Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Maturidade é encontrar a mesma pedra,
e ao invés de tropeçar novamente,
sentar nela para observar o mundo.

No meio do caminho tinha uma pedra.
A beira do precipício tinha uma flor.
Se tropecei ou cai, não me condeno.
Me levanto e prossigo, isso é amor.

Ela estava de vestido branco embalados pelos ventos, os pés descalços pisando sem pudor na pedra molhada da fonte de aguas límpidas.
Ao passear com os pés desnudos ela era banhada pelo sol da manhã

Pés molhados, vestido ao vento, pele acalorada
Nada importava mais que curtir o momento
O tempo já não importava
Toda a vida estava ali

Era ela e seu momento...

Era o tempo e tudo o que foi criado...

A brisa e sua leveza...

Ela fazia parte de toda Natureza
A beleza tinha nome e era revelada em meu olhar, o meu grito silencioso era ensurdecedor


Abatido pela beleza, ansiando teu olhar
Minha maior atitude foi com toda força te agarrar, colar você em mim
Sentir teu coração bater em meu peito, meu rosto sendo banhado por sua respiração ofegante
O desejo de viver eternamente cada segundo.

Você é unica, minha jóia rara
Minha pedra preciosa, meu amor,
minha canção, minha vida
minha paixão!

"Pedra no sapato? Obstáculo pelo caminho?
Simples, meu bem, tire, desvie, jogue para o alto.
Mas jamais deixe o salto. "

Flávia Abib

⁠Cada palavra conseguida é como uma pedra que retiro de um poço. Quanto maior é a experiência e a maturidade literária, tanto maior se compreende o caminho que ainda falta percorrer.

António Lobo Antunes
Blanco, Maria Luisa. Conversas com António Lobo Antunes. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2002.

Percebendo que seu coração era de pedra, ela foi lá e escreveu seu nome em letras maiúsculas e com um beijo se despediu.

Na marca bordô do batom ficou sua saliva, que, cheia de sabor, a rocha penetrou. Camada a camada se infiltrou e preencheu todo o seu interior. Onde era um vazio agora existia amor, onde era frio agora sentia-se o calor.

Qual foi seu desejo?

Ela desejou que nunca mais seu nome se apagasse dali. Como quando se ama alguém e nunca vai tê-lo, mas mesmo assim, mantém-se esse sentimento como algo que você precisa para poder existir.

Era de pedra porque seu coração era capaz de regenerar a cada sofrimento.
E quanto mais regenerava, mais ele rasgava, mais rígido se tornava e mais intensa dor suportava.

Assim foi amando e sofrendo. Tanto amou e tanto sofreu. Cada vez mais desejava sentir dor e sofrer o amor.

Quanto mais forte era a dor, mais forte e intenso era o amor. Mais rígido ficava. Mais amor desejava.

Ele buscou o amor pleno. A dor mais dissonante. O desespero. A falta de ar. Aperto no peito. Lágrimas espremidas. A verdade. O apelo do infinito.

Ele sabia que o medo de sofrer impedia que ele experimentasse o que é o amor. Descobriu que o tamanho da dor é a medida do amor.

Virou pedra e agora só um último e maior amor poderá surgir. Um tão forte que só acabará na morte.

Se a pedra lançada tivesse consciência do seu movimento, e da s⁠ua tendência a perseverar no movimento, julgar-se-ia livre, na medida em que ignoraria o impulso que produziu o seu movimento, que determinou de uma certa maneira a sua faculdade de estar em movimento ou em repouso. Do mesmo modo, aquele que na cólera, na embriaguez ou em sonho, crê agir livremente, é porque ignora as forças que o impelem contra a sua vontade.

Baruch Spinoza
MOREAU, Joseph. Espinosa e o espinosismo. Lisboa: Edições 70, 1982.

Hoje vou tomar uns quatro latão.
Pois meu coração está inspirado...
E aqui nesta pedra sentado...
Vou fazer uma poesia...
Lembrando daquela guria...
Que vive de mim tão distante...
Mas que na minha mente é constante...
A tua existência a tua imagem...
E não importa o tempo de viagem...
Para que tu possas ser minha...
Pois me proponho a te fazer rainha...
Sendo a namorada, a mulher mais feliz...
Pois é o que eu sempre quis...
Ter alguém pra amar e ser amado...
E descobri que do teu lado...
Serei feliz eternamente...
E Deus está abençoando a gente.
Até o dia que ele quiser...
Pois tu serás a mulher...
Que amarei profundamente.

⁠Diante do caminho eu vou contando os passos. Se vejo alguma pedra me desvio. Algumas eu tropeço. Outras eu afasto. E sigo. Queria seguir na direção na velocidade do vento que me envolve na caminhada. Então me vejo uma espectadora desses momentos em que eu passo vivendo o que posso.

ALMA NUA

Ó Pai,não deixes que façam de mim
o que da pedra tu fizestes
e que a fria luz da razão
não cale o azul da aura que me vestes.

Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
lançando acordes e versos
dispersos no tempo
pro templo do amor.

Que se tiver que ficar nu
hei de envolver-me em pura poesia
e dela farei minha casa, minha asa
loucura de cada dia.

Dá-me o silêncio da noite
pra ouvir o sapo namorando a lua

Dá-me o direito ao açoite
ao ócio, ao cio
a vadiagem pela rua.

Deixa-me perder a hora
pra ter tempo de encontrar a rima
ver o mundo de dentro pra fora
e a beleza que aflora de baixo pra cima.

Ó Meu Pai, dá-me o direto
de dizer coisa sem sentido
de não ter que ser perfeito
pretérito, sujeito, artigo definido.

De me apaixonar todo dia
de ser mais jovem que meu filho
e ir aprendendo com ele
a magia de nunca perder o brilho.

Virar os dados do destino
de me contradizer, de não ter meta
me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta.

⁠🌚Uma pedra preciosa que cabe na palma da mão.
Transformando versos em uma única versão.
Antologia poética.
Turmalina. 📕

De vez enquando Deus me tira a poesia, olho pedra, vejo pedra, disse a Poeta.
sfj,reflexões⁠

Suportar os desprezos é pedra de toque da humildade e da verdadeira virtude.
frases cristãs 4⁠

Viver com propósito não é sobre deixar um nome cravado na pedra, mas sobre deixar um rastro de calor na alma de quem cruzou o nosso caminho. A semente que você planta hoje, sem alarde, é a árvore que dará sombra a alguém que você talvez nunca venha a conhecer. E é aí, nesse anonimato generoso, que o bem se torna eterno.
_Suedson Corey

Como já diziam e digo de forma diferente: se tens janela de vidro não atire pedra na janela do seu vizinho.
Zombar da cara feia de alguém que toma remédio amargo, é fácil.
Agora tomar o remédio é difícil.
"Tire a trave do teu olho".

O poeta é refugio...
Que através do versar, toma o teto de vidro como escudo de pedra.
E nas falas discretas, muitas vezes incertas, conta histórias concretas, da abstrata noção.
E a poesia? É razão! Do sentido a vontade...
Mas também é ressalva de perder o milagre.
É fingir a verdade, na mentira que foge.

Inserida por AlvaroAzevedo

Quando a chuva em seu leito cair pelo seu telhado
Veja que nele se cai vidas,
Sendo elas nas pétalas de rosas em um jardim.

Ou até mesmo em uma mata um broto qualquer a de nascer.
Não se limita em nada da sua vida.
Pelo contrário seja como a chuva.

Expressa suas vontades
Mais com tranquilidades
Pois, em meio a tempestade

Às vezes você colhe grandes frutos.
Como a vida ou nos Momentos!

Inserida por lucasreis1

Diluvio E Rotina

A lua cobria o telhado
Molhado ainda da chuva,
E chovia ainda na rua
Porque barulho ainda se ouvia
Dos pingos pingando lá fora
Como se fossem na pia

A lama jorrava na porta
Sujando meus pés e a cama
O vento trazia de longe
Um cheiro de café e de cana
Era o dia já amanhecendo
E pra lida muita gente descendo
Era Joana coando o café
E José cortando a cana
Depois Joana ia varrer o chão
E José ia comprar pão.

Inserida por valdenirdelimaolivei

"O som da chuva no meu telhado, trás momentos felizes em minha vida."

Inserida por Rodrigo320