Queria Ensinar as Pessoas a Amar
Você nunca soube expressar o que eu queria, assim como eu também não sabia, você queria ouvir meu sim enquanto me mostrava querer ouvir meu não, e acreditava que eu conseguiria ler sua vontade, mas infelizmente eu não conseguia, estava dormindo ainda, não conseguia sentir sua vibração, para mim, você não queria mais me ter por perto por que depois que eu te soltei a mão, você passou a fugir de mim, e eu sei, fui eu quem disse para ir embora, você só seguiu meu pedido, mas eu te digo, volta, eu sou teu eros.
a culpa não foi minha,
eu até queria que fosse, assim consertaria mais rápido.
e não me entenda mal, não vejo só o meu tempo,
mas é impossível identificar se você me ama ou se está fazendo drama.
confesso que não estava pronto pra te receber assim,
repleta de expectativas em cima de mim,
é injusto achar que deveria entender,
que deveria funcionar,
mas comigo não dá.
É que já me diminui para em ti caber.
Só queria ser como você.
Eu gostei e nem sabia.
E foi sentindo que um amor surgia,
soube que não era você que me preenchia.
nós somos tão um do outro
que eu queria que você vivesse mais um pouco.
por aqui, tá vazio.
restou só eu e os nossos frutos que o frio cobriu.
O 1° dia da Gente.. Você apagaria?
Às vezes o que a gente queria não é apagar o começo, mas apagar a expectativa que a gente criou nele. O primeiro dia é semente; o que a gente pode mudar é como cuida do que nasceu depois.
Me disseram: ''você se parece com a tua mãe". E eu ri... Porque no fundo eu só queria ser pelo menos metade da força, da nobreza e da coragem que aquela mulher é.
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
Há cartas que nunca enviei porque não queria ferir. Elas ficaram como pétalas secas no balcão. De vez em quando revisito o antigo tecido das palavras. Algumas nunca deviam ter nascido, outras curam. E escrever sem enviar é um jeito de entender o próprio nó.
Queria que você soubesse o que eu não fui capaz de saber, ensine aos seus filhos o que você demorou anos para perceber.
Eu queria...
Confesso, só queria a infinidade,
eu só queria ser aquela carta cheia de palavras pelas quais nos fazem chorar de felicidade,
a, a, a, como eu queria viver dentro daquela canção insaciável com os dizeres sobre a pureza do que é amar.
Céu de Marte
Eu só queria ter o poder de sobrevoar os teus sonhos para aterrissar diretamente no mais profundo do teu coração,
um dia vou realizar meu desejo de te levar para Marte, lá te apresentarei a paisagem mais bonita já vista pelo homem, te apresentarei a pintura mágica, te mostrarei o quadro mais bonito pintado pelos deuses, sim eu te apresentarei o céu de Marte,
e será a frente desta imagem incrível que eu pedirei a tua mão.
Eu queria ser um anjo
E não passo apenas do que sou
Te daria um par de estrelas
E o que tenho é o meu amor...
É que às vezes
eu queria ser um extraterrestre...
um ser de um planeta qualquer
bem distante desse mundo...
Assim evitaria todo o tipo
de contato imediato, em qualquer grau,
com os seres humanos...
É que às vezes penso em vestir
a pele do cosmos
em descolar minha matéria humana
deste mapa de feridas sangrentas
que é esse mundo ...
Ser um outro ser... um corpo
que não lembra nome,
um orbitante do silêncio
num planeta bem distante...
Fugiria dos olhares semi mortos
que sondam curiosos a vida
e das mãos que gesticulam
como fósseis dum viver morto...
Evitaria todo contato imediato,
qualquer grau de toque
que cole sangue nas cinzas ...
Preferiria a gravidade de um mundo
sem lembranças humanas,
onde ninguém me peça
rendição nem desculpas...
Às vezes sonho ser de outro céu,
uma estrangeira de estrelas longínquas,
um ser de um planeta bem distante...
Longe, o tempo seria mais gentil,
e os gestos, silenciosos
como constelações....
E eu, poupada do contato imediato
da falsidade e futilidade
de tudo que pede
ou arranca pedaços meus ...
vivendo apenas a minha inteireza
na suave distância
entre o meu respirar poesia
e o infinito...
✍©️ @MiriamDaCosta
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
Um dia,
eu sussurrei à brisa
que queria escrever uma poesia...
Logo depois,
ela voltou para me arrastar
num vendaval de versos...
Certa vez,
eu confessei à brisa,
quase em segredo,
meu ( constante) desejo inquieto
de parir uma poesia...
Mal terminei o sussurro
e ela voltou feroz, decisa,
me puxando pelos pulsos,
me lançando inteira
num vendaval de palavras
que me cortavam e me curavam
ao mesmo tempo...
Um dia,
eu murmurei à brisa
que meu coração ansiava
por escrever poesia...
Ela ouviu.
E, suave como quem conduz um destino,
voltou para me tomar pela mão,
erguendo-me delicadamente
num bailado de versos,
onde cada sopro
era um convite para sentir
e cada palavra
um abraço do vento...
✍©️@MiriamDaCosta
