Reflexão para Pais

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⁠Depois que meus pais se foram, já aconteceu tanta coisa que me oportunizou louvar a Deus pela partida deles…


O mundo se abarrotar de santos se apoderando da verdade é uma delas.


Gente que não viveu o silêncio das perdas profundas, mas que fala como se tivesse atravessado todos os desertos da alma.


Há uma pressa em se declarar dono da razão, como se a dor não ensinasse justamente o contrário: que quase nada nos pertence, nem mesmo nossas certezas.


Quando meus pais partiram, eu imaginei que o vazio seria definitivo.


Que a ausência deles abriria um buraco impossível de contornar.


Mas o tempo — esse mestre paciente e muitas vezes incompreendido — começou a revelar algo incômodo e, ao mesmo tempo, libertador: a vida não pede permissão para seguir.


Ela continua, com ou sem a nossa concordância.


E é nesse seguir que a gente aprende.


Aprende que o amor não termina com a morte, apenas muda de forma.


Aprende que a saudade não é um peso a ser descartado, mas uma presença que nos molda.


Aprende, sobretudo, que a verdade não grita — ela sussurra, quase sempre nos momentos em que estamos mais vulneráveis.


Talvez por isso me cause estranheza ver tantas vozes cheias de convicção, tão seguras de si, tão rápidas em julgar, tão prontas para ensinar.


Porque quem já perdeu muito sabe: a vida não é um palco para certezas absolutas, mas um caminho de constantes revisões.


Hoje, ao olhar para trás, eu percebo que a partida dos meus pais me arrancou ilusões que talvez eu nunca tivesse coragem de abandonar sozinho.


E, paradoxalmente, foi nesse arrancar que encontrei uma forma mais honesta de fé — menos barulhenta, menos exibida, mais íntima.


Louvar a Deus, então, deixou de ser apenas agradecer pelo que eu compreendo.


Passou a ser também confiar no que eu jamais entenderei por completo.


E talvez seja isso que falte a esse mundo cheio de “donos da verdade”: a experiência de reconhecer que há perdas que não se explicam, apenas se atravessam — e que, ao atravessá-las, a gente não sai maior nem menor, sai mais humano.

⁠Tão medonho quanto um país virar palco de criminosos idiotas que produzem uma enxurrada de provas contra eles mesmos, é a enxurrada de idiotas que insistem em defendê-los.


Há algo de profundamente perturbador nesse duplo espetáculo: de um lado, a banalidade quase caricata do erro — indivíduos que, por vaidade, imprudência ou pura incapacidade, se expõem de maneira tão escancarada que dispensam qualquer esforço investigativo mais sofisticado.


De outro lado, a obstinação coletiva de quem, mesmo diante do óbvio, escolhe não ver.


Não por falta de informação, mas por excesso de apego.


Porque, no fundo, não se trata apenas de ignorância.


Trata-se de identidade.


Quando a defesa de alguém — ou de um grupo — deixa de ser uma avaliação racional e passa a funcionar como extensão do próprio eu, qualquer evidência contrária deixa de ser um dado e passa a ser uma ameaça.


E ameaças, como se sabe, quase sempre não são analisadas: são repelidas.


O mais inquietante é perceber como essa dinâmica corrói lentamente o tecido do debate público.


A verdade deixa de ter valor intrínseco; torna-se negociável, moldável, descartável…


O que importa não é mais o que aconteceu, mas quem está contando a história — e, sobretudo, de que lado se está.


Nesse cenário, fatos perdem para narrativas, e a realidade vira apenas mais um campo de disputa simbólica.


Cria-se, assim, um ciclo perverso.


Quanto mais absurdos os atos, mais fervorosa precisa ser a defesa.


E quanto mais fervorosa a defesa, mais imune à realidade ela se torna.


O grotesco deixa de causar estranhamento e passa a ser absorvido como rotina.


A indignação seletiva substitui a coerência, e o julgamento crítico cede lugar à lealdade cega.


Talvez o verdadeiro problema não seja apenas a existência de criminosos ineptos, mas a naturalização de um ambiente no qual a estupidez — tanto na ação quanto na defesa — deixa de ser um desvio e passa a ser parte do jogo.


Um jogo em que perder o senso de realidade já não é visto como derrota, mas como prova de fidelidade.


E, nesse ponto, o que deveria ser mais alarmante não é o erro de quem se expõe, mas o silêncio — ou pior, o aplauso — de quem escolhe continuar olhando para aquilo tudo e ainda chamar de virtude.

⁠Num país com a mesma quantidade de especialistas que problemas, os Cheios de Certezas preferem aumentar o tom que os Argumentos.


Talvez porque argumentos exigem muito trabalho.


Exigem escuta, leitura, dúvida, revisão de rota…


Exigem a humildade intelectual de admitir que a realidade é mais complexa do que os slogans que cabem em um comentário de rede social ou em uma breve conversa.


A “certeza absoluta”, por outro lado, é bastante confortável.


Ela dispensa perguntas.


Não precisa de evidências quando já decidiu suas conclusões antes mesmo de conhecer os fatos.


Quem está cheio de certezas muito raramente procura compreender; quase sempre procura vencer.


Vivemos tempos em que a opinião apressada vale mais do que a reflexão paciente.


Antes que um problema seja entendido, já existem milhares de diagnósticos.


Antes que uma pergunta seja formulada corretamente, já há filas de especialistas improvisados oferecendo respostas definitivas.


E quanto mais complexa a questão, mais simples e categórica costuma ser a explicação apresentada.


Nesse cenário, a dúvida passou a ser confundida com fraqueza.


Mudar de ideia virou sinal de incoerência.


Reconhecer limites no próprio conhecimento parece menos admirável do que sustentar convicções inabaláveis, mesmo quando elas colidem com a realidade.


Mas o progresso humano nunca foi construído pela arrogância das respostas à pronta entrega.


Foi construído pela coragem de questionar, testar, errar e aprender.


A ciência avança assim.


A maturidade também.


E as sociedades mais saudáveis são aquelas que valorizam mais a qualidade das perguntas do que o tom das respostas.


Talvez o verdadeiro especialista não seja aquele que tem resposta para tudo, mas aquele que sabe distinguir o que conhece do que apenas acredita conhecer.


Porque entre a ignorância assumida e a certeza infundada, a segunda costuma causar muito mais estragos.


Num país abarrotado de especialistas em quase tudo, a sabedoria continua sendo um recurso muito raro: a capacidade de ouvir antes de concluir, de pensar antes de reagir e de admitir que, às vezes, a frase mais inteligente da conversa ainda é: “Eu posso estar errado.”

⁠O Tinhoso é um Gênio: arregimentou as almas inocentes para salvar o país e nunca mais parou de tentar rifá-lo
para se salvar.


Talvez essa seja uma das mais antigas ironias da história.


O mal raramente se apresenta como tal.


Quase sempre veste a roupa da virtude, empunha a bandeira da esperança e promete um futuro grandioso.


Não seduz pelo medo, mas pela convicção de que existe uma causa tão nobre que justifica qualquer excesso.


Quando pessoas deixam de pensar por conta própria para acreditar cegamente em quem se diz dono da verdade, deixam de defender princípios e passam a defender pessoas.


Nesse instante, a pátria deixa de ser um bem comum para se tornar propriedade de um projeto, de uma ideologia ou de um líder.


É aí que a armadilha se fecha.


Em nome de “salvar o país”, toleram-se abusos.


Em nome da “causa maior”, relativizam-se injustiças.


Pelo “bem”, aceita-se o mal como um mal necessário.


E, sem perceber, aqueles que acreditavam lutar pela liberdade acabam ajudando a construir as correntes que um dia também os prenderão.


O mais inquietante é que essa lógica não pertence a uma época nem a uma ideologia específica.


Ela se repete sempre que a paixão substitui a razão e a idolatria ocupa o lugar da consciência.


O fanático nunca percebe quando deixa de servir à verdade para servir ao próprio ego de quem conduz a multidão.


O Tinhoso não precisa convencer a todos.


Basta convencer os mais fervorosos.


Eles fazem o restante do trabalho, transformando dúvidas em heresias, críticas em traição e adversários em inimigos absolutos.


Assim, a divisão cresce, a confiança desaparece e o país, que deveria ser protegido, torna-se apenas moeda de troca para a sobrevivência de grupos que juram representá-lo.


No fim, a maior vitória do mal talvez não seja destruir uma nação, mas convencer pessoas honestas de que qualquer sacrifício vale a pena, desde que seja feito em nome da salvação.


Porque, quando os princípios são abandonados para preservar líderes, já não se está salvando o país.


Está-se apenas tentando salvar aqueles que aprenderam a usá-lo.

Nunca sonhei em lavar privadas nos EUA. Se for para lavar privadas, eu lavo no meu país.

Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.

Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.

O brasileiro não pode ter orgulho da arte, da cultura, das belezas do país, não pode comemorar vitórias em nenhum campo para no futuro ficarem vulneráveis para passar o Brasil para o nome de qualquer um, ninguém precisa me falar nada, que eu já entendi tudo!

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

Entender a hora política de cada país é questão de clareza, até porque os processos históricos são diferentes.


Países como o nosso devem temer democratas de ocasião tanto quanto apologistas de ditaduras.

Quem tem o privilégio de ter nascido e de viver num país completo embora desafiador, tem o dever de maneirar os comentários para não empurrar os irmãos que não nasceram com o mesmo privilégio para os braços do colonizador.

Quando a fratura interna de um país alcança vários níveis, sempre abre a oportunidade para a guerra entrar. De forma estrutural, é preciso buscar um consenso coletivo, de que o limite de ser fazer oposição é não colocar a Nação sob perigo.

Se permitir que o seu país seja
chamado de qualquer coisa,
Não poderá se queixar quando
for tratado de qualquer jeito,
Serás lembrado como nada,
Porque o quê é tarde demais
sempre tem hora marcada.

Somente com fé em Deus
tudo na vida avança
Com lealdade ao rei
e ao País o futuro alavanca.


Deixar-se iluminar e guiar
pela supremacia da Constituição
constrói a esperança
Cultivar o Estado de Direito
se colhe a confiança.


Com cortesia e moralidade,
se conquista a fortaleza,
a harmonia e a temperança.


No sutil recado da Bunga Raya
a importância de viver
em estado de Rukun Negara.

Ser leal ao Rei e ao País
como a Bunga Raya
é leal para com a própria terra,
Prestar devoção ao Rei,
ao próximo e todos unidos
sempre colocarem os motivos
diante da Rukun Negara
para que nada os distraia
de cuidar da amada casa
para que seja uma Nação
sempre por Deus abençoada.

⁠Nunca nenhum Governo
do seu país foi responsabilizado
pelos crimes que cometeu
e nem mesmo o teu.

Da pior maneira quem
representou e você que representa
a História no Livro da Vida
a memória assim escreveu
do tempo não se perdeu
e jamais irá se perder.

Enquanto você e os seus
estendem o dedo para tentar
apagar a verdade da memória,
emerge por todos os lados: a História.

A minha poesia tira a sua poeira cretina escondida debaixo
do tapete do teu país sem honra
e sem nenhuma glória.

O quê está ocorrendo
na Usina Nuclear de Zaporizhzhia
não passa de mais uma
brincadeira alucinante
para você e para os seus,
uma irresponsabilidade lancinante.

Os poemas meus são e serão
pesadelos inapagáveis
não apenas na tua escuridão,
inabaláveis eles sacodirão.

Só sei que a sua dificuldade
de cumprir com a palavra
não é mais segredo para
quem conhece a trajetória
da sua falsidade e toda a verdade.

Sacrificadas foram
as almas do Batalhão de Azov
que você e os teus tanto
apedrejaram moralmente,
Com honra e glória serão
lembradas eternamente.

Você e os teus
não garantiram as vidas
delas conforme o combinado,
Deixo aqui neste poema esta
História para que um dia
o destino dê conta do recado;

(os quê ainda estão vivos
preserve a vida
deles como foi acordado).

A Vida do Viajante

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E alegria no coração.

Minha vida é andar...

Mar e terra
Inverno e verão
Mostra o sorriso
Mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração

"Num país que possui uma das mais altas taxas de juro do mundo, os banqueiros ganham muito, enquanto indústrias e comércio ganham bem pouco! É inaceitável que os banqueiros lucrem tanto e façam tão pouco pelo país: reduzindo o tamanho de agências, ampliando as filas, limitando o número de saques e pagando pouco, para investir o dinheiro dos próprios clientes! Chega de privilégios aos ricos e exploração do povo! É hora de mudar"

"Sou um ser pensante, não um rato de esgoto! Jamais permitirei que a elite do país me use como massa de manobra por meio de lavagem cerebral nas redes sociais. Tirar direitos dos pobres para beneficiar os ricos é uma falta de escrúpulo moral. Portanto, quem não acredita na história da Carochina nem na do Pinóquio não se deixa ser feito de trouxa. Fingir que não vê não é a solução, e só não vê as manipulações quem não quer!"

"Pena que nem todos os pais saibam que a principal função de um educador é ensinar a criança a pensar, preparando-a para enfrentar a realidade do mundo, para que ela seja capaz de exercer sua cidadania onde quer que esteja ou que viva."

"O erro dos pais é não compreender que todas as suas ações agressivas de hoje refletirão no futuro dos filhos."