Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Quem possui mais recursos geralmente possui mais possibilidades de transformar interesses em influência.

Toda economia produz vencedores; o Direito precisa perguntar quem paga os custos invisíveis dessas vitórias.

Quem controla os dados possui uma forma silenciosa de conhecimento sobre os outros.

A vigilância torna-se especialmente perigosa quando o observado desconhece quem observa, por que observa e o que fará com aquilo que descobriu.

A filosofia pergunta o que devemos fazer; o Direito pergunta também quem terá competência para fazê-lo.

A justiça não pergunta quem possui poder, mas quais razões justificam seu exercício.

A transparência é uma janela aberta entre o poder e aqueles em nome de quem ele existe.

A igualdade perante a lei impede que o poder econômico determine sozinho quem merece proteção.

O jurista deve estudar o passado como quem procura padrões, não como quem procura correntes.

Quem exerce autoridade sobre alguém deveria lembrar que também responderá moralmente pelo modo como exerce esse poder.

Quanto maior o poder de decidir sobre a vida alheia, maior deveria ser a humildade de quem decide.

Quem transforma a função pública em benefício privado viola mais que uma regra: viola a confiança daqueles que lhe entregaram poder.

A justiça exige que o Direito proteja inclusive aquele de quem a maioria discorda.

Quem ensina um homem a acreditar no absurdo pode, um dia, ensiná-lo a praticar o intolerável.

Quem aprende a silenciar a mente começa a escutar aquilo que o ruído escondia.

Ouse questionar quem diz falar por Deus. Se Ele existe, com certeza prefere a nossa sinceridade cética ao medo cego de dogmas.

Quem aceita dogmas sem pensar joga fora a capacidade crítica que nos liga de verdade à realidade.

Quando quem cria a regra também concentra o poder de executá-la e julgá-la, a liberdade fica vulnerável.

O contrato social perde sentido quando o poder deixa de servir àqueles em nome de quem governa.

O Estado laico não precisa provar a existência de Deus para garantir a liberdade de quem acredita nele, assim como não precisa provar sua inexistência para proteger quem dela duvida.