Quem se Apaixona por Si Mesmo Nao tem Rivais

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O humor nos encanta porque nos faz esquecer de tudo o que aprendemos.

A premissa da realidade: o que acreditas, é, seja mentira ou verdade.
O que é a realidade? Aquilo que não podes negar.
O que é acreditar? É o que tu és, o te eu que se expande.
Assim, a realidade é uma ficção, um exercício de imaginação de alguém. Alguém que está oculto. Cabe a nós conhecê-lo. É a nossa função aqui

O futuro está cada vez mais parecido com aquela casinha do lado da praça, na cidadezinha que era tudo.

Uma vida simples é uma vida sem esforço, sem exigências e sem expectativas. O caminho que vai longe é o macio, sem resistência, calmo e devagar.

Para ficar sem pensar, é preciso compreender as palavras apenas como uma pequena parte da percepção, que é captar o imediato, sem memória e sem objetivo. Assim nos tornamos parte da paisagem.

Já se passou um instante. Já se passou a eternidade.

A arte é uma forma de tornar tudo belo.

O passado sempre é aperfeiçoado pela lembrança amorosa. O passado é criado pelo presente.

Nós somos deuses que vieram à Terra para brincar de sorrir e de chorar.

Eu sou aquilo que percebe os pensamentos.

A genialidade: trabalho, persistência, intuição, inteligência, criatividade, adaptação, memória, coração, sorte.

De agora em diante, ninguém pode me ajudar. Nenhuma autoridade, nenhum sabichão.

Um dia, Deus, cansado da solidão, dormiu. Sonhou com miríades de coisas, de seres e de nebulosidades. O sonho, às vezes, ficava azul, amarelo, preto. E os seres também variavam: alguns fincavam os pés na terra para fugir da corrente, outros eram levados alegremente. Deus virou-se de lado no seu sono e, abrindo o peito, retirou o coração. Depois morreu. Todos aqueles famintos e miseráveis se alimentaram do coração, se tornaram divinos e o Universo fez sentido.

Por termos medo de errar, tornamos o fácil em difícil. Para fazer, basta que se estenda a mão e se pegue, na corrente interminável e contínua, um instante do tempo.

Que prazer! Sempre podemos voltar para casa.

A carência é um prazer que se termina com a saciedade.

Eternamente eu irei para o banho e o shampoo estará no fim. Então escreverei sobre a minha desgraça, e, depois, escreverei sobre os meus escritos, eternamente. É a tirania do momento. Este instante foi, é, será toda a minha vida. É a consciência do limite, que não pode ser ultrapassado. O momento não termina nunca, por isso é muito difícil de ser percebido.

O que define as pessoas é o combate entre a delicadeza e a brutalidade.

O que é circunstancial vale no momento eterno. O que é óbvio depende do momento em que se apresenta. É preciso atenção para os limites: o momento em que os movimentos se entrecruzam.

Os seres nulos


Caminho pela rua velha e escura, como de costume, mas, esta noite é diferente. Posso perceber a vida, os seres em toda a parte. Sob os meus pés, as lajes de pedra, acima de mim, os prédios se elevando no céu cinzento. As árvores se estendendo para me proteger, os postes, segurando a calçada, os homens a gritar no breu, sem nada, sem rumo. Quem me dera eu fosse antes alguém que pudesse ordenar a vida que se esvai, se eu vivesse a redimir o quanto se chorou por não haver consciência daqueles que ninguém nunca deu valor.