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Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso

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Eu sei fazer com que as lágrimas caiam.

Querido John

Nota: Autoria não confirmada

Vou contar um segredo
Eu quebrei meu relógio
Só conto os segundos
Se eles forem nossos

Você não vai ficar comigo?
Porque você é tudo de que eu preciso
Isso não é amor, é fácil de enxergar
Mas, querido, fique comigo

O amor vem com a maturidade emocional. É preciso estar preparado para a chegada dele, por isso eu disse que é preciso se apaixonar muito para amar. O amor é bem diferente. Ele não causa transtornos psicológicos. A paixão é a escola para o amor. Mas com o amor vivemos estudando. E essa é a grande graça da vida: nunca deixarmos de aprender.

Sabe a conversa de que, se Deus fecha uma porta, Ele abre uma janela? Eu acho que, quando Ele fecha uma porta, Ele te diz: levanta e abre sozinho, porque te fiz capaz.

Tem gente que é tão bonita por dentro que eu desconfio que come flor.

Já começo a sentir o gostinho de desprezo vindo de você e eu só lamento por não ter mais tempo para fazer o mesmo. Eu sei, você tem suas palavras e atitudes hipócritas, mas eu não me importo querido, não mais. Eu vou dar o máximo de mim e praticar o desapego por você. É, por você. Por mim eu não lembrarei o seu nome por tão cedo. E não vai embora não, fica. Fica e carregue com você seu desprezo e o remorso de ver minha felicidade contemplando a sua hipocrisia.

Eu gosto de ficar depois do almoço sem ter o que fazer.

Eu poderia lhes contar minhas aventuras começando por esta manhã, mas não adianta voltar a ontem, porque eu era uma pessoa diferente.

Eu fico aqui procurando o sentido da vida e me guardo na incerteza de que a vida é exatamente o não fazer sentido
Procurar explicações nos embaça a visão de enxergar o que passa diante de nossas retinas
Perdemos tempo buscando explicações das quais, acho, que nunca a teremos.
O que é fazer sentido? Talvez nunca saibamos ou até mesmo fazer sentido é exatamente à procura incansável de fazê-lo

Traga-me uma boa dose de realidade, pois de ilusão eu já me embriaguei muito nessa vida.

Eu quero declarações inesperadas, totalmente irrompidas de preceitos e vergonhas, na cara e na coragem.

(Escrita ao som de You and me - Life House.)

Eu estava pensando, o tempo é um mocinho ou um bandido? Quando estou passando por algo ruim, eu sempre penso: "Isso vai passar. Tudo passa.". Então eu vejo, é, o tempo é algo bom. Mas quando olho as coisas que ele levou, que não voltarão mais, coisas boas! Quando eu olho a beleza de alguém desaparecer por causa do tempo, levando dela o semblante e a graça, eu vejo o bandido que existe por trás desse - muitas vezes - "herói". O tempo é bipolar. Ele faz bem, ele faz mal. Ele leva. Coisas boas e ruins, ele leva tudo! Nada fica, nada é eterno.

As Borboletas da Esperança


Quando eu não mais acreditar em meus sonhos,
Hei de me lembrar das borboletas...
Voando sobre um jardim de rosas e violotas.
Querendo dizer que meus sonhos ultrapassam
barreiras, chegando a um certo limite, chamado
esperança...
Sendo este, como uma borboleta, voando e
pairando em cada flor, nada mais do que faz
todos os dias, mas aos meus olhos tem a
perfeita beleza... Mas um dia a sua beleza
já foi uma esperança... A esperança de ser algo
melhor... E esta, se tornou um sonho e o sonho
se concretizou, e os mesmos olhos que um dia
as repudiou, hoje as adimiram e as tem como
esperança para si...

Eu diria que você quebrou meu coração, mas você quebrou muito mais do que isso.

E se eu pudesse entrar na sua vida?


E se eu pudesse entrar na sua vida?
Eu teria liberdade de ação?
Poderia ver-te, sem pressa, todo dia?
Poderia abraçar-te?
Sentir o teu corpo no meu?
Sentir a tua mão na minha?
Não sentir meus pés no chão?
Não sentir o mundo à volta?
Subir no teu colo e em teus braços ser envolta?

Eu teria acesso à tua intimidade?
Poderia usar tuas roupas íntimas?
Sujá-las? Lavá-las?
Perfumá-las com meu cheiro?
Dormir contigo sob um lençol macio?
Sob paz?
Sem culpa? Sem crise?
Nem cobrança, nem medo?
E não pensar em mais nada?
Deixar rolar? Viver o momento?

Seria eterno? Seria pleno?
Seria infinito? Seria maldito?
Haveria segredos? Haveria disputas?
Seria mágico ou trágico?
Seria encanto ou pranto?
Seria errado? Seria certo?
Seria breve ou completo?
Seria meu?
Seria dela?
Seria deles?
Como seria?
E se eu pudesse entrar na sua vida?

Eu gosto de muros, protegem e dão sombra. Convido o grafiteiro para escrever em cores Alberto Caeiro: "Sou alheio ao espetáculo que vejo..."

Mar em ressaca ou Mergulho em MIM.

Eu não sei ser maré baixa. Não sei ser RASA, ser pouca água. EU SOU turbilhão... vulcão... cachoeira... por isso se não tiver muita água, prefiro nem ir a praia.
A vida acontece num tempo diferente do tempo do meu egoísmo. Aceitar isso é sabedoria.
O tempo tem sua própria duração, independente de mim.
O tempo é uma ilusão da existência material.
Mergulhei em mim, entrei em minhas fragilidades. Era um território estranho, conhecido, mas disfarçado.
Logo de cara vi minha Hipocrisia. Sempre tão discreta, tão velada. Andava se esquivando, se escondendo em mim, como se devesse algo a mim mesma!
Conheci meus Preconceitos. Exclamei:
- Vocês por aqui? Achei que já não faziam mais parte de mim!
Eles, sempre orgulhosos, responderam:
- Ah! Já somos enraizados. Temos essa boa desculpa conformista pra existirmos em você.
Tomei um susto quando encontrei minha Vaidade. Parecia um Pavão dançando. Parecia uma Sereia, perdida no egoísmo de seus próprios cabelos.
Sempre tive uma relação curiosa com minha Vaidade. Ela sempre me deixou Vulnerável. Minha Vaidade é burra, me Vende por pouco. Às Vezes por um elogio, que nem precisa ser sincero. Achei melhor nem falar com ela.
Reconheci as velhas amigas: teimosia, preguiça, determinação...
- Ola! Vocês tão sempre por aqui, né? – cumprimentei com um aceno de mão.
Dei uma espiadela na minha ignorância. Para variar ela estava preocupada com algum detalhe desprezível e nem me viu passar.
Onde estava minha parte sã? Será que ela fica separada do resto pra não contaminar? O que fazer com tudo aquilo que era tão feio, mas era tão “EU”?
A Lispector sempre me tranqüilizava com o GH que diz que nossos defeitos são colunas que sustentam nosso existir. Lindo, poético, confortante... Mas naquele mergulho, nem Clarisse me acalmou.
Porque, defeitos? Não somos imagem/semelhança de algo maior? ...
Esses papos complexos sempre me despertam a fome.
Foi ai que eu encontrei a Gula:
- Olá! A senhora anda sumida hein? Aconteceu alguma coisa? Deu uma emagrecida... Ta mais bonita!
Ela nem me respondeu. Tava meio magoada com essa nova fase da minha vida. Mas ela é tinhosa, tinha certeza que poderia voltar a correr nos campos de meu descontrole.
Às vezes desconfio que a Gula, a Compulsão e a Ansiedade, (primas inseparáveis) andam aprontando alguma coisa em surdina. Estavam muito quietas.
Tenho medo de qualquer silêncio.

[Pausa Dramática]

Somos feitos só de virtudes! Os defeitos nascem do uso exagerado de algumas qualidades: Minha ótima memória usada ao extremo me faz rancorosa. E minha determinação, quando cega, me faz teimosa.
Tenho tanto medo de meus impulsos. Preciso aprender a respirar... Minha consciência precisa de AR pra funcionar (salve Osho). Antes de deixar o impulso explodir, preciso levar ar pra minha consciência agir!
Quero a plenitude duradoura!
“Domesticamos passo a passo os “demônios” que nos habitam, sem recalcá-los, sem cortar-lhes os chifres, mas controlando-os e canalizando essa energia poderosa para nosso crescimento... até que nossa parte sã cure nossa parte doentia”
Sabia que Leonardo Boff seria capaz de codificar isso.
Dosar Conscientemente meus defeitos.
Domar conscientemente minha impulsividade.
Achar o tal do equilíbrio!

Além de ser cristão, eu preciso ser um hindu, um budista, jainista, zoroastrista, sikh, muçulmano e judeu. Só assim poderei conhecer a Verdade e encontrar o ponto de reconciliação em todas as religiões.

⁠Eu tenho o necessário em minha alma para manter afastado qualquer mal, desejo ou qualquer distúrbio.