Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
“Deus não fala com quem está cheio de rancor e egoísmo. Ore primeiro a Ele pedindo pra purificar sua alma, aí quem sabe um dia você vai ouvi-lo!”
“Meu berço de nascimento é o mundo. A ignorância foi quem criou fronteiras. Não cultivo falsos patriotismos.”
"A tolerância não pode ser eterna para quem insiste no erro, pois do contrário desprezamos os que agem corretamente."
“Quem diz que nunca errou, certamente não tentou coisas novas. Somente quando percebemos o erro é que decidimos o que fazer.”
"Mesmo sem precisar, sabemos a importância da riqueza no mundo; assim são os amigos: quem os tem, compreende sua força, mesmo que dela não necessite."
“Quem nunca teve afeto pela pessoa errada? Seja de amor, seja de ódio, é preciso ter cuidado com os nossos sentimentos.”
carta aberta para mim
você entra em uma sala como quem procura saídas de emergência.
não porque queira fugir de mim, mas porque alguém fez do amor um incêndio e, desde então, qualquer faísca parece suficiente para reduzir tudo às cinzas.
eu percebo isso na maneira como você demora para acreditar em um elogio, como transforma carinho em coincidência, como espera que eu vá embora mesmo quando acabei de chegar.
quem foi que te ensinou que afeto sempre cobra um preço?
quem foi que fez você acreditar que toda gentileza esconde uma intenção e que toda promessa nasce com prazo de validade?
às vezes eu tenho vontade de pedir que você descanse.
não nos meus braços.
na ideia de que, desta vez, talvez ninguém esteja tentando vencer uma disputa invisível. talvez ninguém queira moldar você até caber nas próprias expectativas. talvez existir ao lado de alguém não precise ser um jogo onde sempre há um perdedor.
você não precisa me amar hoje.
nem amanhã.
eu só queria que, por um instante, você parasse de conversar com o passado como se ele ainda tivesse direito de responder pelo presente.
porque eu não sou as portas que bateram.
não sou as palavras que diminuíram você.
não sou os silêncios usados como castigo.
e seria uma injustiça comigo carregar a culpa por mãos que nunca foram minhas.
é estranho…
às vezes quem mais precisa de amor é justamente quem menos consegue reconhecê-lo quando ele chega. não por falta de coração, mas porque passou tempo demais aprendendo a sobreviver. e quem vive sobrevivendo esquece que carinho não precisa ser uma negociação.
eu não quero convencer você de nada.
o amor que precisa de provas o tempo inteiro acaba se tornando um tribunal.
eu só queria que um dia você olhasse para mim sem esperar a parte em que eu decepciono.
como quem finalmente entende que nem toda história precisa repetir o mesmo final.
e, quando esse dia chegar, talvez a pergunta deixe de ser “quem foi que te machucou?”
e passe a ser:
quem foi o primeiro que fez você acreditar que ainda era possível não se machucar?
Não do jeito infantil que promete o impossível, mas do jeito desesperadamente humano de quem encontra alguém e pensa: é aqui que eu posso repousar a minha alma.
eu queria ser o lugar onde você encosta a cabeça quando o mundo pesa mais do que seus ombros conseguem suportar. queria ser a primeira voz que te acalma depois de um dia cruel e o último pensamento antes do sono vencer seus olhos.
eu queria viver um amor onde a rotina fosse uma forma sofisticada de romance. onde comprar pão numa terça-feira tivesse o mesmo encanto de atravessar oceanos. porque, quando o amor encontra a pessoa certa, até o ordinário aprende a florescer.
eu queria ser indispensável sem que isso parecesse uma prisão. ser a chave esquecida no teu bolso, a música que você canta sem perceber, o perfume que insiste em permanecer nas roupas muito depois do abraço terminar. não por necessidade, mas porque algumas presenças deixam de ser companhia e passam a ser parte da arquitetura da vida.
eu queria que o nosso amor fosse tão íntimo que as palavras se tornassem um excesso. bastaria um olhar atravessando a mesa, uma mão procurando a outra no escuro, um sorriso quase imperceptível para dizer tudo aquilo que o idioma nunca conseguiu inventar.
e, se um dia o tempo tentasse desgastar o que construímos, eu não pediria promessas. pediria apenas que continuássemos nos escolhendo. porque amar, para mim, nunca foi sentir intensamente por alguns meses; sempre foi acordar milhares de manhãs e ainda encontrar beleza no mesmo rosto.
eu não sonho com paixões que queimam cidades. sonho com incêndios silenciosos, daqueles que aquecem uma casa inteira durante uma vida.
eu queria ser teu da forma mais simples e, justamente por isso, da forma mais absoluta.
não para te possuir.
mas para que, quando alguém perguntasse onde mora a paz, você pudesse responder sem pensar:
“nos braços dele.”
Há quem diga que esquecer é questão de tempo. Eu desconfio. O tempo só aperfeiçoa a memória; ensina ela a usar máscaras melhores.
Sem perceber, eu continuo te procurando.
Não em fotos. Essas eu já conheço de cor. Te procuro nas coisas que nunca te pertenceram, mas que aprenderam teu idioma.
Quando o primeiro acorde de Arctic Monkeys atravessa o silêncio, meu peito ainda olha para a porta, como se alguma parte de mim acreditasse que certas músicas continuam sabendo o caminho de volta. Oasis faz pior: transforma saudade em paisagem. É como caminhar por uma rua antiga onde ninguém mora mais, mas todas as janelas permanecem acesas.
Eu te encontro nos livros que compro sem motivo. Há sempre uma frase que teria arrancado um sorriso teu, e, por um instante, leio em voz baixa para alguém que já não está. Fecho a página como quem fecha uma conversa interrompida.
Também te procuro nas pessoas.
Não porque elas se pareçam contigo. Seria injusto com elas e impossível contigo. Mas existe um gesto, um silêncio, uma maneira de inclinar a cabeça enquanto escutam, um riso que dura meio segundo a mais... e, por um instante vergonhoso, meu coração pergunta se finalmente te encontrou de novo. Nunca encontrou. Eram apenas desconhecidos carregando pedaços que a minha memória decidiu roubar.
Há cidades que conspiram.
Volto a lugares onde estivemos e eles insistem em manter tua ausência exatamente onde você a deixou. A mesa continua pequena demais para duas pessoas. A calçada ainda sabe a direção dos nossos passos. O vento atravessa a mesma esquina com a mesma delicadeza, como se ignorasse que agora sopra apenas contra um corpo.
É estranho viver assim.
Como alguém perseguido por um fantasma que não assombra a casa, mas os detalhes. Um perfume na rua. Um casaco da mesma cor. Uma música tocando ao fundo de um café. A dedicatória esquecida na primeira página de um romance. Nada é suficiente para trazer você de volta, mas tudo parece suficiente para lembrar que um dia esteve aqui.
Talvez seja esse o verdadeiro peso de amar alguém.
Não é sofrer pela ausência da pessoa. É perceber que ela contaminou o mundo inteiro. As músicas deixam de ser só músicas. Os livros deixam de ser só livros. As ruas deixam de ser ruas. Tudo passa a existir em dois tempos: antes de você e depois de você.
E eu sigo vivendo.
Converso, sorrio, conheço rostos novos, aperto outras mãos. Mas existe uma parte de mim que continua fazendo comparações em silêncio, como quem procura uma constelação específica num céu cheio de estrelas. Não porque as outras sejam menores, mas porque meus olhos aprenderam, há muito tempo, exatamente onde repousava aquela luz.
Talvez um dia eu pare de te procurar.
Ou talvez não.
Talvez algumas pessoas não terminem quando vão embora. Elas apenas se espalham. Ficam escondidas entre acordes, páginas, esquinas e olhares alheios, transformando o mundo inteiro numa coleção discreta de lembranças.
E o mais cruel é que ninguém percebe.
Só quem continua procurando.
Talvez exista quem coleccione cartas. Eu colecciono silêncios que nunca tiveram coragem de pronunciar o meu nome
Quem despreza a correção cai no escândalo e na pobreza, entretanto, quem acolhe a repreensão é abençoado com honra!
Provérbios 13.18
Quem dera a vida pudesse ser como os filmes e séries com finais felizes...
Geralmente nada é bom o bastante, e muitas vezes é péssimo.
Por isso precisamos tanto da ficção onde tudo dá certo, quem merece acaba sendo feliz, onde o amor é o bastante, onde os "malvados", manipuladores frios, sem escrúpulos, sempre se ferram e a verdade sempre vem a tona. Onde a sinceridade é o mais importante e onde sempre dá certo ser sincera sobre tudo.
A vida real costuma ser o contrário disso.
- Marcela Lobato
No centro da sua cura
está você.
Sempre esteve.
Sempre estará.
Não é sobre quem te feriu,
é sobre quem ficou pra te levantar.
E quem ficou foi você.
É a sua mão que te acolhe,
a sua voz que te acalma,
o seu amor que te salva.
É no seu colo que a alma descansa,
é no seu abraço que o coração encontra paz.
É você que se levanta.
É você que supera.
Sempre você.
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