Reflexoes de Olga Benario

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Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.

Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Os que não sabem aproveitar o tempo dissipam o seu, e fazem perder o alheio.

Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento.

Nas mulheres, a resolução é difícil, a execução é fácil.

O nascer não se escolhe e não é culpa nascer do ruim, e sim imitá-lo; e é culpa maior nascer do bom e não imitá-lo.

O dever dos juízes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e exercem a profissão.

Que verdades conhecia o morto?
Quem estrangulou
sua palavra?

A razão prevalece na velhice porque as paixões também envelhecem.

O medo faz mais tiranos que a ambição.

O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.

A modéstia doura os talentos, a vaidade os deslustra.

Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.

Os homens, tão enfadonhos quando se trata das manobras da ambição, são atraentes ao agirem por uma grande causa..

Um político de gênio, quando se encontra à frente dos negócios públicos, deve trabalhar para não se tornar indispensável.

Só o silêncio é grande, tudo o mais é fraqueza.

O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.

Não há ofensa que não perdoamos, depois de nos termos vingado.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.