Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem
A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.
Um milhão de mundos
Em São Paulo, no mesmo dia,
atravessei um milhão de mundos.
Havia uma cidade em cada esquina,
uma vida atrás de cada vidro,
um adeus parado no semáforo
e um sonho correndo atrasado
entre ônibus, prédios e buzinas.
Passei por lugares
onde ninguém sabia meu nome,
mas todos carregavam nos olhos
alguma coisa que também era minha:
a pressa, o medo, a esperança,
a vontade secreta de chegar.
A cidade mudava de rosto
enquanto eu seguia.
Ora era cinza.
Ora era ouro.
Ora era uma menina sob a chuva,
um homem dormindo na calçada,
uma senhora segurando flores
como quem ainda acreditava no mundo.
E eu, tão pequeno
dentro de tanta imensidão,
levava comigo cidades inteiras
que ninguém podia ver.
Porque há viagens
que não se medem em quilômetros.
Há dias em que atravessamos
um milhão de mundos
sem sair da mesma cidade.
E, quando a noite finalmente caiu
sobre São Paulo,
eu já não era aquele
que havia saído de casa.
Era todos os caminhos.
Todas as perdas.
Todas as luzes acesas
nas janelas dos outros.
Era uma cidade também.
Sao Paulo 13 de julho de 2026
Última postagem
Se eu pudesse dar um presente, traria uma estrela do céu, para mostrar que teu brilho é mais raro que o dela.
Não procure em um Ice Lady ,que o coração ja se tornou gelo, o fogo de um amor, ou uma paixão, pq o gelo que a em mim ate derrete, mas nao totalmente, derrete no calor do momento,mas nao se engane, nunca derretera da forma q espera.
E nunca se esqueça quanto mas gelada me encontro, chego a queimar, a pele de quem me toca, e assim deixo minha marca !
100% ice heart
Querido diário.
Mais uma vez me encontro exausta, e desanimada de tudo e todos.
Nesses dias que não vim ate você eu me forcei a ser capaz, eu me enganei ( tentei). Ouso dizer que nunca atuei tão bem.
Eu não senti falta.
Do sorriso, do olhar, do toque e da voz
Mais ai me dei conta que minha paz, meu vício se resumia a esses pequenos gestos.
Então a ficha caiu mais uma vez, sinto meu corpo falecer aos poucos. Como se faltasse algo nele que e tão essencial que sinto que em breve restara apenas uma carcaça velha e cansada ( apesar de não ser velha), o tempo ta castigando o silêncio ta sendo tão pesado que não sei ate onde ainda vou caminhar.
Sei que agora está decepcionado comigo, diário. Eu tentei ser o melhor de mim sem o que disperta o melhor. E falhei!
Me deitarei hoje com o coração transbordando num nível que lagrimas ja me faltara pela manhã.
Boa noite
Triste é quem acha que o gelo dói,
quando a vida veio e me ensinou
a fazer uma bela caipirinha.
Já não choro pelos apelos,
aprendi a sorrir —
e o que virou aprendizado
hoje se transforma em conselho.
Entre ficar ou se retirar,
escolhi ficar em mim.
Porque partir dos outros é escolha,
mas abandonar quem sou
nunca foi opção para mim.
Do que adianta seguir uma doutrina se a língua caminha na contramão do coração?
De nada vale o discurso bonito se as atitudes denunciam o vazio da fé. A fofoca é uma oração invertida: em vez de elevar, destrói; em vez de curar, fere. Muitos se dizem religiosos, mas usam a boca como arma, julgando, espalhando veneno e chamando isso de “verdade”.
Os ímpios não são apenas os que estão fora do templo, mas também aqueles que, mesmo dentro, escolheram a maldade disfarçada de zelo. A Bíblia já diz: “pelos frutos conhecereis”. Quem vive de intriga, vive distante de Deus, ainda que carregue um rótulo de santidade.
A verdadeira fé não faz barulho, faz diferença. Ela cala quando poderia ferir, ora quando poderia acusar e ama quando seria mais fácil apontar. Porque no fim, não é a doutrina que salva — é o coração transformado.
A música nos ensina uma virtude rara: saber ouvir. Antes de existir a voz, existe o silêncio. Antes do aplauso, existe a atenção. Quem aprende a ouvir uma canção de verdade também aprende a ouvir as pessoas, a vida e até o próprio coração. Afinal, ouvir não é apenas escutar sons; é dar espaço para que algo nos transforme.
A santidade não salva ninguém
quando vira máscara e prisão.
Deus não nos quer dentro de uma caixa,
quer leveza, verdade e coração.
Fomos feitos pra viver fora dos moldes,
fora do medo, fora do papel.
Não adianta erguer mãos na igreja
e fechar o punho diante do céu.
Espiritualidade não mora em paredes,
mora no gesto, no olhar, no pão.
Negar ajuda por conveniência
é rezar em vão.
Somos santos e pecadores,
contradição que aprende a amar.
Viemos pra servir uns aos outros,
não só no templo, mas no caminhar.
Porque é fora da igreja, na vida real,
no silêncio, na escolha, na dor,
que mostramos quem somos de verdade
e se a fé virou prática ou só discurso sem amor.
Você me ama, mas freia,
me observa como quem estuda
uma aula difícil de química.
Analisa reações, mede riscos,
teme explosões que só existem no medo.
Tem receio de eu ser como a maioria,
sem perceber que Deus me fez minoria,
diferente dos iguais,
inteira demais pra caber em padrões.
Você me quer,
mas também quer ser livre.
E quem foi que disse
que paixão aprisiona?
Quem inventou que amor amarra?
O amor não prende,
o amor respira.
Precisa de espaço,
de escolha,
de coragem.
Amar é construir andares,
tijolo por tijolo,
quando dois querem subir.
E até os opostos,
quando caminham juntos,
fazem a roda girar.
Tantas Coisas
Mais uma noite,
e eu querendo dormir,
querendo acordar,
querendo fugir,
querendo dançar.
São tantos desejos
morando no mesmo peito,
tantas vontades
brigando pelo mesmo desejo.
E, ao mesmo tempo,
é o tempo...
que nunca parece suficiente
para tanta coisa
que insiste em viver dentro de mim.
A Ação Integralista Brasileira, era um partido e foi fechado; mas o Integralismo é uma doutrina e ninguém pode fechar
O perdão não Pode ser alimento para o égo do ser errante e sim reconhecimento que pode ser uma pessoa melhor do que um ser errante,que além de pisar na bola e não admitir seus erros,ser uma pessoa melhor..
Interações humanas legítimas operam sob uma lógica simbiótica, na qual o benefício mútuo e a interdependência transparente fortalecem ambos os agentes. O vínculo baseado na conveniência unilateral mimetiza o comportamento parasita. O conveniente atua como um hospedeiro dissimulado: ele drena o capital emocional, social ou material do outro sem oferecer contrapartida equivalente, mascarando sua exploração por meio de um mimetismo afetivo superficial. Contudo, ao contrário dos sistemas biológicos isolados, o parasitismo social carrega o ônus da decodificação; cedo ou tarde o hospedeiro adquire lucidez sobre a assimetria do nexo, o parasita perde sua ancoragem, culminando no desmantelamento definitivo de sua falsa simbiose.
Ela se faz de durona. Não posso negar sua força. Se mostra uma pessoa decidida e deliberada. Não direi ser o contrário. Se apresenta, na forma de agir, uma pessoa autossuficiente. Quem sou eu para desmentir o óbvio?
Ela é tudo isso. Ela, com sua cara fechada quando quer ou com um sorriso que estampa toda face no momento que acha oportuno, é o que bem entender. Ela pode!
Mas como o estereótipo pode ser moldado de acordo com o momento...
Ela é doce, tão doce que o amargo do outro não interfere. Ela é de uma meiguice ímpar. Não há igual. Ela é sensível e com esta sensibilidade cativa e angaria mais e mais admiradores. Confesso que causa ciúme. Ela é pura e ingênua, ao menos demonstra com seu rosto angelical. Ela é o que há de mais Belo neste mundo feio. Ela é o que posso chamar de espetáculo e exageiro da natureza.
Por fim, ela é o ser que Deus colocou no meu caminho. Ainda não entendi o recado divino, mas de certo há um propósito, pois não é possível ser acaso o tanto de saudade que sinto e a vontade de voltar alguns dias para tê-la perto a mim novamente.
Não sei explicar o porque estimo, admiro e gosto tanto de alguém que conheço tão pouco, o fato inegável é que fui contagiado e gostei muito, mesmo que isso me faça mais tonto do que já sou. Quase um garoto adolescente.
Acho que minha sinceridade não é uma questão de inteligência e sim entender a razão de sentir, de está ao meu lado... Querer ou não querer meus sentimentos.
Um sentimento vívido, uma ilusão frustrante que ativou meu amor como um vulcão adormecido.
Amo, mas não sou amado, talvez seja o preço que devo pagar dos meus erros do passado.
Entre sussurros e saudades, confidências de um amor incontido, como em uma relação que se perdeu no acaso.
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