Reflexoes de Olga Benario

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O mal ou bem que fazemos aos outros reverte sobre nós acrescentado.

Faço dizer aos outros aquilo que não posso dizer tão bem, quer por debilidade da minha linguagem, quer por fraqueza dos meus sentidos.

Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.

Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.

Há algo tocante na associação de dois seres para suportar a vida.

A fortuna troca às vezes os cálculos da natureza.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Arrependemo-nos raramente de falar pouco, e muito frequentemente de falar demais: máxima usada e trivial, que todo o mundo sabe e que ninguém pratica.

O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.

Agrada-nos o homem sincero, porque nos poupa o trabalho de o estudarmos para o conhecermos.

Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

Quem ama o perigo, nele perece.

O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor.

A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.

São sempre desatinadas as vinganças por ciúmes.

Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.

Uma árvore nua
aponta o céu. Numa ponta
brota um fruto. A lua?

Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias.

O amigo é um segundo eu.

O aborrecimento entrou no mundo pela mão da preguiça.

O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.