Quente
Às vezes, tudo o que precisamos é de um café quente, um bom livro e da solitude para recarregarmos as energias.
Dois polos,
Jovem e velho,
Quente e frio,
Quem te viu?
Vazio preenchido,
Antônimos,
Não são estranhos, senti-los.
Ontem iluminado,
Pelo Sol, machucado,
Pela Lua, curado.
Hoje calmo,
Não corro mais,
Caminho olhando.
Hoje acordei calmo,
Investindo em pensamentos,
Pensei, chorarão amanhã?
Imprevisível como o amor,
Amanhã,
Certo como a morte,
Hoje.
Foi fria, a tal da noite quente, usada de pretexto para dormirmos separados. E o desejo de não mais me sentir distante vai se afastando, à medida em que estico os braços e, com a ponta dos dedos, te toco — e minh’alma continua sozinha.
Gosto de presença, de casa cheia, de roda em praça. Gosto de gente quente, que liga, que chama, e que, mesmo quando tem que ir, deixa um até logo que convence. Até logo! Estou indo, mas continuo aqui.
Não houve barulho nem turbulência no dia em que eu desisti. Foi um dia comum, ensolarado, quente, neutro. Foi um dia normal, um dia sem volta.
Morena de pele quente,
de curvas que falam antes das palavras.
Linda e sabe disso.
Sua autoestima é o vestido invisível
que a deixa ainda mais irresistível.
Os olhos dela prometem perigo,
mas o sorriso entrega ternura.
Tem fogo na alma
e doçura na fala,
um contraste que vicia.
Não precisa provar nada,
porque o espelho já se rende toda manhã.
Água fria, que do céu cai,
revigora o verde, faz brotar.
Água quente, do mate extrai
suave amargo, faz trovar.
Vem…
me cobre com teu corpo quente,
essa pele macia — manjar que acalma e incendia.
Teus beijos molhados, labaredas suaves,
acendem desejos vorazes, carícias que me consomem.
Vou rasgar tua roupa,
não por violência, mas por intensidade,
porque nada em nós quer ser impedido
nem aprisionado —
é a liberdade do êxtase que nos governa.
Posso te amar sem freios,
degustar esse prazer selvagem e proibido;
deixa que meu fogo transborde
em fúria doce, desejo que devora e se entrega.
Intencionalmente, tocarei tua alma e tua pele,
como um selvagem guiado apenas pela vontade,
porque depois que eu provar tua doçura, mulher,
até meu corpo se rende —
treme, dispara, se faz frágil em teu domínio.
Não precisamos provar nada.
Sabemos bem o que somos um para o outro:
a chama que nunca se apaga,
o desejo absoluto vestido de amor.
Quando você precisar
Usar calçado que machuca
Vestir roupa quente no calor
Acalmar gente louca com olhos de ternura
E ser obrigado fazer coisas absurdas
Pelo valor da mensagem subliminar
Quando você entender
O motivo de cada sacrifício
Sentir vontade de matar gente
Que não cumpre compromisso
A ainda assim sentir um enorme alívio
Por ter engolido em seco e não ter feito isso
Abrir mão
Do resultado esperado
E deixar de lado
A própria vida
Compreender que é preciso abandonar-se
Deixar-se ficar
Anular-se
Esquecer-se
E ainda assim fazê-lo
Não para agradar àqueles
Que estão longe ou perto
Você o fez
Porque era o certo
E fez sem pedir opinião
Nem abraçar palavras bonitas
Ou religião
Nem ideologia
Fez porque acredita
e mais nada
Talvez nesse dia, finalmente
Você esteja pronto a entender
O Mundo e a vida
Aprenda primeiro
Que qualquer idiota é capaz
de seguir a maioria
ou a minoria, se isso lhe apraz
Fazer simplesmente
Porque todo mundo faz
E tornar-se idêntico a eles
Mas é preciso um pouco mais que isso
Pra poder um dia morrer em paz
Sabendo que foi honesto
Feliz de não ter sido igual ao resto
Orgulhar-se por ter sido autêntico.
Edson Ricardo Paiva
Tem momentos em que simplesmente
A vida parece estar mais feliz
e o dia amanhece quente e doce
Um pássaro me trouxe
Uma rara melodia na janela
Aqueles sentimentos tristes
Milagrosa e temporariamente
desistem de mim
e vão entristecer noutro lugar
Que bom seria, se eles não voltassem
Meu Deus, que bom seria, alegria
Se você ficasse e morasse aqui
Eu jamais desisti de conhecer
Esta sua feliz companhia
E hoje me parece, enfim
que você também
Não desistiu de mim.
Pedi ao Sol um quente abraço
Pedi ao tempo que parasse
e olhasse um pouco pra gente
Tentei escrever uma canção
Que falasse da lua nova
Quando míngua pra crescente
Saí à rua pra fazer
Alguma coisa que eu há muito não faço
e esperei o Sol nascente
Saí ao mundo pra fazer
Quem sabe, o que nunca fiz
Te convidei pra vir dançar na chuva
Meti minhas mãos num arco-íris
Qual se ele fosse um par de luvas
Te perguntei se era feliz
Pedi ao vento uma resposta
Falei com os companheiros
Que me cercaram a vida inteira
Agradecendo aos rios
Não chutei, nem desviei-me
das pedras do caminho
Cantei canções para o mar
Depois eu dei um abraço no ar
Coisas que fiz a vida inteira
Por cada irmão que me cercasse
e antes que o dia acabasse
Voltei pra casa e fiz algo
Que desde há muito eu não fazia:
Sorri meu melhor sorriso pra noite
e desejei bom dia ao dia
Mas não me senti satisfeito
O Sol no céu
Águas no mar
O rio no leito
A chuva que cai neste canto do mundo
Num pranto profundo e na mesma cadência
Então eu perguntei à lágrima
O porquê da tua ausência.
Edson Ricardo Paiva.
A conquista e primeiro desafio
O desejo de ter o corpo quente mesmo no tempo mais frio ciúme na incerteza
se será um romance ou encontro casual coisa do mundo atual no final cada um segue
Um caminho há uma vontade de amar e ter amores e um jardim com pouca água e muitas flores.
Ah que saudade me dá do teu calor, das tuas mãos em mim, teu corpo quente me arrepiando...tua voz me apaixonando, teu sorriso me encantando e nossa vida colorida cheia de versos, sonhos e melodias.
Minha vida é tua, minha alegria é você e meu sonho foi teu...era tudo teu.
“Seu toque acende em mim um fogo silencioso, que percorre a pele como um segredo quente pedindo para ser descoberto.”
O sol continua quente.
A metáfora sou eu em você.
Tudo é riquíssimo, mas o tom é triste.
O lobo agora está na matilha.
Salve-me, até porque quero a luz.
A flor de lótus não trouxe a felicidade prometida.
E você, Lobo, olhando para o infinito…
Isso me fere, pois seus olhos estão frios,
o sorriso morre em sua boca,
e você não está em mim.
Meus amigos, desta vez escolhi passar o final do ano 2025 na cidade mais quente de Moçambique. Tete, a conhecida Cidade das Quininas, terra de calor intenso. Boas festas e que tenham um bom ano. Perdoem-se, sempre. Protejam-se.
“Que a poesia continue a ser um meio de libertação”
Não tente adestrar uma fera com um ferro quente, nem tão pouco tente apaziguar a ira de uma mulher com gritos. Assim, a fera e a mulher se unirão contra você.
Neve quente
As árvores estavam cobertas, carregadas,
a estrada estava intransitável,
o telhado ao mesmo tempo que explorava a fumaça da chaminé a todo vapor também segurava o peso da neve densa que caia impiedosamente aquela noite,
Do frio foram extraídos goles incansáveis de vinho,
da lareira foi consumido o calor sussurrante em cima do tapete de tecido grosso,
dos sorrisos foram arrancados o doce mel do frescor daquela noite,
Já é madrugada,
a neve continua a cair densamente,
a lareira ferve impenitente,
da janela apenas o suor é exposto descaradamente.
