Rádio
A nossa música esta tocando no rádio, mais não é a mesma coisa, quando ouço seu nome meu coração aperta, e fiquei sabendo que você esta com outro, apenas desejo toda felicidade do mundo, e que ele te cuida melhor do que eu te cuidei.
Todos recebiam cartas
e discos pedidos
ao domingo
no Rádio Clube de Huambo
a mais de mil e duzentos quilómetros…
era a emissora que mais se ouvia
Só ele,
porque exatamente ele era só
e de longe
(talvez de lugar nenhum),
o furriel Abreu Gomes
nem uma letra vertida em magra folha de papel
Vingava-se da solidão no cigarro
que um após outro fumava
Enrolava-os com perícia tal
no fino papel de mortalha,
dois a dois de cada vez,
como se ali depositasse os fios da vida
que queimava,
como se estivesse a fechar para sempre
as abas do seu caixão
Aquele livro de mortalhas
e a cinza do cigarro queimado
que lhe morria pendurado na boca,
tinha a brevidade da vida
que ali se vivia a cada hora que passava
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
O poder político dos outros meios de comunicação, como rádio, televisão, jornais e revistas, foi transferidos para a Internet, por ela ser o único meio de comunicação capaz de concentrar a todos em um único lugar e, consequentemente, de concentrar todos os poderes que cada meio tinha, dentro dela.
Tudo é vivo, tudo é natural... Desde a tecnologia, o rádio, e a TV, até o seu guarda-roupas de solteiro, comprado na Silvia Design...
MASSA FM EM LUMINOSIDADE
(21/11/2019)
Vivo com ardor, a beleza de uma rádio essencial a alma da humanidade. E compreendo todas as formas poeticas, com que a Massa FM reluz a luminosidade do amor.
A relva molhada, um paiero aceso
A paca correndo, o riacho barulhento
O rádio ao fundo toca baixo, o berrante empoeirado
O tédio consome, não sei se aguento
O velho resmunga, o eucalipto balança
O manga-larga trota, a muriçoca rondeia
O lago se remexe, o pinhão já tá no fogo
O guardanapo todo duro, é o luar que me norteia
O pinto avisa, D'Angola cacareja
Daqui eu imagino, como é que seria
Se aquele Preto-Velho ainda
Estivesse na Bahia
Um bom trago na cachaça e já devolvo para a pia
Respiro fundo e olho fixo, para além da cocheira
Um menino se aproxima, de bota e chapéu marrom
Parece até que me conhecia, desde os tempo da trincheira
De longe desconfio, aproximo a espingarda
Traz um santo na mão, com os olhos me pedia
Aqui tem um recado, de alguém que me mandou aqui
Num papel velho e amassado, de alguém que se asfixia
Passa um gato como um tiro, parece que já sabia
A paz que aquele piá, sem querer me trazia
Ô meu pai mas que saudade, esse estradão é muito cruel
Não entendo muito dessas coisa, nem escrevê eu sei direito
O que sei é desse aperto, que deixastes em meu peito
No horizonte vejo mato, um rio fundo e o mesmo céu
As garrafas não dão conta, me afogo diariamente
Qualquer comida que me atrevo, só consigo sentir o fel
Interrompo aquela carta, não consigo prosseguir
Ninguém sabe meus motivo, o que me trouxe até aqui
Sou um chucro fí do mato, criado no sertão
Minhas coisa resolvo assim, me afasto pra refletir
Não sei se certo ou errado,
Mas me puno com a solidão
O som tocou no rádio
Ela perdeu o prumo
Ela dançou na noite
A gente foi o assunto
Eu só perdia ela
Quando queria mais
Ela beijou a lua
E se perdeu no cais
Programas jornalísticos, seja na TV, no rádio, na Internet ou impresso, têm bombardeado a sociedade com notícias que pouco ou nada promovem em melhoria da sociedade que os consome, sendo a maioria das pautas de irrelevante valor para a vida do cidadão, quando não contribui para uma histeria coletiva que fomenta o medo, o ódio, polarização e a desesperança.
Triste ver que "em tempos de corona vírus" algumas emissoras de rádio e televisão só se empenham em plantar discórdias e divulgar notícias catastróficas e negativas, se esquecendo de divulgar as boas que tanto poderiam servir de alento e motivação para todos!
Helda Almeida (02/04/2020)
Ligo rádio deixo a canção entrar no meu coração...
Deixo a letra caminhar dentro do meu ser...
As palavras invadem a minha alma acalmado meu ser, traz a minha inspiração aflorar... Deixa o meu dia mais feliz meu sorriso mais solto... O canção que me faz bailar , deixa-me extasiante,permito que a vida siga melhor com a música a tocar...
Baile,cante,deixe a música entrar aos seus ouvidos, que a felicidade sobressaia...
Toque a canção do amor,toque a canção da felicidade, ouça a música...
Licia Madeira
As manhãs chegavam,
um dia após o outro e
em meu rádio tocava
Bob Dylan,
o café fervendo
demorava para ser digerido
e engolido,
como todas as manhãs.
Mais uma manhã chegava,
"o que temos para hoje?"
eu me perguntava,
cafés fervendo
e dois ovos fritos.
A outra manhã
passava como
o café que esfriava,
do lado de fora,
as manhãs passavam para todos,
alguns corriam,
outros caminhavam,
como o tempo,
a única diferença
é que o tempo voava,
e o pior de tudo
é que levava o café junto
com ele.
Somos como aparelhos de rádio que podemos nos sintonizar com a frequência cósmica primordial, verdadeiramente orientadora. Sintonizar estas alturas está em ampliar nossa vibração para aquela do justo entendimento da vida.
RESISTÊNCIA, COMPANHEIROS!!!!
Na Rádio Quionda o locutor perguntoua Perebinha:
- O que é resistência?
]
Ele respondeu:
- É um arame que meu pai bota no chuveiro lá de casa para a gente tomar banho quente, porque lá em casa todo mundo trabalha.
(Do livro "Rapsódia de Perebinha na Rádio Quionda")
Em minha família
somos todos uns estranhos seres
que desligam o rádio e a tv para
ouvir a chuva e iluminar-se
diante das tormentas,
que apagam as lâmpadas
para ver o brilho da lua
e das estrelas no céu.
Na madrugada,
quando a cidade dorme,
por trás de seus cadeados,
nossa casa é um templo
varado de silêncio e luz
por todas as janelas abertas.
Cremos que os perigos
adormecem sob a lua.
São 520 jornais por dia, 3.647 emissoras de rádio, 12 tevês abertas,
140 canais de tevê por assinatura, Facebook, WhatsApp, Instagram
tentando te distrair da primavera ali fora.
"Preciso:
* Uma máquina de lavar de 9kg
* Um rádio toca cd e mp3
* Uma mesa balcão com 2 cadeiras
* Uma passadeira atoalhada
* Uma táboa de passar roupas
* Uma cômoda e um cadeira sofá
* Uma cortina branca quarto
* Uma cama dupla com colchão
todos na cor branca por gentileza
Grata
Assim se planta a semente dos..."
