Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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CHUVA DE GRANITO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Fiquei confuso e assustado ao obter de um amigo informação de que houvera uma forte chuva de granito em sua cidade. Se uma chuva de granizo já é capaz de causar estragos, e a depender da intensidade ou do tamanho das pedras até mesmo tragédias, imagine o que não faria uma chuva de granito, ardósia ou mármore.
Confesso, entretanto, que a informação de meu amigo também me levou a fantasiar. Sou mesmo assim, em razão de meu espírito gravemente poeta... e sem cura. Imaginem vocês, que de muito fantasiar durante o dia, tive um sonho inusitado, à noite. Tudo por culpa da informação fantástica de meu amigo.
No sonho, meu quintal bastante arborizado, até bucólico, foi presenteado por uma chuva fina, inofensiva e bela, não de granizo, granito, ardósia nem mármore, mas de rubi. Rubi em grãos delicados que pousavam suavemente sobre as folhas das árvores e deslisavam ao chão, onde pude colhê-los, feliz da vida.

Inserida por demetriosena

SONHO DE CRISTAL

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Desmoronas em mim feito encosta na chuva,
quando as águas invadem as frestas do barro,
feito carro que perde a direção e voa;
cai no abismo profundo e se perde na treva...
Poderias ter tido a brandura comum
dos que saem sem surto, partem à francesa,
têm a delicadeza de fugir aos poucos
pra que a festa não tenha que acabar pra todos...
Mas querias o show da freada no asfalto,
como quem não quisesse quebraste o silêncio,
buzinaste bem alto pra depois caíres...
Desintegras no breu do sentido profundo
que meu mundo não faz ao deixar de ser teu
no andor do meu sonho de fino cristal...

Inserida por demetriosena

DESEMPENHOS DA CHUVA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O show da chuva já ida
está nos mini-cristais
que rolam sobre as folhagens...
brilha nas gotas de vida
já salpicadas de sol,
nas minhas doces miragens
do mundo à flor dos meus olhos...
A chuva ida ficou
na limpidez das roseiras
e no frescor desse ar...
Ficou na teia vistosa
que ora serve de auréola,
ora se torna colar
de que o arbusto se adorna...
Ficou da chuva passada
um romantismo silente,
que se compõe feito verso...
Alguma espécie de nada
com que se veste o poente,
pra se tornar universo
e provocar minhas asas...

Inserida por demetriosena

⁠A chuva é como a vida, às vezes suave e refrescante, outras vezes intensa e desafiadora. Ela nos lembra que nem sempre temos controle sobre as circunstâncias, mas podemos aprender a dançar sob a tempestade e encontrar beleza nas gotas que caem do céu.

Inserida por lirioreluzente

⁠O abismo do frio que combina com a noite e a chuva com a escuridão,
me parece uma despedida de alguma ocasião.

Inserida por marianabertoof

Quando nada mais fizer sentido, simplesmente respire fundo, sinta a brisa, a chuva, a magia de cada manhã e a beleza das estrelas. Ouça os pássaros cantando. Encante-se com as flores e com o luar. Reflita sobre o presente dos céus que é Viver.⁠

Inserida por oswaldojrm

Parabéns aos colonos e motoristas, guerreiros da lida agropecuária, que faça chuva ou faça sol, com suor de seu trabalho, possibilitam o desenvolvimento de nosso povo.

Inserida por ezequielredin

⁠Sim... naquele dia ensolarado eu estava chorando, vendo a chuva cair do céu azul, nos meus olhos não refletia o céu azul mas refletia memorias, promessas, sonhos. refletia meu amor que me abandonou.

Como que uma metade pode sorrir sem estar completo.
Como uma metade pode andar somente com uma perna.
Como uma metade pode ser feliz com metade do coração.

Uma metade que se distraiu e sorriu, mas logo voltou para seu vazio... para sua dor de estar rasgado ao meio. Aquela constante luta pra se distrair e manter sua mente ocupada, para ela mesma esquecer um pouco que esta rasgada ao meio.

o dia seguiu ensolarado e azul, mas também cinza e uma constante chuva que não parecia real. A chuva que constantemente se passava em meus olhos era a mesma que se precipitava em dias que eu estava completo,
que eu me sentia amado, e abraçava e era abraçado de volta.

hoje essa chuva cai, só para me lembrar... que estou rasgado ao meio.
talvez essa metade perdida esta morta esperando pela outra metade morrer também. Talvez em vida não fui feito para estar completo, talvez na morte vou estar completo novamente.

Inserida por digerido

Nem toda manhã é ensolarada
Nem toda chuva é enxurrada
Nem todo sorriso é de alegria
Nem toda lágrima é de agonia
Mas cada dia é um presente,
e cada expressão é consequente.

Inserida por raone_fonseca

Chuva é banho de vida na Terra.

Inserida por daianearere

⁠Fui tomada de amor pela existência, pela brisa, pelas gotas de chuva, pelo brilho do sol e pela majestade da Lua. Dentre todas as paixões, toqueio céu com a sua amizade

Inserida por celinamissura

⁠Assim como a natureza se refaz com a água da chuva, proporcionando condições ideais para o plantio, o reconhecimento e a gratidão são características das pessoas com elevado espírito.

Inserida por celinamissura

Meu ninho está vazio, e cai a chuva fria. Preciso de calor para poder seguir... (Patife)

Inserida por SaulBelezza

Invejoso é aquele que rega as plantas em dias de chuva...
(Patife)

Inserida por SaulBelezza

"És me chuva, tempestade, trovoada.
És me amargura e paixão desenfreada.
És me luz na escuridão de uma noite gelada.
És me voz no silêncio da madrugada.
És me as cores do arco-íris, em uma tarde pálida.
És das minhas ilusões, a única que, eu queria realizada.
És no fim de tudo minha deusa.
És minha amada..."

Inserida por wikney

"E a chuva é para todos, sempre regando os corações repletos de amor e os corações repletos de ódio, sempre na mesma intensidade..."

Inserida por wikney

⁠"Os dias gris, são quando eu mais a lembro.
A lembro em cada gota de chuva, em cada folha levada ao vento.
Lembro-a em cada lágrima, que inunda meu rosto, lembro de cada momento.
Lembro do sofrimento.
Da indiferença, do beijo, do meu eu em pedaços, do desalento.
Mas eu lembro.
Lembro-me, quando ao me ver, ao meu abraço, vinha correndo.
Não deveria, eu sei, mas eu a lembro.
Lembro da guerra serena dos nossos corpos e o suor escorrendo.
Lembro que em nossas lutas, éramos nós contra o tempo.
Ele, inexorável, insistia em correr, e nós, congelava-nos, naquele momento.
Lembro-me de quando se foi, deixando minha vivenda despedaçada e minh'alma, ao relento.
Olho pro céu, os olhos inundam, vi o tempo escurecendo.
Cada trovão, que assusta qualquer existência, não te afasta do meu pensamento.
Os relâmpagos, que iluminam a mais escura das noites, não é sequer uma centelha, pra escuridão que deixara aqui dentro.
Cada raio, que parte os céus, rasga minha pele, mata meu eu e mesmo em morte, eu te lembro.
Acordo durante a madrugada, vejo um feixe de luz, será o Sol nascendo?
Olho pro céu, não existe azul, só um manto branco, que enevoa meus pensamentos.
Hoje, sei que sofrerei de novo, pois os dias gris, são quando eu mais a lembro..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Eu quase não reconheci o homem, que não se abrigava, daquela chuva ferrenha de Inverno.
Era o fim de tarde, de uma quarta feira, e só pude reconhecê-lo, por conta do terno.
Fitava, estarrecido, um pedaço de papel, que se desfazia em suas mãos, pela força da chuva, já era ilegível, é certo.
Mas aquele papel, parecia o contrato o qual, vendera a alma para o próprio diabo, parecia aprisioná-lo, entre os purgatórios do próprio inferno.
Consegui executar alguns lanços, para me abrigar da chuva, hoje me pego sempre lembrando.
Consegui ver bem, mesmo na forte chuva, era ele, o velho do casebre, estava chorando.
Chorava, chorava, chorava, a forte chuva, parecia uma única gota, perto do seu pranto.
Era apenas um copo; naquela face, eu vira, transbordava um oceano.
Passou-se alguns anos, mas descobri o que dizia a carta, o porquê, o mais frio dos homens, eu vira chorando.
A carta era da algoz, que o abandonará naquele mesmo dia, naquele mesmo canto.
Naquela mesma esquina, onde o ipê, que florescera junto com o amor dos dois, se desfazia, a cada rajada de vento, a cada relâmpago.
Ele fora um solitário apaixonado por 10 anos, estavam juntos, a outros tantos.
Aquele dia, era dia de algo, era um dia especial, para ambos.
Quando ele guardou, o charco de carta que lera, deixara a enxurrada levar o buquê de rosas e girassóis, o que me causou espanto.
Antes de atravessar a rua, olhara para o céu, pela última vez, pelo o que eu soube; abaixara a cabeça, me olhou rápido, meio de canto.
Tentei alcançá-lo, mas o ódio dá certa pressa a nós homens e repudia qualquer ser que respira, que tenta ir ao seu socorro, amenizar-lhe o pranto.
O meu amigo morrera naquela esquina, fuzilado por palavras em um pedaço de papel, sozinho, encharcado, agonizando.
O homem que me olhara, ao atravessar aquela rua, naquele fim de tarde chuvoso, não era meu amigo, era um estranho.
De terno, engravatado, de luto, os olhos transbordando.
Eu não reconheci, quem naquela chuva, não se abrigaria, não o reconheci; mas reconheci o olhar, acabara de nascer ali, um insano..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador - O Estranho na Chuva

Inserida por wikney

⁠"Ontem, foi quando a sua ausência mais doeu.
Certeza, que foi por conta daquela chuva, que levou tudo, mas não levou você d'eu.
Ver você passando ao longe, fingindo que não me conheceu.
Como posso ignorar um corpo, que conheço até mais que o meu?
O coração acelerou, queria ter arrancado-o do meu peito, estrangular meu próprio eu.
No momento em que olhei pela janela daquele ônibus e vi as lágrimas do céu, minha chuva escorreu.
A tarde que estava clara, as nuvens carregadas, me lembraram a sua ausência, quando tudo escureceu.
Vislumbrei por milésimos, meu próprio reflexo, e vi um homem moribundo, com a vida estraçalhada, mas que ainda é seu.
Amanhã, o hoje será igual ontem, eu já pedi perdão a Deus.
Roguei a Cristo, para que na próxima chuva, leve tudo, leve minh'alma, e principalmente, leve você d'eu.
Parece-me, que agora todo dia é como o ontem, quando sua ausência, mais doeu..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Hoje, a chuva molha meu corpo e já não me importo mais.
Já não sinto frio mais.
Hoje é só indiferença, onde já fora amor por demais.
Já não te amo mais.
Sentir sua falta? Nunca mais.
É triste demais.
Já não choro mais.
Inté, nunca mais.
O que um dia fomos, em solo frio jaz.
Hoje, a chuva dos meus olhos, não inundou meu rosto, bom sinal, já não me importo mais..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney