Reflexão Meninas
Eu sei que vão chegar meninas e você vai me esquecer, esquecer de tudo, esquecer que um dia você me disse e fizesse pensar que a vida realmente seguiria o seu destino de um jeito tão bonito.
O problema é que vocês fazem as meninas pensarem que as amam, quando não amam. E as meninas, fazem vocês pensarem que não as amam, quando amam.
SOBRE GAROTOS E MULHERES
Meninas, conhecem os garotos?
(aqueles que vocês nunca
vão achar menos de um
motivo para chamar de infantil)
Garotos, conhecem as meninas?
(Mulheres, por assim dizer)
Garotos nunca mudam.
Cresce
Muda voz
Fica forte
Mais bonito, quem sabe
mas nunca deixarão de ser Garotos.
Homens!, dizem eles.
Até parece,
Crescer, não cresce
Vai sempre ser o mesmo
moleque
E Ela?
Sabe, as mulheres
A Mulher
Unica
Há quem ouse dizer que as mulheres são iguais
Trouxa!
Como ousa?!
Meninas-Mulheres
como não as querer?
Nunca são ingênuas a ponto de impressioná-las
Nunca tão maduras a ponto de não ter o que aprender
Como não as querer?!
Cada mulher é perfeitamente unica
difícil dizer
Seu olhar particular
o seu jeito de andar
sua boca a silabar
(não consigo parar de olhar)
Suas linhas a desenhar
as trajetórias
do meu olhar
Não há como não desejar
Seu cheiro
invade meus sentidos
questiona meu olhar
destrói meu pensar
Há como não desejar?
Não canso de dizer:
és linda
és unica
és deusa
és carne
és minha?
Jamais!
Serei somente teu
afinal como me apossar de um objeto
(que não existe)
?
Hoje, meninas de 14 anos choram por meninos só por que é perfeito, é o tipo da pessoa que não sabe aporveitar a vida.
Saudade da Infância
A infância em que não se tinha problemas em misturar meninas com meninos no mesmo dormitório.
A infância em que a internet não podia substituir o contato com os amigos.
A infância em que a briga entre amigos durava apenas 1 dia.
A infância em que a novidade da semana era o novo colega de sala.
A infância em que a grande conquista era completar o álbum de figurinhas.
A infância em que tínhamos raiva por não entender o comportamento das pessoas que se comportavam como eu e você nos comportamos hoje.
O mundo exige muito hoje das meninas, mulheres. O padrão da beleza exige uma cintura fina, exige a magreza. E hoje as garotas estão fazendo loucuras para ficar nesse padrão. Bulimia e Anorexia, são as doenças que atinge nós garotas. Não estamos contente com o nosso corpo, com o nosso rosto, com nosso cabelo, e sempre estamos tentando buscar a perfeição, sempre estamos tentando ser mais bonitas que as nossas amigas ou inimigas. Sempre estamos pintando cabelo, fazendo lipo, parando de comer, vomitando, e principalmente; morrendo.. Cada vez mais as garotas principalmente, não se dão conta da situação em que se encontram. Não se aceitam, e querem por que querem ser magras, e fazem tudo para que isso aconteça, porem quando esta no estágio perfeito, elas continuam o “regime”, ate chegar um ponto fatal. Nós mulheres devemos entender que a nossa vida não é os outros que fazem, mas nós mesmos. Somos nós que devemos nos amar por primeiro, somos nós que devemos nos achar bonitas por primeiro, para depois os outros darem suas opiniões. As pessoas vão gostar de você do jeito que você é, não por você ser magra, gorda, ruiva, morena, feita ou bonita. Aprenda a viver!
Chico Buarque
Sempre foi a mais bonita das meninas dessa sala.
Não, não é do Chico Buarque, é daquele que vos fala
Que, por sua conta e risco, admirava as melenas
Da menina encantadora, que não era de Atenas.
Para ela declamava os poemas de Neruda,
Era um sinal dos tempos, uma “paixonite” aguda.
Comentavam toda hora a Geni, a Carolina,
Mas um dia, a Roda viva afastou-o da menina.
Despedida lacrimosa cheia de “não me abandone”,
Procurou diversas vezes conversar por telefone.
Inspirado na Maysa ou, ainda, no Jacques Brel,
O contato se manteve, só que via Embratel.
Com o tempo, declinaram duração, ardor, freqüência
E, com o passar da banda, conformou-se com a ausência.
Corroída pouco a pouco, desabou a construção.
Amanhã foi outro dia, apesar do coração.
Muitos anos se passaram, numa festa do colégio,
Encontraram-se de novo. Dissipado o sortilégio.
Passearam em silêncio pelo pátio da escola,
Recordando os bons tempos, quando lhe passava cola.
Procurava ver no rosto da senhora corpulenta,
Entre rugas, o sorriso, o encanto, a pimenta,
Que haviam desertado sem sinal de compaixão.
Ocorreu-lhe: “Para ela é a mesma sensação?”
Conversaram mais um pouco com colegas de outrora.
Nada mais fazia a ponte do “então” e do “agora”.
Cabisbaixo, afastou-se sem que ela o notasse.
Caminhando, só lembrava a mais linda da sua classe.
Por instantes, a lembrança cativava por inteiro
Parecia-lhe ouvi-la a cantar Pedro Pedreiro
A imagem se turvava , apesar de obsessiva.
Era tudo a vingança da maldita roda viva.
Relembrava os momentos do passado esquecido
E o trauma do encontro com o grande amor perdido.
Vítima de uma lembrança que um dia o deixou louco,
Prisioneiro de uma frase “partir é morrer um pouco”.
Uma farsa do destino, um embuste traiçoeiro
O instante revivido não valia o primeiro.
Um abraço, um beijo morno e a viu se afastar
Uma lágrima a segue , um suspiro: Vai passar.
*Do livro ´´Desespero Provisório``, Ed. Edicon
Outro dia, chamei alguns meninos e meninas do bairro, para uma tarde de recorte e colagem em fanzines. Queria saber o que é ser criança no contexto onde moramos. Como é soltar pipa na rua ou brincar na beira do córrego já que as quadras e pracinhas da vila ficam a mercê da juventude que bebem e fumam seus baseados. Em vielas, becos e escadões também não é possível brincar, pois correm o risco de atrapalhar o comércio local das drogas ilícitas. E as motocas barulhentas que sobem e descem o morro? Ora com perseguições e aborgadens mal sucedidas da Polícia que rodam a favela de noite e de dia. Este é o olhar dos meninos, porque as meninas não podem sair de casa. Suas mamães não deixam e dizem que menina têm que aprender os afazeres de casa para se tornar uma mocinha. O dia-a-dia da criança na periferia é assim: De manhã, trancada em casa sendo cuidada pela avó e a televisão, e a tarde, na escola pública cercada de grade. Mas tem aqueles que não estudam, pois não vêem graça no ensino educacional. Estes, preferem a rua. E aprendem o quê ela têm a oferecer.
E a maioria das meninas ainda estão sendo criadas para ser dona de casa...
Seria esse o motivo de tantas meninas novas casando tão cedo?talvez!
Pois a ilusão de sair de casa para a liberdade é enorme e é onde vem a frustação,pois uma responsabilidade enorme é depositada em cima dessa jovem mulher que deixa para trás muitas vezes sua infância para enfrentar um vida que posso afirmar que não é fácil.
Muitas mães já tem essa expressão na ponta da lingua: " eu quero ver quando casar" e é engraçado ver elas falando isso,por que também foram criadas assim!
Sou dona de casa e me orgulho da minha família,porém sou convicta em dizer que não podemos nem precisamos nos limitar a isso! não mesmo.
A mulher pode sim ser tudo o que ela quizer!
Vejo que nós, negras meninas
Temos olhos de estrelas,
Que por vezes se permitem constelar
O problema é que desde sempre nos tiraram a nobreza
Duvidaram das nossas ciências,
E quem antes atendia pelo pronome alteza
Hoje, pra sobreviver, lhe sobra o cargo de empregada da casa
É preciso lembrar da nossa raiz
semente negra de força matriz que brota em riste!
Mãos calejadas, corpos marcados sim
Mas de quem ainda resiste.
Um casamento pode ser feliz ou infeliz, mas não é uma realização. Condicionamos as meninas a aspirarem ao matrimônio e não fazemos o mesmo com os meninos.
Meninas usam preto..
Me disseram que usam preto pra esconder suas dúvidas, medos e imperfeições. Escondem seu eu e se mostra como nós, mal sabem elas que o preto nos atraem, destaca suas curvas e o mistério de seu olhar que bilha em nossos corações, mal sabe elas que seus defeitos muitas vezes são perfeitos, que seus medos não passam de histórias pra dormir e para deixar-los de lado precisa apenas de alguém para acorda-la, e que por mais estranhas possível, suas dúvidas só podem ser esclarecidas quando usarem mais branco.
Pequena Preciosa
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória.
Pequena Preciosa,
Cantarei sua história.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Romperam o cativeiro,
Resgataram a menina,
A Pequena Preciosa
Foi uma heroína.
Na euforia de sua alforria,
Ganhou a atenção que então merecia.
O vil e perverso aliciador,
Malvado medíocre seria enjaulado,
Foi algemado pelo defensor,
Que tirou a Pequena de seu triste passado.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Uma vez liberta, voltou a estudar,
Era a mais esperta no meio escolar.
Seria qualquer coisa que quisesse ser,
A Pequena Preciosa poderia escolher.
Quantas preciosidades mais nós iremos perder ?
Substituindo a infância por cifrões cobiçados.
Crianças jamais deveriam crescer,
Pra nunca se tornarem monstros disfarçados.
Pequena Preciosa,
Brilha Graciosa.
Sublime e Gloriosa,
Pequena Preciosa.
O que a diferencia
Das outras meninas,
São os calos nas mãos
E os cortes nos pés,
Marcas do esforço
No pó do carvão,
Queimando a infância,
A inocência e a fé.
Menina
feminina
feminista
que tem empatia por outras meninas.
Haaah...se as outras soubessem...
o que é de fato feminismo
jamais dariam ouvidos ao machismo.
Meninas fazem castelos, sonham com príncipes! Crescem e descobrem que eles nem sempre aparecem. Meninos sonham com fadas acreditam que meninas fazem mágica! Crescem e descobrem que elas têm poderes que eles não imaginavam. Entre amores, sabores e até horrores… Os nossos amores vividos muitas vezes não preenchidos o vazio de um grande desejo de ser amada(o), admirada(o) e valorizada(o)… O interminável desejo que os sonhos sejam realizados como se pudéssemos fazer mágica. E no encanto ou desencanto, secamos o nosso pranto e esquecemos os desencantos e voltamos a ter os nossos sonhos… E comemoramos a nossa capacidade de amar.
Bem mais madura que as outras meninas,
A vida foi dura e a fez menos manhas,
Se propunha a ousar e auxiliava,
Estendia a mão onde estava,
Prestativa, precavida, delicada,
Nunca mais seria forçada a nada.
Meninos podem vestir rosa e meninas podem vestir azul, e ambos devem ser respeitados não só pelas cores que gostam de usar em suas roupas, bem como pelo jeito que gostam de amar. Tem muito amor convencional homicida, famílias sendo dizimadas pelos seus heteros machistas. O problema da sociedade não está na preferência do mesmo gênero para ter prazer na cama, o problema da sociedade "ainda" é a "alma humana".
Antes de 1920, o azul era cor de meninas pois representava paz e o rosa para meninos que por ter um cor que remete ao vermelho, eram mais agressivos. Mais tarde, os lojistas perceberam que vendiam pouco azul, pois era a tintura mais cara. E como as mães adoravam vestir mais suas filhas, é que o rosa entrou em cena. O azul ficou para meninos e isso perdura até hoje. Não tem ideologia de gênero p*rra alguma nessa história. O que existe mesmo é burrice da ministra em falar o que falou, achando que estava atacando alguma coisa em cima de algo que foi mera decisão de negócios dos grandes magazines. O que me surpreende são as pessoas brigando em cima de coisas que nem sabem.
Aprendi que meninas boazinhas
colecionam elogios.
Eu coleciono dores e cicatrizes em minha alma.
Hoje, contudo, enquanto muitas esperam príncipes encantados e viverem lindos contos de fadas, eu já beijei um sapo que virou príncipe pelo meu amor e depois virou sapo novamente.
Construi Castelos para morar sozinha,
despedi a fada madrinha, ouvi muitas
histórias e hoje escolhi escrever a minha!
Autora A.Kayra
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