Reflexão sobre Deus
Aquietai o vosso coração, tudo que a Tempestade de Fora precisa — é saber o tamanho do Deus que vive nele.
Tenha fé, aquietai o vosso coração!
Porque, por mais que os ventos lá fora pareçam berrar tragédias e anunciar derrotas, eles, nada sabem sobre o tamanho do Deus que se levanta aí dentro.
A tempestade só mede forças com o que vê; nós, porém, só caminhamos sustentados pelo quanto cremos.
Aquietai o vosso coração!
A fúria do lado de fora só precisa descobrir que, dentro de cada um de nós, habita um Deus que não se intimida com ondas, nem se retrai diante de trovões.
Ele não entra em pânico, não se atrasa e nem negocia Sua soberania.
Aquietai o vosso coração!
Porque quando o interior se alinha à paz que vem do Alto, o exterior perde o direito de comandar o medo.
E a tempestade — por maior que seja — percebe enfim que jamais poderá derrotar um coração onde Deus faz morada.
Aquietai-o, portanto — não porque tudo está calmo, mas, porque Aquele que vive em nós, é infinitamente maior do que tudo que ousa rugir lá fora.
Assim seja, amém!
Talvez a conversão mais urgente e necessária seja parar de usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Porque, quando a fé vira biombo, a devoção perde o brilho — e o sagrado perde o silêncio que o protege.
Há os que invocam Deus como quem veste uma fantasia: para parecer maior, mais puro e muito mais certo do que realmente é.
Mas Deus não é disfarce.
Não é medalha para pendurar no peito de quem busca aplausos.
Nem é escudo para fugir de críticas, nem trampolim para saltos de vaidade.
Usar o nome d’Ele como vitrine é profanar o altar que deveria moldar o coração.
E talvez seja por isso que tantas palavras ditas em Seu Santo nome soam tão ocas: porque não nasceram do arrependimento, mas da autopromoção.
A fé verdadeira não chama atenção — chama responsabilidade.
Não ergue palcos — ergue consciência.
Nem vende imagem — transforma caráter.
E O Caminho, a Verdade e a Vida — deve estar muito "Entristecido" com a romantização dos atalhos, das mentiras e das mortes — descaradamente defendida, e até praticada — por inescrupulosos que insistem em usar seu Santo Nome.
Talvez a dor mais silenciosa do Sagrado seja ver Sua mensagem, feita para libertar, transformada em arma para manipular.
Ver mãos que deveriam curar, apontarem dedos.
Vozes que deveriam consolar, retroalimentar discurso de ódio.
Ver corações que deveriam ser moldados pela misericórdia — se tornarem instrumentos de Ambição, Vaidade e Poder.
Enquanto isso,
O Caminho segue ignorado por quem prefere atalhos;
A Verdade, torcida por quem lucra com mentiras;
E a Vida, reduzida por quem abraça a morte — de reputações, de esperanças, de dignidades…
Sequestrar a mente humana não é tão difícil, mas o sagrado não se deixa sequestrar.
O Cristo não vira cúmplice só porque O invocam em vão.
E a fé continua sendo o que sempre foi:
um convite para viver o que se prega,
não um salvo-conduto para quem apenas prega o que não vive.
Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas nenhuma é tão execrável quanto a que se apodera da fé religiosa.
Talvez seja muito mais fácil lidar com o barulho de quaisquer doenças permitidas por Deus do que com o barulho apressado das suas propagações.
Lidar com o peso silencioso de um diagnóstico permitido por Deus é tão pavoroso quanto lidar com o estrondo apressado dos que o espalham.
Uma enfermidade jamais alcançaria um filho de Deus sem a autorização d'Ele, mas o “disse me disse” — é escolha humana.
E a dor, esta, quando chega, costuma pedir recolhimento, tempo e respeito.
Ela ensina a alma a caminhar devagar, a ouvir o próprio coração e a buscar sentido onde o ruído não alcança.
Já o barulho da divulgação precipitada não cura, não consola e não edifica — apenas expõe, rotula, espalha o caos e multiplica feridas.
Há sofrimentos que são sagrados demais para virar assunto, estatística ou opinião.
Deus, em Sua permissão, conhece a medida exata do fardo que cada um pode carregar; as pessoas, em sua pressa, conhecem raramente a medida do silêncio necessário.
Entre o diagnóstico e a esperança, existe um santuário de silêncios onde só cabem a misericórdia, a oração e o cuidado.
Talvez o verdadeiro amor não esteja em falar rápido, mas em calar na hora certa.
Porque há dores que Deus confia ao coração… e há barulhos que o mundo faz sem jamais ter sido autorizado a fazê-lo.
Em que pese a fome apressada de informações, interesse e curiosidade coexistem, mas gritantemente se diferem.
Enquanto a curiosidade chega metendo os pés na porta, o interesse se oferece para trabalhar o caos nos cômodos que se apresentam.
Que nenhum diagnóstico se confunda com sentença, nem a informação com a exposição!
Amém!
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?
Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.
Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.
A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.
Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.
E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.
Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…
A Espiritual e a Intelectual.
Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.
O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.
É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.
Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.
E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.
Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.
Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.
Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?
Até quando somos ou tentamos ser fiéis?
Eu ser pequeno diante de Deus, não significa que eu seja pequeno diante das pessoas. Somente diante de Deus!
Não há conspiração capaz de prejudicar quem Deus protege. Não se queixe de Deus; se achar necessario, queixe-se a Ele e deixe-o cuidar de você.
Tudo tem um tempo determinado, e o tempo de Deus nas nossas vidas, não é como determinamos que seja.
O hábito da oração nos ensina a depender de Deus, deixando que Ele escolha, em sua liberdade soberana, o tempo, o lugar, o meio e o fim, na certeza de que tudo quanto ele fizer será o melhor.
Deus,
Obrigada por tudo, tudo mesmo. Apesar dos pesares, e que o Senhor me mantenha assim no equilíbrio e com força pra lutar. Porque se eu não fosse desse jeito, não suportaria tanta coisa com um sorriso no rosto. É, eu tenho amor pra oferecer, tenho sim, deve ser um dom.
Quer criticar alguém? Tudo bem. Mas, pelo amor de Deus, faça uma revisão ortográfica de sua crítica antes de postar, ok?!
Deus, "quebra a minha vida e faze-a de novo".
Tomara!
Se você pedir Deus quebra
não só seu braço,
não só sua perna...
Deus quebra tudinho
e faz tudo novinho.
E você, não adianta tentar quebrar a cabeça pra tentar entender
foge ao seu entendimento
é (sobre)natural.
Não adianta correr
vai ocorrer...
se você é de Deus
vai acontecer.
Tomara!
Sua vida será quebrada
e consertada
pra Deus.
E eu, eu sei
um dia você irá dar graças a Deus...
só por isso que eu não desisto...
(CTR)
O que Deus quer de nós, para nós?
Será que o livre arbítrio que nos leva aos erros prepondera o livre arbítrio quando buscamos acertar?
Cada um de nós temos o teto de vidro, muitas e muitas vezes somos apedrejados, massacrados.
Os erros, as mentiras, as bobagens do passado sujamn esse vidro de lama e poeira.
Deus, sabiamente, na hora certa, deixa jorrar o seu amor através da água mais pura e límpida em cima de nós, para lavarmos a alma e esfregarmos para sempre esses momentos de dor, aflição e tristeza pelo que outrora cometemos.
Água pura e cristalina para enxergarmos através da janela da nossa alma as infinitas oportunidades de transformação que Ele nos oferece.
E o que muitas vezes fazemos? Fechamos a torneira das bençãos enviadas, muitas vezes por medo, ou por descrença em nós próprios e em nossa capacidade de superar os desafios da vida, passamos rapidamente um pano seco de amarguras, conformismos e desesperanças, deixando a vidraça da nossa vida ainda mais turva.
Deus, a cada dia, oferece uma nova chance de limparmos nossas vidraças, para enxergarmos de outra forma a vida, para liomparmos o passado de coisas que fizemos de errado, como um grande aprendizado.
Errar, fundamentalmente, faz parte desse processo de Deus e propósito de vida.
Ter coragem de reconhecer os erros e modificá-los significa reconhecer a pura essência de Deus dentro de si. Ele, com sua capacidade infinita de amor e perdão, não corrobora com a ideia da nossa resignação. A felicidade desta vida é para ser buscada nesta vida. Abrir mão de ser feliz é abrir mão da proposta de Deus para nós. É abrir mão da própria encarnação, é morrer para a vida, em vida.
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