Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
Não é a necessidade que temos de alguém
ou de algo que o torna importante,
a obrigação imposta da presença,
a cobrança da compania.
O que torna alguém especial e importante
é o fato de não necessitar, ou ser dependente,
é o fato da escolha, da opção, da liberdade de
ir e vir, ser ou apenas estar, por vontade própria,
por felicidade, por momentos presentes,
prever e cultivar essa continuidade...
Ser feliz e estar feliz por algo ou alguém
sem que isso dependa, repreenda
ou prenda.
O ciúmes não é prova de amor, já que amor não precisa de provas que provem o que não deveria ser questionado
Muitos tem casamento como objetivo. Eu tenho como consequência, não de filhos ou desespero, mas sim de amor correspondido.
A vida é uma grande disputa
onde superar alguém não é necessariamente vencer,
mas se superar é principal vitória
Não acredito que existam
pessoas que mudem alguém
mas sim que em determinados pontos
ou questões o sentimentos
que temos por alguém nos muda.
É assustador como nos tornamos quando deixamos nossas mágoas guardadas saírem, elas não saem com gentilezas e afeto, elas jorram com a força da pressão que as manteve em um descontrole emocional até que se esvazie totalmente. Pessoas magoadas não desabafam, elas explodem.
De alguma forma algo sempre acaba me levanto até você, quando quase acredito que não sinto mais a sua falta, quando estou me convencendo que não tem mais nada nesse presente que nos ligue, algo de inevitável acontece levando meus pensamentos até as lembranças tuas. Toda força que parecia presente então se transforma em uma respiração, uma longa respiração. É apenas uma foto sua, que me apareceu, em meio as fotos de amigos de amigos, e lá você está. Meu sorriso sai, involuntário.
Nesse momento, um momento tão longo que anestesia meu corpo, sua lembrança, o seu sorriso. Uma imagem, tantos pensamentos, tantos sentimentos, ainda, tantos sentimentos. Adormecidos, quase sufocados, indignados por ainda estarem por aqui.
É difícil resistir a tentação de não olhar as outras fotos, mesmo sendo difícil assumir a fraqueza, a vontade é maior. Não vai ser bom, não vai fazer bem, a expectativa em ver mais de ti, de te ver sorrir e feliz, tão longe, tão bem, tão sem mim. São sensações tão inesperadas, tão de surpresa a colocar em dúvida tantas certas, ao mesmo tempo bem como o presente, ao mesmo tempo pensando em como seria agora, você aqui.
Então vem a mente, sabe, aquelas coisas que eu gostaria de dizer, coisas que não mudam nada, coisas que eu simplesmente me imagino te dizer, coisas que você talvez nem imaginem que estão aqui. Coisas que só com o passar do tempo e com a distância consegui perceber, quanta coisa que às vezes tenho aqui, me faz por breves momentos ter uma coragem arrumar alguma desculpa para te procurar, só pra conversa, só pra contar, por contar. Dentre elas algumas desculpas. Passam tantas coisas na cabeça, tantas conversar que poderiam acontecer, são diálogos jogados ao nada. Imprevisível, somos um ao outro um pouco menos que apenas estranhos. Diferentes.
Eu, que relutava em mudar, aprendi da pior maneira que eu mudaria, que não permaneceria sempre igual, aprendi quando a distância chegou e o tempo te levou, e assim aprendi que a vida sem ti faria de mim outra pessoa, aquela pessoa que você conheceu só era o “eu” por ser parte de você.
Se um dia eu tiver a oportunidade, ao te ver, de dizer algo, seria: Sinto saudades de mim, desse eu que encontro em você.
Primeiro estágio de quanto se está apaixonado: Tentar se convencer de que não está. Segundo estágio: Tentar convencer o outro de que não sente nada por ele. Terceiro estágio: Se arrepender dos dois primeiros estágios tarde demais e enlouquecer.
Não desisti não, só não insisto. E se eu não insisto não é porque não veja valor, mas é porque me dou valor.
Eu não preciso de você para viver. Eu preciso de água, porém gosto mais de coca-cola, eu preciso de alimentos saudáveis, porém prefiro uma pizza, preciso fazer exercícios, porém prefiro ficar na frente do computador. Eu não preciso de você para viver, que ao precisar é apenas por não ter escolha, eu não preciso, mas entre todas as pessoas eu te prefiro.
Deve ser o medo. Não entendo. Essa deve ser a beleza que agrada os olhos do instinto em querer sempre uma explicação. Não entendo e há o medo, mas o medo não se explica por si só, não responde nem se há o medo de não entender ou se é de entender. Não entender significaria apenas não chegar a uma resposta satisfatória, deixar vagar os pensamentos, talvez deixar os pensamentos se desviarem das respostas, porque entender também significa o fim dos pensamentos que levam as repostas. Não sei se quero abrir mão desse caminho. Acho que me apeguei a esse caminho, tentador caminho do quase entender, sem querer, por não querer. São tantas possibilidades, é tentador se perder na imaginação das possibilidades de um único caminho final. Acho que é por isso, por isso que não acho o caminho final do entender, talvez entender nem seja o caminho. Pode ser que tentar entender seja a única coisa que me resta, talvez "porques" sejam a minha melhor companhia e o medo do não chegar a lugar nenhum seja meu sentimento mais forte. Como conseguiria abrir mão desse sentimento? Teria outros mais fortes por conseguir minhas respostas? Seriam eles companheiros como o medo tem sido até agora? Seriam eles apenas meus e de mais ninguém? Da certeza do medo, não temo. O medo que tenho é apenas meu. Disso não há do que ter medo, porque esse é um medo, ter que entender um sentimento que não seja apenas meu. Só em pensar sinto mais medo. Porque quando um dos caminhos é cruzar o caminho de alguém que te provoca mais perguntas sem respostas o medo aumenta, o instinto da busca por respostas aumenta muito mais. Não há conhecimento capaz de entender ou chegar as respostas quando nada ser aproxima do que já se conhece, tudo que já se viu ou tocou, de algo que se leu, escutou. Eis o medo em perder o medo e buscar algo, além, quando a decisão da busca, ao limite de perder-se no caminho já acostumado a passar , arriscar, mudar o sentido, e abrir mão do medo e seguir um novo caminho, nos sentimentos de outro alguém se torna uma nova possibilidade, ultrapassando qualquer entendimento, arriscando-se a sentir. Sentir por si só já deveria ser uma resposta, mas não, sentimentos quando respostas só trazem mais perguntas. Só em tentar entender o que aconteceria, me agarro ao meu já conhecido medo. Só, somente eu, apenas eu não conseguiria. É preciso me convidar a entender, sem compromisso de nada entender, correndo o risco do sentir: você vem?
O que eu sinto, o que eu quero, o que eu faço, e o que eu acho, são coisas não necessariamente iguais, às vezes deixo uma das alternativa transparecer, mas nunca todas de uma só vez...
A gente finge no começo, mas finge pela emoção, porque no fundo a gente já sabe. Eu finjo que não estou me apaixonado enquanto você finge não perceber. Eu finjo que não vejo, você finge que não sente. A gente faz de conta, se baseando em sentimentos reais.
Não é irônico? Você sabe exatamente o que faz uma pessoa ser encantadora, o jeito como ela te cuida, a maneira como ela trata bem os outros, a maneira como ela consegue demonstrar que você é especial... Não é a beleza, as roupas de marca, os eletrônicos caros ou o nome da família que importa, é a maneira como ela sorri, te abraça, te proteja, te beija e cria em ti a sensação que nenhum outro consegue. É todo jeito, a voz, o toque, o cheiro, o todo. Sabe a parte do irônico? Essas pessoas que queremos são raras, porque na maioria da vezes queremos pra gente alguém assim, mas não nos importamos em ser alguém assim. Com nosso egoísmo de cada dia, mais preocupados em receber do que se doar.
