Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
A vida tem hora marcada para acabar, e quem fica até o final com você... é você mesmo... no último suspiro.
O mercado ou quem tem poder, sempre será especialista em retirar dinheiro ou liberdade de quem é impaciente e dar a quem tem paciência!
Se comunique com quem te escutar...
E tem capacidade para te oferecer a sintonia e consciência com franqueza...
Ouça quem te Ama, e aceite a inteligência te que faz completo...
Sinta o entrelaçar não somente com atração ao fazer Amor e mais também de Alma, pois aí estará os Alicerces para o Comunhão com Deus..
"Quem tem realizações de caráter destemível, infindável e que vão além da imaginação dos seres mundanos, orquestra sabiamente a separação dos problemas e conflitos que não tem valor mensurável e incompatíveis no seu caminho de rumo ao Mar de Realizações...
Sabe quem são as pessoas que tem presença marcante? São aquelas que fazem falta quando estão ausentes.
"Quem ama tem paciência!
Está escrito na Bíblia que Deus ama a Humanidade; mas nem por isso Ele deixa de mandar raios sobre a Terra o tempo todo"
Edson Ricardo Paiva.
O dia amanhece
e você tem ao seu lado
finalmente alguém
a quem ama e que
realmente o ame
e ri placidamente pra vida
A graça alcançada
Se passa diante das vistas
conquistas e mais conquistas
Só isso
e nenhum compromisso
Mas a vida nem sempre
prossegue harmônica
algo destoa
você abre a janela
e o pombo da paz desaparece
se cala a orquestra
a vida não é mais aquela
em um momento desatento
um vento lhe defenestra
te desarvora
te esquece
Melhor é viver
essa vida de agora
os minutos primeiros
momentos faceiros
fugiram do pulso
trincaram-lhe o vidro
entortaram porteiros
O sangue lhe corre nas veias
Qual areia de ampulheta
A vida, num mero impulso
passou
Você, que tinha tanto
e não sabia o quanto
a perdia
enquanto girava o mundo
girava tanto
que a vida, então
acabou por perder
aquela direção
Tem dias
Que a pior companhia
Que se pode ter na vida
É a companhia da solidão
Quem diz por aí
Que a própria companhia
É boa
Mente pro mundo
E quem se convence que é
Mentiu tanto pra si mesmo
Que o tempo lhe fez
Acreditar na própria mentira
Pois o vento batendo na rocha
Transforma a pedra em pó
E a tempestade em ilusão
Depois as carrega
A todas pra um mesmo lugar
E um dia cada pedra esquecida
Nunca mais estará só nesta vida
Muitas vezes o vento bate à porta
Absorto, em minha própria companhia
Tem dias que dá vontade de atender
Outros dias não dá não
O tempo passa, a noite esfria
Os ventos tristes já se vão, distantes
Pra bater noutra porta adiante
Fazer companhia
A qualquer outra solidão
Que certamente existe.
Edson Ricardo Paiva.
Triste quem não tem pra onde voltar
Pobre de quem foi
Caçar estrelas
Coitado de quem se iludiu
E que seguiu na direção
Do primeiro arco-íris
Que surgiu depois da tempestade
Tenho pena, muita pena
De todo aquele que não causa mais
Uma saudade apenas
Mesmo que diminuta, pequena
Me apiedo de todo coração
Que não tem paz
Depois da estrela, arco-íris
A queda
Meus olhos se enchem de aflição
Por todo aquele que vive
E que não causa nenhuma afeição
Em ninguém
Deve haver lá no céu
Uma alma plena de luz
E que tenha em mãos
Um livro, um papel, uma pena
E a dura missão de recensear
Essas sombras vagantes
Viventes de alma escura
Que não sentiram pena de ninguém
Além de si mesmo apenas
E viveram sua vida pequena
Como se ela tivesse que ser eterna
Enfermas
Sempre vencer e ganhar e ser o melhor
Custe o que custar
Esse era seu lema
Seu meio a superar quaisquer problemas
Mas o tempo corre
A vida passa
As quedas vem
Sem ninguém pra estender a mão
Que pena!
Edson Ricardo Paiva.
Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante
Sob um pé de pensamentos
Entremeado de dimensões
Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco
Só que esse era mudo, era atroz qual num galope
Mas não tinha voz
Era feito de espera, era quase perfeito
Penso que quem não o conhece
Pode ser que pense que era e o compre
Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe.
Edson Ricardo Paiva.
Há quem se arraste pela vida morta.
Tem dia que amanhece antes de clarear
Coração se despe
e se despede de toda agonia
Pra que nosso espírito se apresse
Ditos se fazem não ditos
Olhos se comprazem olhar a rua
E não tem nada diferente
Coração bate apressado
Segura, d'álma nua as mãos aflitas
Ambos se entreolham
Compreendem, de repente
Quem mudou foi a gente
A vida fica mais bonita assim
Há quem creia isso desimportante
Meu compromisso é comigo
Olhos, almas, mãos, meu peito, abrigo
Há quem queira abreviar o fim
E há quem queira olhar a noite
Saber que o sol se levante
Quero só me despedir do mal que houver em mim
Tem vida que termina igual
Numa esquina de um momento
Um vento frio de agosto
Tem dia que começa igual
Luz do dia vem vazia de algum modo
e nada muda
Não tem sonho bom que nos acuda
Não existe ilusão que, por melhor que seja, iluda
Até que um dia alguma coisa...tudo
Há quem julgue que isso pouco importa
Vai, se arrasta pela vida e arrasta a vida morta
Sem o olhar que lhes convide a perceber
A vida abandonou-lhe um dia
Chão sem céu, sem luz de estrela-guia
Vida voa, vai no vento e corta e volta
Vem, se despe de tanta agonia
Então, depois se apresse
Tem dia que amanhece antes de clarear
Mesmo que pareça tudo igual eternamente
Alguma coisa não amanheceu
Isso torna tudo muito diferente.
Edson Ricardo Paiva.
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