Recados de Amor
Amor selvagem, que faz bater forte o coração truculento, que maltrata no peito por dentro e, bravia a vida dos mais desatentos.
Vi o amor hoje, dessa vez é real, eu juro! Não é mais uma falácia de um jovem perdido escritor, eu vi o amor, brevemente, mas eu vi. Ele passou do meu lado em uma sexta-feira, umas 14:20 da tarde mágico. Vi o amor de relance e fico pensando que se tivesse me distraído um pouco que seja, talvez eu o tivesse perdido, passaria sem que eu o tivesse visto.
Foi engraçado, porque eu nunca pensei que encontraria o amor voltando de uma ida rotineira ao supermercado, suando, sob o sol escaldante de uma sexta-feira. Se eu soubesse teria me arrumado, me preparado para encontrá-lo, como faço sempre que vou ao bar ou a uma festa, sempre imagino o que pode acontecer por lá, quem sabe o abor esbarre em mim por "acidente"? Preciso estar minimamente apresentável, vai que o amor não goste de mim. Enfim, preocupações vãs, todas elas. O amor não precisa de grandes apresentações, espetáculos, grandes estruturas, não é como nos filmes. Ele se revela silenciosamente, escondido na rotina dos dias, você mesmo já deve ter passado por ele e nem o notou, o quão triste o amor deve ter ficado?
Então, eu vi uma moça, com duas crianças, parecia aborrecida, mas antes que eu pudesse conjecturar qualquer coisa ao seu respeito, quantos anos tinha, qual faculdade fazia ou se fazia realmente uma faculdade, eu apenas abri um sorriso meio que involuntário ou não, movido por um espírito saudosista que a mim, pelo menos, não era estranho e percebi um certo constrangimento da parte dela, o constrangimento de ser notada, percebida, alguém viu você através do véu da rotina "como se comportar?"
E ela riu para mim, como reflexo de seu constrangimento, talvez? Mas não me importo, não me importaria nem se ela não tivesse rido. Não seria amor se eu esperasse algo em troca além do que se era sentido no momento em si.
Não trocamos número de telefone, endereço, redes sociais, apenas compartilhando um momento em que dois estranhos percebem a existência um do outro, sem nomes, sem máscaras ou preconceitos. Não tivemos tempo de cultivá-los, o amor apareceu de repente e se foi, como um grande e inexplicável fenômeno, e assim foi ela, foi embora, voltando para a sua vida e eu segui com a minha. Eu vi o amor hoje, fenômeno raro nesses dias, os homens pensam que são deuses. Hoje me sinto mais humano, entendi que fenômenos são feitos para serem vivenciados e admirados, nunca possuídos ou explicados.
Dentro do meu coração há um amor que pertence somente a você. Não é que eu queira entrega-lo a outra pessoa, é porque o meu coração insiste em guarda-lo apenas para ti.
Quando o assunto é amor
somos mamíferos com gravetos nas mãos
sempre mirando direto no coração.
Amor
é mergulhar de cabeça
na confusão de outra pessoa
e descobrir
que tudo faz sentido.
Que a saudade que sinto agora
se torne carinho.
Que a saudade que sinto agora
se torne amor.
Que a saudade que sinto agora
se torne destino.
E que o destino, se possível,
se torne você.
Quem não te quer em sua vida, jamais conseguirá dar o respeito, o valor e o amor que você sempre sonhou em vivenciar.
Ricardo Baeta.
"Encontrar um sentido no que se faz, e realizar cada ato com amor e gratidão pela oportunidade de fazê-lo, é o caminho para preenchermos cada página da nossa história com a doce e benfazeja alegria que faz a vida valer a pena de ser (bem) vivida."
Quem ama não envia recado vem e se declara. Nossa oração é que o amor de Cristo que está derramado em nossos corações através do Espírito Santo, transborde de tal maneira que invada a vida de todos aqueles que nos cercam.
O amor é uma visão cega de pessoas incrédulas sem certezas e sem descrições concretas da certeza que existe dentro do coração inquieto e inseguro vivenciado pelo mundo. Todo dia há alguém sofrendo nesse mundo por uma coração quebrado ou por um amor não vivenciado, pois alguém o fez sofrer e vivenciar a dor de amar e não ser correspondido, amar alguém é difícil, pois o amor e o carinho devem ser recíprocos.
