Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
Você não me entende porquê você nos divide em dois: eu e você. Não existe divisão. Eu não sou só eu. Eu sou também você e todos os outros, e todas as coisas que eu vejo. Você não me entende porque você nunca me olhou. Olhe firme no meu olho, me encara fundo. A gente só consegue conhecer alguém ou alguma coisa quando olha para ela bem de frente, cara a cara.
É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa.
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.
Hoje não sou o mesmo de ontem.
Hoje estamos por aqui e amanhã podemos não estar.
Será que somos pessoas de verdade, feitas de carne e osso? Será que o nosso mundo consiste em coisas reais, ou será que tudo que nos cerca não passa de conciência?
Afinal somos feitos da mesma matéria dos sonhos, e nossa breve vida está encolta em sono...
Hoje eu sou colunista em mais de 20 jornais e revistas,
mas não sou colunista do jornal em que iniciei minha carreira.
Por que? Mudaram a direção e a nova editora do caderno direcionado ao público feminino (onde ficava minha coluna) disse que as mulheres preferiam ler 'receitas culinárias' do que poesia.
(...)
Não sou contra a banalização do amor.
O amor tem que ser banalizado, mesmo!
Tem que estar em toda parte, em todo lugar,
a toda hora, com qualquer pessoa.
O que não pode ser banalizado é o ódio,
a frialdade, a indiferença,
tudo aquilo que é ruim e causa dor.
Mas o amor?
O amor não deve ser guardado como uma pedra preciosa
que você esconde egoisticamente para oferecer
apenas a este ou aquele alguém.
O amor deve ser espalhado como o mais doce e sublime perfume, para que inspire e inebrie todas as pessoas do mundo,
a todo instante, por todo o sempre!
Mas a vida ensina, sou eu sei o que passei
A vida não é fácil, mas eu tô ligado, eu sei,
eu sigo o meu caminho, tô firmão, tô aí!
Não há nada nessa vida que me faça desistir
Minha pergunta, se havia, não era: “que sou”, mas “entre quais eu sou”.
Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma ideia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens.
Você não me entende porquê você nos divide em dois: eu e você. Não existe divisão. Eu não sou só eu. Eu sou também você (...).
Se sou o mesmo de 10 anos atrás?
É preciso bondade para responder que obviamente não.
Caso contrário, seria como se o homem nunca tivesse tomado o lugar do menino, muito embora o menino tenha amadurecido mais cedo que a média.
A vida castigou-me bastante. A mim e à minha família.
Tenho meus traumas, menos brilho em meu sorriso.
Mas ainda é muito forte em mim o espírito de luta
e a determinação em seguir firme no caminho.
Talvez eu nunca volte a ser como antes.
Mas tenho me esforçado para tentar ser
melhor do que um dia eu fui...
