Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso

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Se você for muito importante para mim, tenha a certeza de que eu nunca vou te deixar ir, e se eu te deixar não é porque quero, é porque eu sinto que não sou mais importante para você.

Como eu prefiro sentir-me vigiado do que sozinho, eu prefiro me sentir criticado do que largado pela indiferença

A grande maioria desiste. Eu, só estou abrindo mão. Concordo contigo, também aconteceu comigo: o meu coração partiu. Para outro lugar.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.

Vinicius de Moraes
Para uma menina com uma flor

Nota: Trecho do texto "Para uma menina com uma flor"

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Salvar sua vida tinha sido a única coisa certa que eu fiz desde que a conheci. A única coisa de que não me envergonhava...
A única coisa que me deixava feliz em existir!

O tamanho da dor

Eu sei o tamanho da sua dor.
Imagino o quanto te custa levantar a cabeça, sair de casa.
Até respirar parece uma tortura.
A dor no peito parece indicar o fim da vida que nunca chega.
Em sua cabeça, o que importa é quem te fez sofrer. Você não aceita a situação atual.
Não é justo o que fizeram com você.

Falar é fácil, e fica todo mundo te enchendo com as mesmas frases:
"Você precisa reagir"! ."Você precisa reagir"! "Você precisa reagir"!
"Você precisa ser forte". "Você precisa ser forte". "Você precisa ser forte".
"Esquece isso." "Esquece isso." "Esquece isso."
Sabe que isso já tá doendo nos ouvidos? Será que os outros pensam que é fácil passar pelo que você está passando?
Será que eles pensam que é só querer e tudo está resolvido?
Como esquecer o passado, se o passado para você é o seu hoje...é o seu presente?
Se para você as lembranças daquele dia, quando você sofreu a "grande humilhação da sua vida", estão tão vivas, mas tão vivas que parece que tudo está acontecendo agora.
Tá vendo, foi só lembrar e você já começa a chorar, de tão forte que é a dor.

É, realmente eu sei qual é o tamanho da sua dor, e não acho justo que as pessoas fiquem tentando julgar o seu sofrimento, a sua situação.
Cada um de nós sabe exatamente onde a dor é mais forte. Cada momento que vivemos é registrado em nossa mente como "um arquivo fotográfico".
Quando precisamos identificar alguma coisa buscamos nos nossos "arquivos mentais" a foto correspondente ao que buscamos entender.
Se alguém fala em "uvas", você não precisa ver as uvas para saber o que são; dentro do seu "arquivo" tem uma foto de uva e você manda buscar essa foto instantaneamente. É um processo natural.

Quando te falam de algo que você não conhece, você precisa ver ou viver a situação para colocar essa foto no seu arquivo.
Pois bem, nos seus arquivos, existem diversas fotos de felicidade. Diversas fotos de momentos em que você sorria. Fotos de momentos especiais nos quais os amigos estavam presentes, a família, e outras, onde você estava muito bem.

O exercício é esse: mande buscar essas fotos no seu cérebro. Reveja cada momento feliz e guarde, registre, capture esse sorriso, essa paz, esse "calorzinho" gostoso que sentimos quando estamos felizes.
Vá revendo as fotos da felicidade que estão armazenadas em você mesma. Não deixe que outras fotos "escuras" entrem no seu álbum.

Segure em sua mente essas fotos de felicidade e saia dessa dor mais facilmente!.
Não quero te falar as mesmas velhas frases que todo mundo já te falou. Você sabe o que é preciso fazer.
Não é fácil, eu sei que não é. Toda batalha é dolorosa. Toda doença deixa marcas, e a dor é uma grande doença. Pior ainda se ela for a dor de uma paixão, porque é uma dor invisível e sem remédios farmacêuticos.

Para todas as doenças existem remédios, que curam ou amenizam a dor. Para a dor do amor, só o tempo, a sua vontade de viver e um novo amor para apagar.

A nossa grande vantagem como seres "racionais" é que nós podemos criar o nosso álbum de fotografias do jeito que nós queremos. Monte um novo álbum para a sua vida. Coloque nele apenas as fotos que te fazem bem e espalhe ao vento as fotos que te fazem sofrer.

Eu acredito em você!

Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça.

Capital Inicial
Música Fogo

Eu vivia ouvindo aquele besteirol de "melhor ter perdido a pessoa amada do que nunca ter vivido um grande amor". Outra besteira.Acredite,não é melhor.Não me mostre o paraíso e depois o destrua. (...)"

Meu estilo é pesado
e faz tremer o chão.
Minha palavra vale um tiro
Eu tenho muita munição.

Mano Brown

Nota: Trecho da música Capítulo 4, Versículo 3, de Racionais MC's.

Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado.

Eu que sempre amei as cores, descobri que nada é tão bom pra descomplicar a vida como a elegância do preto e branco.

E eu entendo.
Eu entendo por que as pessoas dão as mãos:
Eu sempre pensei que era sobre possessividade, dizendo''Este é meu''.
Mas trata-se de manter contato.
Trata-se de falar sem palavras.
É sobre eu quero você comigo e não vá.

Não há nenhuma maneira de eu agradar a todos.

Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima ideia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.

Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei meu violão.

Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro.

E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.

Eu disse que sonharia com você, apenas pela certeza de que sua imagem linda, clara, fascinante, jamais sairia da minha cabeça. Ao me deitar eu estava pensando em ti, eu não sei se é sonho, eu não sei mesmo o que acontece, mas eu te sinto sempre, até enquanto durmo, sinto seu toque, sua voz, seu sorriso. Sinto e vejo tudo, meu misto de sonho e realidade, por que demorou tanto pra chegar? Eu guardei um sonho bom pra ti, essa noite toda, foi perfeita, eu estive com você, da forma mais incrível, toquei seu coração, te dei o meu e recebi o seu. Ao amanhecer sua imagem continuava nítida em minha mente, meio sonolenta acabei despertando pelo vibrar do celular e era você. E tem sido você e vai continuar sendo você. Por tanto tempo eu quis e então você chegou.

Eu me apaixono com certa facilidade. Ta, com MUITA facilidade. Tudo bem, eu consigo amar até uma berinjela. E faço mil planos, e sofro quando acaba, e tenho certeza de que não me apaixonarei mais, e me apaixono de novo e , bem, volto á primeira casa do tabuleiro.Um dia, conheci um cara muito legal. Mas acho que o meu botão de amar estava desligado.Ou mal apertado, sei lá.O caso é que eu gostava dele, mas não via estrelinhas, sabe?Mas, como a gente se sentia bem um com o outro, acabou que chegamos a namorar.
Um dia, observando-o enquanto ele via TV, pensei que eu finalmente tivesse encontrado a chave de um relacionamento perfeito.Porque eu sempre tinha sido apaixonada pelos meus ex, mas quem disse que eu era feliz?A não ser que você considere felicidade chorar pelo telefonema que não vem, sentir o coração apertado ao ver aquela menina dando bola para ele, ficar na miséria a cada briga ou ter vontade de morrer só de pensar na possibilidade de perdê-lo.Tudo bem, nem sempre a coisa era tensa assim.Com certeza, havia períodos maravilhosos.E aí eu ficava eufórica, tinha a certeza de que seria feliz para sempre e fazia planos de casar ter filhos e 2 cachorros.
Logo eu, que nem gosto de cachorros.
O ponto é:não era uma felicidade tranqüila.Ou eu estava nas nuvens ou na lama.Quando estava na lama, não conseguia enxergar as nuvens-em compensação, quando estava nas nuvens, morria de medo da lama.
Ali, na sala, olhando para meu namorado superlegal, me senti uma vitoriosa.Finalmente, eu tinha vencido o amor!Eu tinha mostrado a ele que consigo ter uma relação sem ciúme, sem medo, sem ansiedade e sem discussões porque nada me incomoda.Quer vida mais tranqüila e harmônica que essa?Por que o amor tem essa bola toda, mesmo?Tão mais pratico um namoro sem nenhuma lagrima, nenhum tormento, nenhum aperto no peito e, bem...nenhuma batida forte no coração.
É, nem preciso dizer que meu relacionamento superlegal não durou muito.E que eu me senti uma idiota quanto terminei porque eu nunca, NUNCA, tinha vivido uma relação tão saudável e tranqüila.Nem monótona era.A gente fazia mil coisas.Mas o que eu podia fazer se sentia falta da felicidade eufórica e das lamas miseráveis...Eu sentia falta de estar apaixonada.De planejar os próximos 50 anos com alguém, de ter medo de perdê-lo, de ter medo de me perder.Afinal, a paixão é assim, né?Uma delicia, mas deixa a gente neurótica.E se depois de alguns anos virar amor, que é um sentimento sereno e aquela coisa toda?Bom, o maximo que já fiquei com alguém foram 4 meses e garanto:foram 4 meses sentindo batidas fortes no coração.Porque é assim que o amor faz sentido pra mim.
Meio neurótico.

Não se preocupe com o que os outros pensam de você
Eu quero cantar como os pássaros cantam , não me preocupar com quem ouve ou o que eles pensam .

Um sorriso serve para duas coisas: para demonstrar a alegria ou esconder sua dor. Eu escolhi usar os dois, nos momentos felizes, sorrir, e nos momentos difíceis, fingir. É uma ótima forma de enganar a si mesmo e a dor, e é mais fácil sorrir. Assim evita perguntas que levam a lembrar da dor que ainda não superou.

Eu vou ser tão breve que na verdade já terminei.

Salvador Dalí

Nota: Conferência de Imprensa em 1980.