Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Não se julga quem
está no chão

Eu prefiro quem me prefere


E você?

Quem não se percebe


Não será percebido

"Quem Ama nada mais deseja"

"Quem diz a verdade não busca aplausos"

Quando meu mundo tremeu não foi você quem me socorreu.

Quem devora sonhos arrota pesadelos

Não quero nem saber quem envernizou a Arca


Só quero Noé vegar

Como vou me unir com quem acha normal o que pra mim é absurdo?

Em qual parte da vida a gente se transforma em quem falávamos tanto?

A gente gasta uma vida inteira maquiando o lado de fora para agradar quem só passa pela nossa vida, esquecendo que as maiores tempestades acontecem do lado de dentro, onde a estética não serve de abrigo. A grande lição que o tempo nos esfrega na cara, geralmente quando já é tarde e as primeiras rugas começam a cobrar o preço, é que um rosto perfeito nunca salvou ninguém de uma noite de solidão, mas uma alma bonita e cheia de cicatrizes é o único colo capaz de recolher os nossos pedaços e nos fazer querer acordar no dia seguinte.

Não deem palco a quem só sabe fazer teatro.

O amor autêntico habita na simplicidade de quem cuida sem esperar nada em troca.

Mentes puras enxergam a vida com a clareza de quem não carrega pesos desnecessários.

Não sou massa de manobra de quem só lembra que o povo existe de 4 em 4 anos.

Amar quem só sabe te julgar é como ganhar o prêmio e jogar fora o bilhete.

A Estranha Fórmula de Existir

Há pessoas que amam as coisas simples como quem encontra nelas uma explicação para a própria vida. Um gesto pequeno, uma palavra despretensiosa, uma presença que permanece quando todas as grandes certezas já partiram.
Ele, porém, amava a si mesmo com uma paixão profunda, quase enraizada. Talvez porque tenha descoberto cedo que existir também exige essa estranha intimidade conosco: somos, ao mesmo tempo, nossa companhia e nosso enigma.
A existência humana parece obedecer a uma fórmula que ninguém consegue resolver inteiramente. Há nela o inevitável, o incompreensível e aquilo que, por mais que tentemos evitar, acaba nos encontrando.
Talvez por isso observemos os outros de maneira tão imperfeita. Julgamos uma vida inteira pela superfície de um instante. Transformamos pessoas em figuras planas, como personagens de uma antiga pintura, sem perceber as profundidades que existem atrás de seus olhos.
E, no entanto, são justamente as coisas aparentemente triviais que denunciam quem somos.
Há quem consiga descascar uma maçã numa única tira, conduzindo a faca lentamente ao redor do fruto sem interromper o movimento. Parece insignificante. Mas talvez viver seja exatamente isso: tentar atravessar os dias sem romper completamente o fio que nos liga a nós mesmos.
Há também pessoas que desaprenderam a sorrir. Não necessariamente porque lhes falte alegria, mas porque alguma coisa dentro delas se tornou pesada demais para alcançar o rosto.
E continuamos.
Amando.
Observando.
Errando.
Escrevendo.
Tentando dar nome ao que talvez nunca tenha nome.
No final da página aparece uma provocação quase irônica sobre a literatura: “Prosa russa, quantos crimes são cometidos em teu nome!”
Talvez seja uma brincadeira. Talvez seja uma acusação. Talvez seja apenas o escritor lembrando que até as palavras, quando pretendem explicar demais a existência, podem cometer seus pequenos crimes.
Porque a vida não nasceu para caber perfeitamente numa frase.
E talvez esteja justamente aí sua beleza:
existimos sem compreender completamente o que significa existir.

Nos meus dias não tão bons, duas perguntas fundamentais vieram à mente, sendo:
- Quem me serviu como jantar aos leões?
- Quando fui servido de jantar aos leões, quem me ajudou?
Foi aí que adquiri plena ciência de quem sou...

Cuidado com quem prega o amor, mas exige adoração; quem fala de humildade, mas não aceita ser questionado.

JÁ FEZ A PERGUNTA: QUEM SOU EU?


Em algum momento, talvez no silêncio de uma noite qualquer, você já tenha se perguntado:


Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Por que estou vivendo esta experiência?
Qual é o verdadeiro sentido de tudo isso?


Mas talvez você tenha interrompido a pergunta antes de chegar à resposta.


Porque o mundo oferece inúmeras distrações para que você não precise olhar para dentro.


Trabalhar.
Consumir.
Correr.
Acumular.
Comparar.
Buscar aprovação.
Preencher o silêncio com barulho.


E, enquanto você tenta conquistar o mundo exterior, pode estar se afastando de si mesmo.


Talvez a maior prisão não tenha grades.


Talvez ela seja construída diariamente por hábitos, medos, crenças, expectativas e pela necessidade de ser aquilo que esperam que você seja.


Mas existe uma pergunta que nenhuma distração consegue silenciar para sempre:


**E se eu estiver vivendo uma vida que não escolhi conscientemente?**


Buscar a verdade exige coragem.


Porque a verdade nem sempre confirma aquilo que queremos acreditar.
Às vezes, ela desmonta certezas.
Questiona identidades.
Revela padrões.
E nos coloca diante do espelho.


Mas é justamente aí que começa uma transformação verdadeira.


Não quando você encontra todas as respostas.


Mas quando finalmente decide fazer as perguntas certas.


Talvez você não esteja perdido.


Talvez esteja apenas distante de si mesmo.


Então pare por alguns minutos.


Desligue o ruído.


Observe seus pensamentos.


Questione suas certezas.


E pergunte novamente, sem medo:


QUEM SOU EU?
POR QUE ESTOU AQUI?
E O QUE ESTOU FAZENDO COM A EXPERIÊNCIA QUE ME FOI CONCEDIDA?


A busca começa quando a distração termina.


Busquemos a verdade.