Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Quando a esperança parece de vidro, protejo-a com pano fino. Não a exponho ao vento de opiniões alheias. Se quebrar, guardo os cacos e aprendo a colar de novo. A cada remendo, ela vira arte com marca de costura. E toda esperança remendada brilha de forma diferente.
Olhe para o teto, não o de concreto, mas o céu...
Veja aquela lâmpada, não a de vidro, mas o sol, a lua...
Vire ao seu redor, não entre as paredes, mas para tudo que está ao seu redor...
Preste atenção nesses desconhecidos, que desconhecidos? Eles têm sangue, têm vida, assim como você...
Vivemos todos juntos, na mesma casa, no mesmo planeta.
Somos uma grande família humana, que ainda não tomou consciência disso.
Sinta-se em casa, pois todo lugar faz parte do seu lar,
E todos são seus semelhantes, humanos, como você.
Pergunto-me se minha direção que trilho é certa, por fora de ferro, por dentro de vidro;
Reconheço meus tropeços de erros ou até mesmo acertos para eu guardar os sentidos já dormente;
Sei que devo resistir e nunca desistir para colher minhas vitórias, tenho ainda amor em meu coração, retroceder jamais;
Tudo passará e cicatrizará para que possamos nos levantar para reconstruirmos nosso castelo com o nossos sentimentos;
Há muito tempo que não vejo vagalumes
Antes eu costumava trancar num potinho de vidro
e observar até a luz se apagar,
era uma brincadeira infantil e má.
Não tinha muita consciência,só uma mente inocente
que não avaliava as consequências de seus atos.
Talvez eles estejam em extinção.
Acho que há um tempo para tudo aqui na Terra...
depois o vazio.
Onde antes brilhava vida e luz.
Em algum momento também irei embora.
Quero construir coisas boas para apagar as más
que fiz.Aquelas que não têm perdão,nem absolvição.
Minha mãe diz que basta rezar e Deus,lá do céu
pode nos ouvir ... é mentira.
Os cacos de vidro não sabem
que a inveja que demonstram
pelos diamantes, no fundo,
esconde uma profunda admiração.
✍©️@MiriamDaCosta
Sorrisos de Vidro
Menina de cabelos cacheados,
carregava nos olhos
a luz que toda infância merece.
Mas quem deveria protegê-la
foi quem lhe roubou os dias,
transformando abraços em medo
e o silêncio em prisão.
Dos primeiros anos
até os doze,
ela aprendeu a sobreviver,
não a viver.
Cresceu.
Vestiu sorrisos,
escondeu cicatrizes
e fez do próprio coração
uma fortaleza sem janelas.
Agora seduz,
abandona
e parte corações,
como se cada homem ferido
pudesse pagar
pela dor de um único monstro.
Mas nenhuma lágrima alheia
devolve uma infância roubada.
E quando a noite cala o mundo,
ela encara o espelho
e encontra a mesma menina
de cabelos cacheados,
ainda esperando
que alguém a salve
do passado que nunca foi embora.
Seus sorrisos são de vidro:
brilham para quem olha,
mas por dentro
estão quebrados,
e cada pedaço
ainda sangra,
Sangra na sua
Própria Loucura.
Parede de vidro
Afasto,
De tudo que não desejo.
Escondo,
De tudo que não quero.
Odeio,
De tudo que não me agrada.
Os defeitos e os erros nunca são meus.
Sobras da paixão
Quadros são pintados em telas de vidro, de poeira e de algodão,
No detalhe do pincel cores vibrantes e ricas são expostas no quadro de algodão, na estação de verão e da primavera,
No reflexo integro e saudoso dos momentos singulares a exposição de outono foi pincelada e muito aplaudida no quadro de vidro, porém no final faltou brilho,
Então, chegou o inverno, e o que parecia gritar sem vida na tela foi ganhando forma, as gotas de lágrimas que caiam do pincel pousavam como neve densa tomando conta da imagem,
Nas sobras da paixão, o pincel foi se desfazendo aos poucos transformando o quadro na poeira do esquecimento.
Hipócrita
Isso foi tudo que restou,
um caco de vidro enterrado no peito,
memória ferida que sangra silêncio,
eco de promessas que morreram no escuro.
Teu amor, hipócrita,
era fogo disfarçado de abraço,
ceniza quente que queimava e sorria,
um veneno doce que se escondia nos lábios.
E eu, naufrago de tua ausência,
vago entre sombras de nós que não existem,
cada suspiro um grito afogado
no abismo de um desejo que nunca volta.
Meu coração é de vidro,
transparente e frágil,
onde teu nome
se escreve sem pedir permissão.
Qualquer olhar teu me atravessa inteiro, e até o silêncio aprende a bater junto com a emoção.
Coração de Vidro
Tenho um coração de vidro,
transparente como o que sinto quando te vejo.
Qualquer palavra toca fundo,
qualquer silêncio reflete
em mim teu nome.
Já trincou algumas vezes,
confesso, por amar demais,
por acreditar sem medo.
Mas mesmo frágil,
ele insiste em brilhar
quando teu olhar encosta no meu.
Se um dia fores cuidar dele,
faz com calma:
vidro não suporta
pressa nem descuido.
Em troca, prometo te amar inteiro,
mesmo sendo feito
de algo tão sensível.
Cisão
Uma de nós escreve.
A outra sangra.
Atrás do vidro
observando a mulher que sou,
de joelhos no chão do quarto,
com a caneta na mão
apunhalando o peito.
Ela chora, eu anoto.
Ela implora, eu rimo,
choro e grito.
Não sei mais quem cuida de quem,
se a poeta salva a mulher
ou se a mulher
é só o que sobra
é só uma nota
depois que o verso já comeu.
Andréa
“Sonhos Quebrados”
Sim, quebraram-se os sonhos que tecemos juntos,
Caíram como vidro ao chão, em mil pedaços,
E cada fragmento corta fundo,
Lembrança afiada dos nossos abraços.
Mas não vim aqui chorar sobre as ruínas,
Nem lamentar o que o destino desfez,
Vim recolher os cacos, as esquinas
De tudo que amamos uma vez.
Porque mesmo quebrado, o sonho teve valor,
Mesmo partido, brilhou enquanto durou,
E não vou fingir que não houve dor,
Nem negar que profundamente me marcou.
Eu te amei com a força de quem acredita,
Com a coragem de quem não teme se entregar,
E se o sonho quebrou, a verdade está escrita:
Valeu cada risco que ousei tomar.
Não me arrependo dos castelos que erguemos,
Mesmo que o vento os tenha derrubado,
Não lamento as promessas que fizemos,
Mesmo que o tempo as tenha transformado.
Sonhos quebrados ainda contam histórias,
Falam de quem fomos quando ousamos sonhar,
De batalhas perdidas que são vitórias,
De um amor que se atreveu a existir sem calcular.
E eu aprendi, entre os destroços e a dor,
Que é melhor ter amado e perdido,
Do que viver sem conhecer o ardor
De um coração completamente rendido.
Então recolho os pedaços com firmeza,
Não como quem desiste ou se resigna,
Mas como quem honra cada certeza,
Cada momento em que a vida foi divina.
Porque nós fomos reais, intensos, verdadeiros,
Queimamos como chama que não se contém,
E mesmo que os sonhos tenham sido passageiros,
O amor que vivemos não pertence a ninguém.
Ele é meu, é nosso, é eterno,
Guardado onde o tempo não alcança,
No lugar mais profundo e interno,
Onde a memória vira esperança.
Sonhos quebrados não são o fim da história,
São apenas capítulos que se fecham,
E eu carrego nossa memória
Como ferida que as cicatrizes confessam.
Sim, dói. Não vou mentir dizendo que não dói.
Mas a dor prova que foi verdadeiro,
Que não fomos covardes, que não foi casual,
Fomos fogo, tempestade, amor certeiro.
E se um dia os cacos desses sonhos
Se juntarem novamente de algum modo,
Ou se seguirmos caminhos medonhos,
Separados, carregando o lodo,
Saiba que você foi meu sonho mais bonito,
Mesmo quebrado, ainda reluz,
E no silêncio do meu peito aflito,
Você ainda é a minha luz.
Sonhos quebrados, sim, mas não perdidos,
Guardados como joias imperfeitas,
Amores vividos, não esquecidos,
Feridas abertas, mas aceitas.
E eu sigo, firme, apesar da ruptura,
Não como quem desistiu de sonhar,
Mas como quem aprendeu que a vida é dura,
E mesmo assim, vale a pena amar.
'O sol bateu no vidro, anulei o cansaço. No mérito
da vida, dei meu segundo passo.
Contemplo a natureza, neste belo cenário...
Deus é o escritor do meu itinerário.
No rastro da estrada, fiz minha petição
Solicitando prudência e mais direção.
Ratifico a graça de estarmos aqui.
Dá-me sabedoria Senhor, pra prosseguir.'
Volta à Lua e aos seus mistérios. Penso na garrafa de vidro e no quanto ela viajou para chegar até ali. Esse vislumbre eleva os meus pensamentos, pois a reciclagem se tornou algo necessário e urgente.
Há plástico no artificial. E me pego imaginando se o espaço sideral, um dia, será igual ao Rio Tietê de hoje em dia — que nasce já poluído e corre sufocado até o mar.
Imagino florestas enormes em bolhas para alimentar a Lua e Marte, cultivadas por robôs e drones que desenham rios artificiais no vazio. Criamos tecnologia para semear a vida no deserto do cosmos, enquanto aqui, na nossa própria casa, ainda jogamos lixo nos rios e nos mares.
Vidro embaçado. .
A gente no carro..
Gemidos,sussurros, afago..
Corpo no corpo..
Sabor, prazer,pecado..
O Proibido é mais gostoso..
o ser humano adora desafios..
Entre portais e livros proibidos,
anda-se em corredores de vidro,
onde a realidade treme,
e a fantasia morde.
O coração dos magos é um labirinto,
desejo e dor entrelaçados,
e a pergunta arde, sempre:
o que vale mais... O poder ou a alma?
E no fim, quando as cartas caem,
resta a vertigem de saber:
a magia nunca foi sobre vencer,
mas sobre perder... E ainda escolher.
#themagicians
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