Recados de Amor
O que o amor significa pra você? Amar não é a pura e simples aceitação dos erros do cônjuge. Amor não é apenas o sentimento da carne, que move e cerca os desejos humanos. O Amor não é definível, é celestial, divino, raramente uma palavra usada só pra agradar alguém, e se assim for usada, banalizado, é um sacrilégio. Não saberia definir, não saberia dizer se já senti ou sentirei. Não saberia explicá - lo, e o fato de não saber é que mostra sua complexidade. Amar está em não compreender o sentimento, se não entende, então provavelmente ama.
A relação de um escritor com o leitor precisa ser íntima. Veja bem, quando se fala de amor utilizando palavras, é creditada uma grande responsabilidade. Banalizar o sentimento é uma heresia, negá-lo é uma audácia, não o tratar como deveria é uma traição. A prova cabal da ligação de um escritor com o leitor, é que escrever sobre o amor é uma forma de amar. Quando fazemos isso, estamos em completa sincronia com quem lê. Estamos vendo um filme juntos em um dia frio, estamos jogando conversa fora acompanhados de uma cerveja, jantamos juntos até. De certa forma, é um relacionamento à distância. Porque quando você que está lendo, se coloca no lugar dos personagens, está aproveitando da intimidade de quem escreve, e quem escreve, aproveita do carinho de quem está lendo.
Existe muito amor em palavras ao vento.
"Quem costurou sua própria tapeçaria sobre sentimentos de amor, não merece exibi-la no chão, mas sim nas paredes, altiva, longe dos pisões dos inconsequentes."
Ele meditava sobre esse pensamento, sempre acreditou que amor era pago com amor, como dizia os sábios nas antigas poesias e canções. Possuía alma livre, presa somente a uma mulher. Mulher essa que ele não tinha em presença, apenas evidente em pensamentos. Fato que estava prestes a mudar, pois era sábado a noite, momento em que os sonhos tomam a ousadia celeste de se tornarem reais.
"Não sei se tá livre hoje, mas não custa perguntar né? Quer sair hoje? Conheço um barzinho com ótima música e chopp gelado com aquela espuminha." Disse ela, sem que o rapaz pudesse ao menos se preparar.
O convite não precisou ser feito duas vezes. Trocou de roupa como o Superman, e partiu para tornar real o seu mais antigo e nobre sonho.
Tinham para si o amor das quatro estações. Ardente paixão dos jovens namorados, resistente amor dos casais mais antigos. Embora não possuíssem muitos anos juntos, havia uma ligação de alma gêmea, onde a distância poderia ser sufocante em certos momentos e libertadora em outros (por motivos que só eles compreendiam).
"Sabe que eu te amo né?" Ele dizia, após as pequenas discussões rotineiras. "Não fala comigo!" Ela respondia. Embora os observadores ao redor soubessem que aquele "Não fala comigo!", era um jeito de dizer "Eu também te amo!". Porque sentimento bom, marca na pele, faz ouvir a voz da pessoa até quando ela não tá, o coração entende a linguagem, a alma pede a inquietude que só o outro provoca.
Olha, nem sempre o amor é o destino andam de mãos dadas. É possível que você já tenha visto o amor de perto, imaginado que seu destino seria com ele, e no fim não aconteceu." Ela não sabia o que pensar, as palavras do rapaz ecoaram em seus ouvidos, nada dispersas, objetivas e profundas. "O que eu deveria pensar? Ou fazer?", disse ela.
"Não sei. As pessoas vivem amores épicos, coisas que parecem amor, paixões, e toma para si o risco da decepção. Eu não sei se desperto qualquer um desses sentimentos em você, mas espero que quando você parar de correr, se cansar ou coisa do tipo, eu seja o seu destino."
As palavras dele chegaram sem rodeios ou avisos prévios. Ela passou o cabelo por trás da orelha e sorriu, revelando o largo passo daquele gesto.
Se em vida um homem perde a ação do carinho, compaixão, respeito, amor e lealdade, então ele já está morto.
Não é preciso estar amando ou apaixonado, para falar do sentimento. O amor das pessoas ao redor também inspira. Um casal de idosos morrendo de rir numa praça lotada. Dois adolescentes que não se desgrudam, ainda não sabem dos desafios por vir. A inocência de uma criança, que vê gentileza no simples ato de presentear a outra com uma flor. Amor não precisa estar, e sim, precisa ser! Sendo amor, todas as expressões da alma tornam-se palpáveis e reais.
O amor é um construtor. Ele não é capaz de destruir ou desfazer nada. A não manutenção do amor, do carinho, a falta de zelo, indiferença, são destruidores. E é no achismo de que o amor cria problemas, que surgem mais pessoas que se culpam pelos mesmos.
A Palavra de Deus é o próprio Deus falando conosco, por isso temos que ministrá-la com todo o amor do nosso coração, com toda integridade e sinceridade.
O Amor Que Não Se Deixa Quebrar
Autoria: Diane Leite
Passei boa parte da vida sendo testada pela vida.
Desde muito pequena, conheci o gosto amargo da exclusão, da zombaria, da rejeição.
E como muitas crianças que amam demais, cresci acreditando que o problema era eu.
Achei que, se eu me esforçasse mais, se eu fosse melhor, mais inteligente, mais forte, talvez — só talvez — eu conquistasse o amor que sonhava.
Mas mesmo depois de conquistar tanto, o vazio de reconhecimento permaneceu.
Cresci, floresci, e ainda assim vi olhares se encherem de medo, de inveja, de competição.
E tudo o que eu queria era simples: amar e ser amada.
Quantas vezes tentaram me fazer acreditar que amar era fraqueza.
Quantas vezes disseram, sem palavras, que eu precisava endurecer para sobreviver.
Mas o amor que carrego não é fraqueza.
É força.
É escolha consciente.
É liberdade interior.
Amar — verdadeiramente — é um ato de coragem.
E, nesse mundo distraído, superficial, desconectado, amar com profundidade se tornou quase um ato de rebeldia silenciosa.
Hoje, não peço mais que me entendam.
Não peço mais que me validem.
Eu sei o valor que há em quem ama.
Se você também sente que o mundo nunca entendeu a grandeza do seu amor — não se diminua.
Não endureça.
Não desista.
E se você, por acaso, se afastou de quem te ofereceu amor genuíno, talvez seja hora de se perguntar:
Quantas vezes você confundiu amor com fraqueza?
Quantas vezes rejeitou o que mais precisava — por medo de se entregar?
Amar é para os fortes.
Receber amor, também.
Que a sua consciência desperte para essa verdade:
Amar não é um erro.
Amar é uma bênção.
Amar é o que há de mais sagrado em ser humano.
E a verdadeira vitória é esta:
não permitir que a dureza do mundo roube a leveza do seu coração.
O amor que habita em mim permanece.
Íntegro. Vivo. Soberano.
Porque eu sei:
o problema nunca esteve em quem ama demais.
O problema sempre esteve em quem não sabe mais amar.
Diane Leite
Para um Novo Amor
Recomeçar no amor é como reaprender a respirar — no começo parece estranho, às vezes até assustador, mas aos poucos o ar volta a circular e o coração se aquieta.
Depois de tantas histórias, de tantas pausas e finais, eu achava que o amor talvez não fosse mais para mim… ou que, pelo menos, não viria tão cedo. Mas então, de repente — e ao mesmo tempo com uma calma bonita —, você chegou. E algo em mim começou a mudar.
Com você, o recomeço não parece uma repetição do passado. Parece uma nova chance de viver o amor de um jeito mais leve, mais consciente, mais verdadeiro. Não estou buscando contos de fadas, estou buscando presença. E em você, encontrei alguém que me convida a ser inteiro — sem pressa, sem medo, sem precisar fingir.
Talvez eu ainda carregue algumas marcas, mas elas não me impedem de sentir. Elas só me lembram que agora eu sei mais — sobre mim, sobre o que mereço, sobre o que quero construir.
E o que eu quero agora é simples: viver esse novo amor com calma, com verdade, com respeito. Deixar que ele cresça do nosso jeito, no nosso tempo.
Sei que não temos todas as respostas, mas temos algo precioso: o agora. E é nele que eu quero apostar — com você.
