gostar se torna um desafio. E na jornada da vida, talvez seja nessa imperfeição que residam os laços mais verdadeiros e profundos, onde o amor, mesmo confrontado com a discordância, encontra seu lugar para florescer.
