Quero Alguém que Me Dê Flores

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Não quero ser o seu dono e nem o seu escravo: eu quero ser o seu par, caminhando lado a lado sem que ninguém precise ditar o passo.

Eu não quero te elogiar apenas dizendo que você é linda, porque isso é o mais fácil. Quero te dizer o que a maioria tem medo de admitir: eu tenho uma admiração profunda e, às vezes, até um pouco de medo da força que você carrega. Por causa de mulheres como você, que equilibram uma carga mental absurda, lidam com o julgamento constante da sociedade, trabalham o dobro para serem ouvidas e, ainda assim, conseguem manter o sorriso e a cabeça erguida. Ninguém fala o quanto é intimidador e fascinante ver a sua capacidade de renascer de cada rasteira que a vida te dá. Você não é a 'mocinha' que precisa ser salva de um dragão. Você é quem enfrenta os dragões todos os dias antes do café da manhã. Dói ver o quanto o mundo exige que você seja forte o tempo todo, sem te dar o direito de fraquejar ou de apenas desabar nos braços de alguém. Meu maior desejo não é ser o seu protetor, mas sim ser evoluído e forte o suficiente para caminhar ao seu lado sem tentar apagar o seu brilho para inflar o meu ego. Quero ser o porto seguro onde você finalmente possa baixar a guarda e descansar a sua armadura, sabendo que eu seguro o seu mundo enquanto você recupera o fôlego. Admiro a sua independência, mas quero que saiba que você não precisa carregar o peso dos seus dias sozinha. Eu não estou aqui para te prender ou limitar os seus passos, e sim para ser a calmaria no meio do seu caos e celebrar cada uma das suas vitórias como se fossem minhas. Eu escolho você não para preencher um vazio, mas porque a sua existência faz o mundo parecer um lugar onde vale a pena lutar.

Setembro-me
inteiro dentro
do teu corpo,
quero sentir
todo o teu verão,
vagarosamente
a evaporar-se
no meu corpo.

Quero ir contigo a um lugar
onde as árvores suspiram
e escrevem nos solos
a caligrafia do outono.

Quero ser o barco
que percorre
cada centímetro do teu
íntimo oceano secreto.

Eu sei que o sangue foi derramado e o preço foi pago. Por isso, quero uma vida de verdade — e consumir o meu próprio assombro.

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

⁠O quê eu quero
de ti nenhuma
grande fortuna
é capaz de me dar:
o seu abraço que
me salva do mundo.

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

⁠A eclipse lunar se aproxima,
e eu sei muito bem
o quê quero e não quero
para a minha vida,
do teu divino olhar levo
o tempo todo o quê alucina.

Só sei que não permito que
o meu coração seque como
vejo alguns corações secos por aí,
para que a seca não seja permitida:
é por isso que te quero aqui.

Um coração quando seca
é bem mais perigoso do que
a seca dos rios Negro e Solimões,
um poema nunca mais o toca,
nem mesmo imagens rupestres
podem ser encontradas
e nem mais se comove
diante de paisagens agrestes.

Quando um coração seca
nele não se encontra mais nada,
é o desastre batendo na porta
sem hora e sem data marcada.

⁠Nesta véspera de Ano Novo

Nesta véspera de Ano Novo
quero os teus olhos brilhando
mais do que nunca um brilho novo:
Quero que brilhem só o amor,
porque vida sempre será
o maior de todos os tesouros,
e você pode vencer os desdouros.

⁠No vigésimo terceiro dia do ano

No vigésimo terceiro dia do ano,
só quero que se poupe diante
daquilo que não tens
condições de influenciar
e faça o melhor para superar.

Trouxeste-me com afeto
um cacho de Langsat,
o seu olhar feito de Universo,
Quero conhecer o mistério,
por antecipação já te quero.

Não quero te provar
absolutamente nada,
E para você também
desejo o mesmo,
Apenas quero você
com a alma lavada
e o humor leve
nesta caminhada.


Não é a primeira vez
que digo que não
estou em guerra contigo,
E tenho certeza que é
também o seu desejo
de manter comigo este ritmo,
tanto eu quanto você
queremos escapar vivos.


Habitar no paraíso afetivo
é o compromisso efetivo
que possamos viver
afetivamente instruídos
sem disputar por poder,
porque merecemos viver.


Apenas cultivar como
framboesas-silvestres
àquilo que dizem ser utópico,
e que para nós é poder
em plenitude viver
o nosso romantismo bem acordado,
livre e sem nenhuma queda de braço.

De nós quero o pós-canônico,
e se ais houverem sejam só
os envolventes e sinfônicos,
e caso não chegue a tempo,
não tem nenhum problema,
não tenho nenhuma vocação
para cantilena, não se esqueça,
que além da poesia, sou poema.


Porque sei ao menos terei
o seu amor no baú do sonho
do sentimento bem resguardado,
para adiante seguir o fadário,
sublime, encantado e apaixonado.


Enquanto isso vou propondo
o neo-romantismo contemporâneo
aos novos poetas inspirados
deixar este mundo menos enfadonho.

Lírio da Caatinga
explode em flor,
E eu quero levar
você para onde for.

Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.

Apenas ser, não me cabe,
quero permanecer
plena com minha altura
e aura nua e oculta
caminhando pela rua,
cercada por montanhas,
com uma morada poderosa
em nossas entranhas.

Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.


Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.


Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.

A liberdade de errar e de acertar que eu quero para mim, é a mesma que quero para você. Concordando ou não com o que você pensa. Porque eu aprendo mais com você do que ensino.