Realidade
"Moro debaixo da marquise
Do prédio que você mora!
A poeira é quem me veste!
Sendo o vento meu amigo!
‒ E a chuva?
‒ Colabora!
‒ Levando seu escarro poluente!"
Rogério Pacheco
Poema: Que vou - Em vão!
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Divido tudo – minh’alegria. . .
Até meus pensamentos
Com os infelizes vira-latas!
E também ‒ ainda sou. . .
‒ Seu herói!
No anonimato de sua esquizofrenia!"
Rogério Pacheco
Poema: Que vou - Em vão!
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
"Vou ao banheiro e escovo os dentes
E deixo o espelho deliciando-se do creme.
Faço a barba e os pelos crescem na pia!"
Rogério Pacheco
Poema: Efeitos colaterais
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
"A vida lá fora continua a mesma.
Volúvel, descontinua e incompleta.
Em cada esquina corpos armados se cruzam.
(A paz será sempre duvidada.)
E no tráfego, buzinas velozes
Antecipam a morte."
Rogério Pacheco
Poema: Miragens da vida
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Ontem havia uma mão te pedindo ajuda…
Hoje há uma Progressão Geométrica Infinita.
E na calada da noite um revólver te assalta,
Às vezes é para matar a fome."
Rogério Pacheco
Poema: Miragens da vida
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
"Um raio de luz
Brilha nas entranhas do universo
E o suplica pra não nascer!
Mas o ventre se rasga!
E o grito medonho
Lava-se em sangue
E se dá ao prazer
Da desgraça e da dor!"
Rogério Pacheco
Poema: Arquivo do tempo
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Olho-me no espelho
E nem sei se já sou eu.
Peço-me orientações. . .
Mas tudo já está no museu.
Solicito tuas opiniões. . .
Mas das tuas - já são minhas!
E não te dou atenção.
Rogério Pacheco
Poema: Está no museu
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
"Meu ego não se expõe
Pois contém desprezo e amor!
E mesmo assim
Tu queres meu coração!
Meu amor é minúsculo. . . Mas sincero!
‒ E não ir-se-á exterminar em tuas mãos!"
Rogério Pacheco
Poema: Não sou voz. . . Não sou hino
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Tu escutaste a melodia errada!
Não sou voz! Não sou hino!
Sou um gesto de quem não pode falar!
Tu não entendes eficas a descobrir-me!"
Rogério Pacheco
Poema: Não sou voz. . . Não sou hino
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
Tudo que o sábio pode, através da comunicação escrita, falada ou de suas ações, são apenas apontamentos da realidade, e cabe a você captar o espírito ou o sentimento, a realidade não tem explicação, ela simplesmente é.
Kairo Nunes 15/02/2024.
Ao raiar do sol, olhe para o horizonte, respire suavemente e agradeça por mais uma noite que passou. Levante a cabeça se prepara para a luta pois mais um dia você irá vencer.
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Do pioro me chamou
Quando lhe disse não
Mais me falou
Que deveria ter atenção
Sabes o melhor?
Queiras tu ou não
Não me causas dor
Fostes sem uma razão
Se passou tanto tempo
Da sua partida sem noção
Que nem por um momento
Hoje me afeta o coração
Gosto de alegria
E muita agitação
Tudo é poesia
Em meu coração
Já na alma
Guardo a razão
De saber quem me ama
Quer me estendeu a mão
Então se você pensou
Voltar das trevas
Sua ameaça não me assustou
Um sorriso tudo que levas
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Tc_18022024/27
dizem que a natureza é perfeita,eu discordo,o mundo é um lugar cruel onde tentamos ser forte para sobreviver.
Todos nós guardamos cuidadosamente um mundo estranho, à espera do nosso desespero ou desistência, um lugar que está sempre pronto a nos acolher ou esconder.
Quando acessamos esse mundo?
Sei lá, talvez nos sonhos que inventamos para não desesperar ou desistir, talvez nas mentiras a que nos agarramos para suportar o fardo da existência ou, quem sabe, esse mundo esteja escondido na cápsula dos remédios que tomamos para escapar do mundo.
Imagine um núcleo tridimensional que contém toda a beleza e harmonia do universo. Esse núcleo é formado pela união de espirais e círculos, que são as formas mais perfeitas da natureza. As espirais representam o movimento, a expansão, a evolução. Os círculos representam a estabilidade, a simetria, a perfeição. Para criar esse núcleo, precisamos de um número que combine essas duas formas. Esse número é a constante de Silvio Antonio Corrêa Junior, que é o quadrado de outro número, que é a soma de quatro termos. Esses termos são: o quadrado da Proporção Áurea, que é o número que aparece nas espirais naturais; o quadrado da constante π, que é o número que relaciona a medida de um círculo com a medida de uma linha reta que o atravessa; duas vezes a Proporção Áurea multiplicada por uma constante chamada Alfa; e duas vezes a constante π multiplicada por uma constante chamada Omega. Essas constantes Alfa e Omega servem para ajustar o quanto as espirais e os círculos influenciam na formação do núcleo. O valor desse número é aproximadamente 5,3188. Esse é o número que simboliza o equilíbrio preciso necessário para gerar e sustentar o núcleo tridimensional que contém toda a beleza e harmonia do universo.
Tudo é perfeito diante dos olhos dos cegos; pois são nossos próprios olhos que ocultam toda a beleza.
Ah, como seria bom viver só de sonhos! Eu por exemplo, sinto que não sou dessa época. Desde pequeno sinto isso e sonho com meu mundo de fantasias e utopias. Meu sonho é real porque vivo nele.
Nossa mente como mediadora entre o eu e o universo.
A interação entre o universo interior, governado por nossos desejos e necessidades pessoais enraizadas no ego, e o mundo exterior, percebido através de nossos sentidos, é um tema fascinante que tem intrigado filósofos, cientistas e pensadores ao longo da história. A construção da realidade, portanto, emerge dessa complexa interação entre o eu interior e o mundo exterior.
No âmago de nossa existência, reside o universo interior, um reino permeado pelos anseios, emoções e impulsos que moldam nossa percepção e compreensão do mundo. Nesse espaço, o ego exerce sua influência, moldando nossas motivações, perspectivas e identidade. É o reino das aspirações individuais, onde cada um de nós tece sua narrativa pessoal, buscando realização, significado e felicidade.
Por outro lado, existe o universo exterior, vasto e expansivo, que se desdobra diante de nossos sentidos. É o domínio tangível da realidade objetiva, habitado por fenômenos físicos, interações sociais e paisagens inexploradas. Por meio de nossos sentidos – visão, audição, tato, olfato e paladar –, somos capazes de captar uma fração desse mundo exterior, decodificando estímulos e interpretando sinais que nos são enviados pelo ambiente que nos cerca.
A construção da realidade, no entanto, não é uma mera reflexão passiva do mundo exterior, mas sim um processo ativo e dinâmico, mediado pela mente humana. As experiências vividas, as interações físicas e as percepções sensoriais são filtradas e interpretadas através das lentes de nossa consciência, dando origem a uma teia complexa de significados e interpretações.
Essas informações, uma vez assimiladas pela mente, são submetidas a um intricado processo de análise, onde são confrontadas com nossas crenças, valores e preconceitos. Através da reflexão, da introspecção e da análise crítica, construímos modelos mentais e elaboramos conjecturas sobre o funcionamento do mundo e nosso lugar nele.
No cerne desse processo de construção da realidade estão as relações lógicas e as inferências que traçamos com base em nossas experiências passadas e nosso conhecimento acumulado. Cada nova experiência, cada nova interação, contribui para a expansão de nossos horizontes cognitivos, desafiando nossas suposições e ampliando nossas perspectivas.
No entanto, é importante reconhecer que a realidade, em sua essência, é fluida e multifacetada, sujeita a interpretações e pontos de vista diversos. Aquilo que percebemos como verdade absoluta pode ser apenas uma ilusão, uma construção subjetiva moldada por nossas próprias limitações e distorções cognitivas.
Portanto, a compreensão da realidade requer uma abordagem holística e aberta, que reconheça a interdependência entre o universo interior e o mundo exterior, entre o eu e o outro, entre a subjetividade e a objetividade. Somente através do diálogo constante entre esses dois universos aparentemente distintos podemos almejar uma compreensão mais profunda e abrangente da complexa teia da existência humana.
