Quero Alguém que Me Dê Flores

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⁠"É, com efeito, natural ao homem aspirar ao conhecimento da verdade."

O poder do universo está dentro de mim.

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Não toque a alma
Se não quiser morar em meu pensamento
Nem pegue minha mão
Caso queira ir por um atalho
Sou assim
Cheio de verdades
Ou é tudo
Ou infinitas saudades.

Acho que ninguém pode falar da dor enquanto ainda a sofre.

Memórias de uma gueixa
Memórias de uma gueixa. São Paulo: Arqueiro, 2015.

Você disse que nunca iria me deixar, mas foi só as coisas ficarem difíceis para que fosse embora.

Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -

se a luz é tanta,
como se pode morrer?

Eugénio de Andrade
ANDRADE, E., Obscuro Domínio, 1972

Caso sinta em si algum afeto, não o sufoque; deixe-se ir com ele.

Machado de Assis
Helena (1876).

Tentou refugiar-se no sono. O sono rejeitou-o de si.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

O verme

Existe uma flor que encerra
Celeste orvalho e perfume.
Plantou-a em fecunda terra
Mão benéfica de um nume.

Um verme asqueroso e feio,
Gerado em lodo mortal,
Busca esta flor virginal
E vai dormir-lhe no seio.

Morde, sangra, rasga e mina,
Suga-lhe a vida e o alento;
A flor o cálix inclina;
As folhas, leva-as o vento,

Depois, nem resta o perfume
Nos ares da solidão...
Esta flor é o coração,
Aquele verme o ciúme.

Machado de Assis
Falenas. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1870.

Que faria a ciência sem o amor? Envaideceria. Que faria o amor sem a ciência? Erraria.

"Me afastei da janela e tudo o que vi então foi a chuva caindo pelas vidraças, que mais pareciam prata derretida."

⁠O jejum cura doenças, seca os quatros humores corporais (teoria de Hipócrates), expulsa demônios, acaba com os pensamentos impuros, torna a mente clara, o coração puro e o corpo santificado, elevando o homem ao trono de Deus.

Dentre todas as certezas, a duvida é a unica que me habita.

Quem vive aprisionado às más memórias acaba por se desmotivar na construção de um futuro melhor.

O ilimitado é eterno, imortal e indissolúvel.

Sou uma criatura do mundo.

Soldados são como peões numa partida de xadrez,muitas vezes são inúteis mas sem eles você não ganha a partida.

A mão do amor roçava meu corpo - mansa como a melancolia - afrouxando-me inteiro. Eu me entregava, sem reservas, com paixão e desmedo. Sumir dentro de meu amor, perder-me em sua respiração, encarnar-me em sua carne, ser o sonho de meu amor, era tudo que eu mais pensava.