Reflexão de Passado
você não é apenas um passado que eu lembro, é o presente que eu escolho viver todos os dias e o único futuro que eu consigo imaginar.
você não é apenas um passado que eu lembro, é a saudade que virou morada e o sonho que finalmente decidiu ficar.
você não é apenas um passado que eu lembro, é a marca que o tempo não apaga e o motivo de cada um dos meus sorrisos de hoje.
Olhe para nós agora, tentando reviver o passado em corações que ainda se procuram. Eu disse que estávamos terminados, mas a vida me mostrou que não sei viver sem você. O que restou foi esse sonho de te ter de volta.
recordar não é querer voltar para o passado mas sim reconhecer que o melhor de nós sobreviveu ao tempo.
O cordão umbilical com o passado não se desfaz com o tempo, desfaz-se com o corte seco da indiferença. Quem insiste em resgatar o que ficou para trás está tentando carregar água com uma peneira feita de arrependimentos. A vida é um vetor de força única: ou você avança com o impacto do agora, ou se torna a poeira que a história varre para debaixo do tapete. O ontem não te define; ele te desocupa para que você caiba no futuro.
A gente reconstrói a vida, sorri com um novo amor e acha que esqueceu o passado.Até que o rádio toca aquela música e o estrago no peito se mostra devastador.
O aprendizado cura o erro. Cada tropeço constrói sua maturidade. O passado serve de bússola, não de âncora.
Posso mudar o meu futuro inteiro, mas nunca vou conseguir apagar o passado lindo que escrevi com você.
As lágrimas do passado regam a última raiz da minha esperança, onde o teu sorriso ainda mora e a saudade cura o tempo. Dormir virou o único jeito de tocar teu rosto, pois nos meus sonhos nossa história recomeça sem pressa, viva e eterna.
Guardar velhas conversas serve apenas como um retrato manchado, mostrando um passado que não existe mais.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
O passado deve ser utilizado como um banco de dados de referência, jamais como um fator determinante do futuro.
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo"
BOM DIA, AMIGOS DO FACE!
Se o futuro parecer incerto e escuro como nos mostra o panorama ao fundo desta foto, lembre-se das bênçãos que Deus prepara para cada um de nós todas as manhãs.
Siga confiante, seguro de que Deus guia teus passos. Vá devagar, com calma e gradativamente tudo ira se resolvendo.
Que o dia seja regado de flores de otimismo e colorido de bênçãos!
by edite lima/2014
"A sua felicidade pode estar no próximo passo. Aprenda com o passado, avance no presente e não tenha medo dos desafios do futuro."
