Reflexões de Augusto Cury
"Que você seja um garimpeiro de ouro nos solos da mente de seus filhos. E, ao garimpar, que você se transforme num inteligente educador. E, se educar, que não tenha medo de fracassar; e, se chorar, repense sua vida, mas não desista, dê sempre uma nova chance para si e para quem ama..."
Respeite seus próprios limites. Quando estiver irritado e ansioso, ame o silêncio. No primeiro minuto de tensão produzimos nossos maiores erros.
Dedicatória:
A todos os anônimos da sociedade, que compreendem que a existência é um grande contrato de risco. E que "leram" nas cláusulas desse contrato que o drama e a comédia, as perdas e os ganhos, o deserto e o oásis, o relaxamento e o estresse são privilégio dos vivos.
(Em O Vendedor de Sonhos)
Sem saber o endereço de uma pessoa, é possível encontrá-la em São Paulo ou em Nova York. Talvez demore anos para achá-la. Mas como você encontra, em frações de segundos, as informações na "grande cidade da memória" sem saber seus endereços? E como as organiza para produzir milhares de ideias? Sua inteligência é um mistério.Encante-se com ela.
As sociedades são constituídas de heróis anônimos, que não estão sob os holofotes da mídia. Entre esses anônimos se encontram deprimidos, que apesar de abatidos pela cálida dor, enfrentam com dignidade seu inverno emocional; os ansiosos, que, solapados pela inquietação, sonham com dias tranquilos; os portadores de câncer, que, como guerreiros, lutam pela vida e fazem cada dia um momento eterno; os pais, que esgotam seu corpo e sua mente para sustentar e educar os filhos; os professores, que, com salários magros e sem aplausos sociais, movem o mundo ao ensinar a seus alunos o pensamento crítico; os alunos, que, como frágeis Quixotes, creem que poderão mudar a história sem ter noção de que vivem em um sistema social engessado e pouco generoso às novas ideias; os trabalhadores de escritórios e empresas, que não são notados e não ser quando causam escândalos, mas que têm histórias borbulhantes. Todos eles são de alguma forma vendedores de sonhos, embora também vendam pesadelos.
(Parte retirada do livro O Vendedor de Sonhos – E a revolução dos anônimos)
"...o Autor da existência, Deus, do qual ouvimos muito falar e conhecemos tão pouco. Ele observou sua capacidade de lutar. E, por fim, o premiou com o maior de todos os prêmios: O MILAGRE DA VIDA."
Pensar não é uma opção do Homo Sapiens, mas uma inevitabilidade. Pensar não é apenas um desejo do Eu, mas o fluxo vital da psique. (A Fascinante Construção do Eu)
A cultura é fundamental para a identidade de um povo, mas, se ela nos impede de nos colocar no lugar outro e pensar antes de reagir, torna-se escravizante.
"A sociedade é óptima a exaltar os que têm sucesso e rápida a zombar dos fracassados. Quem almeja ter uma personalidade saudável não deve esquecer esta lei: não espere muito dos outros."
Eu detestava pessoas tolas, que davam respostas superficiais, mas no fundo era uma pessoa saturada de tolices. Tinha muito que aprender para dar risada de mim mesmo. Tinha muito que aprender sobre a arte de desanuviar a cabeça, uma arte desconhecida no templo acadêmico.
A universidade que eu ajudei a promover formava alunos que não sabiam olhar para si mesmos, detectar sua estupidez, se soltar, chorar, amar, correr riscos, sair do cárcere da rotina e muito menos sonhar. Eu era o mais temido dos professores, uma máquina de criticar. Entulhava meus alunos de crítica e mais crítica social, mas jamais ensinara algum deles a curtir a vida. Claro! Ninguém pode dar o que não tem. A minha vida era uma droga.
Tinha orgulho da minha ética e honestidade, mas começava a descobrir que era antiético e desonesto comigo mesmo. Felizmente estava começando a aprender a expelir os ”demônios” que engessavam a minha mente e me transformavam num sujeito quase insuportável.
(Livro Vendedor de sonhos)
Quem ama o conforto dos palácios, mas desvaloriza o prazer de carregar pedras não é digno do conforto que eles oferecem.
Os verdadeiros pensadores são apaixonados pela humanidade, conseguem colocar-se no lugar dos outros e enxergar o invisível.
Nós precisamos ter um caso de amor com a humanidade precisamos ter um caso de amor com a vida: pois a vida é bela e breve como a as gotas de orvalho.
A vida é belíssima, mas não e tão simples vivê-la. Às vezes, ela se parece com um imenso jardim. De repente, a paisagem muda e ela se apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas. Independentemente dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível. E muitos desconhecem que a possuem.
Aqueles que não têm coragem de olhar para dentro de si mesmos nunca corrigirão as rotas da própria história.
Todo ser humano possui um mundo a ser descoberto. só não enxerga isso quem vê os outros apenas com os olhos físicos.
Ou somos fiéis à nossa consciência ou gravitamos na órbita do que os outros pensam e falam de nós.
(O vendedor de sonhos- o chamado, p. 171)
