Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Em um breve momento você se da conta da imensidão do mundo, por um breve momento isso lhe treme as perna, mais por um breve momento tudo a sua volta se torna lugares novos a ser explorados,historias para acontecerem, o que lhe enche o peito de esperanças para um mundo novo descobrir
Uma espécie de perda
Usamos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma
cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados,
gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos. Fizemos.
E estendemos sempre a mão.
Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por
Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,
(– o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um aponta-
mento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.
De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor
mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.
Não te perdi a ti,
perdi o mundo.
O mundo que parece tão grande,
as vezes, se torna uma pequena kitnet.
Tudo aparece, tudo se encontra, muitas vezes,
cai no nosso colo aquilo que menos esperávamos...
Acredito que o mundo é grande sim,
mas extremamente pequeno,
para pessoas que substituam a existência de
Deus ou desafiam a lei do retorno.
Sim, essas noites de cinzas, as mesmas noites com rosas
as que havia passado, as que se passaram, e as que passou
as mesmas noites de medo, as noites de desejos
e as noites com fim
Quando me perpetuo, minha grandeza passa
passa meu orgulho, orgulho?
já dissera que eu mesmo não aceito
que eu mesmo não te peço e eu mesmo não assumo
disseram para mim, que eu mesmo me queixo
morto meu desejo, morto?
Quando a noite passa
mais noite que ela possa ser
mais noite que eu fui
O amanhecer, o amanhecer das flores
que elas mesmas não me desfruta
ser inanimado, algum que não sinto, sinto?
sinto a clareza, o belo, e sua beleza
mas não sinto seu coração, coração?
a um ser inanimado, que não é apaixonado
ameaçado a destruição
para que, disseram que elas não morriam
disse que não tinha coração
algum ruim?, que não vejo?,
oh pena destruição
Aquelas mesmas flores
as que não tinha ódio, nem rancor
para que isto? não fizera nada
o ódio, o rancor, que tem? quem tem?
as flores? ou você?
Se o mundo não vai se adaptar ao que você quer, talvez seja melhor promover uma transformação dentro de si.
Vivemos num mundo dinâmico, em movimento permanente, e mudanças acontecem com ou sem a nossa participação. Cabe a nós, só a nós, escolhermos como vamos nos comportar.
Hoje nós vivemos num mundo estranho, onde nem nossa sombra põe medo… Os humanos têm demônios maiores para se preocupar.
Nosso mundo está mesmo estranho, busca realidade nas relações superficiais e superficialidade nas relações reais, tudo isto em busca de benefícios próprios.
Às vezes posso parecer tartaruga, lento e fechado ao mundo. Mas não ligo para sua interpretação, ela é sua.
Meu interesse na literatura é este:
a literatura como chave para entender
o mundo e chave para explicar o mundo.
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