Quero um Homem que me Ame
O homem não teme verdadeiramente o fim, teme descobrir, nos últimos instantes, que viveu sustentando certezas emprestadas.
Quanto mais profundamente um homem contempla a realidade, menor se torna sua necessidade de convencer os outros sobre aquilo que viu.
O homem passa a vida inteira tentando vencer o tempo, sem perceber que, a cada segundo, é o próprio tempo que lhe arranca pedaços. Até que um dia entende, tarde demais, que nunca esteve lutando contra o relógio, estava apenas sendo lentamente transformado em lembrança.
O universo jamais prometeu significado. Foi o homem quem transformou sua necessidade de sentido em uma exigência dirigida ao infinito.
Orar talvez seja a última forma de honestidade que resta ao homem. Não porque o céu necessariamente responda, mas porque, diante do silêncio absoluto, desaparece a necessidade de fingir força. A oração não convence Deus; ela desarma o orgulho de quem finalmente reconhece a própria impotência.
- Tiago Scheimann
O homem não sobrevive por causa da esperança. Sobrevive porque ainda não encontrou coragem suficiente para abandoná-la. Toda manhã renova um pacto silencioso com uma promessa que nunca se cumpre por inteiro. Chama esse adiamento de futuro. Talvez a esperança seja apenas a forma mais elegante que a consciência encontrou para prolongar a própria agonia, convencendo-se de que o próximo dia conterá aquilo que todos os anteriores lhe recusaram.
- Tiago Scheimann
Diz a meia noite olhando em meus olhos, quer nenhum homem satisfaz algo que eu consigo, coloque teu melhor batom, vista teu melhor vestido, saia por aí decifrando novos gostos, pela madrugada, finge não liga pelo que passou, quando as horas passarem com o bater do relógio perceberá que nada passou a ser uma única falha em sua base temporal, e que nada pode mudar, a não ser que você mesmo mude.
Ela viveu uma situação em que um homem falou, com uma tranquilidade inquietante, que havia agredido a própria irmã por ela ser umbandista. Disse aquilo a uma colega como quem narra algo banal, revelando, sem constrangimento, a dimensão de sua intolerância.
Na mesma hora veio a mente da outra pessoa que escutou, as tantas histórias e violências atravessadas pelo racismo, entre elas, o religioso. Imaginou imediatamente o quanto aquela mulher deveria ter sofrido, não apenas pela dor física, mas pela violência simbólica, pelo medo, pela humilhação de ser atacada justamente por sua fé.
Uma revolta a tomou de assalto.
Quando percebeu, já havia jogado a cerveja que bebia na direção daquele homem.
Reagiu por impulso. Fez algo evidentemente errado.
Pediria desculpas pelo ato.
Mas jamais pela indignação.
SER FORTE NÃO É NÃO CAIR
“Não quero ser o homem que nunca caiu. Quero ser aquele que, mesmo no chão, ainda conseguiu estender a mão para alguém.”
— Vaelen, personagem
Fragmento, The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Sou um homem rico
Sou um homem milionário
Porque na conta do meu coração
Está cheio de amor e paixão
“O homem justo não se vende, não se corrompe e não abandona a justiça para agradar a ninguém. Por sua integridade, será respeitado por uns e odiado por outros.”
— Angelino de Jesus
O HOMEM É INVISÍVEL COM OS OLHOS DO CORPO! E NUNCA VERÁ DEUS COM OS OLHOS DO CORPO!
O Homem, como o Sujeito componente do Organismo Humano com função de gerir o seu Corpo e a sua Mente e a sua Consciência com base na sua faculdade de Sentir e Conhecer e Agir, só pode sentir-se e perceber-se dentro do Organismo em que se encontra, não pode ver-se a si mesmo com os olhos do Corpo do seu Organismo nem pode ver o outro Homem com os olhos do Corpo do seu Organismo.
O que um Homem vê com os olhos do seu Corpo não é a si mesmo nem é o outro Homem, mas o seu Corpo e o Corpo do outro Homem!
Não é possível um Homem ver-se a si mesmo e ao outro Homem com os olhos do seu Corpo!
Se o próprio Homem não pode ver-se nem ver o outro Homem com os olhos do seu Corpo, então, o Homem nunca verá Deus com os olhos do seu Corpo!
CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DO HOMEM E QUALIDADE DA SAÚDE MENTAL
A Qualidade da Saúde Mental de um Homem depende sobretudo da Concepção Filosófica que o Homem tem sobre si mesmo!
Os Homens que se veem como sendo o Corpo tendem a viver à ritmo das modificações do Corpo e do Ambiente Social sofrendo com estresse, ansiedade, depressão e consumo de várias drogas!
Os Homens que se veem como sendo o Sujeito Gestor do seu Corpo tendem a viver desapegados das modificações do seu Corpo e do Ambiente Social adoptando estratégias de gestão do Corpo que previnem estresse, ansiedade, depressão e consumo de várias drogas!
Para isso, a Educação Mental é a base, e a Literacia em Saúde Mental deve incluir o conteúdo das diferentes concepções filosóficas do Homem e sua relação com a saúde mental!
PRINCÍPIOS DA SERENIDADE
1. Princípio de imortalidade do Sujeito:
O Homem não morre, o que morre são as suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência ou Personalidade e os seus bens materiais!
2. Princípio de estado da Atenção do Sujeito:
O Homem deve viver no estado da Atenção, e recorrer ao estado do Pensar e da Reflexão apenas momentaneamente para melhorar alguma condição da sua existência ou da existência dos outros Homens!
3. Princípio de igualdade dos Sujeitos:
Todos os Homens são iguais, a diferença está nas suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência e os seus bens materiais!
4. Princípio de projeto de vida do Sujeito:
Cada Homem deve ter o seu próprio projeto de existência secular e concretizar o seu projeto a seu próprio ritmo em harmonia com as normas socialmente estabelecidas!
5. Princípio de serviço voluntário do Sujeito:
Cada Homem deve procurar servir um propósito universal no seu próprio ritmo através de um serviço voluntário de melhoria das condições de existência da sociedade em que o seu Organismo se encontra inserido!
Estes Princípios são Interdependentes!
O HOMEM NÃO PODE FUGIR DOS FENÔMENOS DO SEU ORGANISMO!
Assim como,
Um Peixe no oceano não pode fugir da agitação da água causada pelo vento, mas deve abrigar-se em atenção até o fim da agitação!
Também,
Um Homem não pode fugir dos Fenômenos que estão a ocorrer no seu Organismo, mas deve abrigar-se em contemplação dos Fenômenos até desaparecerem!
Os Fenômenos que ocorrem no Organismo Humano são as Sensações, os Pensamentos, as Emoções, os Sentimentos e as Intuições!
O consumo de droga é uma das principais formas adoptadas pelo Homem para fugir das suas Emoções e Sentimentos que categoriza como negativas!
Quando o homem tirar da criança a inocência, da fruta seu sabor e da carne sua dor, a essência da vinda se findou.
FORJA DA HUMANIDADE
Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?
Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?
Um Gênesis não bastou.
Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.
Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.
Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.
Quantos Gênesis serão precisos?
Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.
Mas a criação não desistiu.
A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.
Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.
Acontece dentro do homem.
É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.
Talvez não sejam necessários novos Gênesis.
Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.
E compreenda que a criação ainda não terminou.
Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.
Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.
É a lenta e interminável Forja da Humanidade.
