Quem sabe um dia eu Volto a te Encontrar
O amor não tem cheiro nem cor mas porque então eu sinto o seu perfume em vc, e a sua cor no brilho do seu olhar.
O amor é ma-ra-vi-lho-so ❤️
O amor é viver feliz 😍
O amor é a alma da vida 💗
Eu, vc e o amor pra sempre juntos 💜💚
Enquanto vc olha e deseja outras mulheres, tem outros olhando e desejando a sua, eu acho melhor vc cuidar bem dela viu! 😉
Eu gosto de pessoas loucas,
pq existem muitas loucuras boas, 🤪
eu tenho medo dos normais, 😞
pq eles fazem muitas coisas
fora do normal.
EU SINTO SAUDADES DE BRINCAR
Eu sinto saudades de brincar, tipo brincar mesmo, inventar cenários, brincar de casinha, brigar pela cor da calda, sair cedo e voltar só quando escurece, lembra do "posso ir beber água na sua casa? Se eu voltar, minha mãe não me deixa sair mais". Pra onde foi toda essa brincadeira? Em que momento paramos? Em que momento deixamos de ser crianças? Hoje em dia a vida é tão séria, sinto saudades de brincar...
Manifesto do Insubmisso
Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.
Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.
Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.
Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.
Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.
Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.
Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.
Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.
Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.
Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.
Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.
Pedro Alexandre
Eu não preciso entender, eu não preciso aceitar, mas tenho a obrigação de respeitar o meu semelhante!
Eu te vi como ninguém nunca viu...
Te vi nua, sem máscaras, magra, linda, insegura, com medo de errar...
Te vi grávida, vulnerável, com o corpo transformado e a cabeça triste, sem autoestima.
Te vi flácida, fragilizada, achando que eu iria te olhar diferente — e eu fiquei, eu te ajudei, te cuidei, te mudei.
Te vi irritada, doente, chorando, tremendo... Sem dormir, com dor nas costas, irritada mas sempre sem saber pra onde ir.
Eu te vi e te cuidei nos dias q você queria sumir.
Naqueles dias que só meu cafuné e meu abraço te acolhiam.
Eu te vi nos surtos, quando tu empurrava teus medos pra cima de mim.
Eu te vi mentindo por pânico, com medo de me perder, quando outras vezes tudo o q quis foi me abandonar.
Eu te vi fazendo ultrassom tensa, segurando minha mão forte demais com medo de não escutar o batimento.
Eu te vi no hospital, 12 horas chorando pela dor e pelo medo, e te vi me culpando quando não pude estar perto.
Eu via teus olhos sorrindo quando sentia o Murilo mexer.
Eu te vi comendo rápido pra tentar esconder a ansiedade.
Te vi reclamando das dores nas pernas, no peito, nos pés e eu fiz massagem naqueles pães.
Eu te vi vomitando, deitada no chuveiro porque não tinha força.
Eu te vi chorando arrependida, querendo se jogar do carro pra provar amor.
Eu te vi no parto, momento que só eu e você sabemos.
Eu te vi cuidando do Murilo bebê.
Te vi corcunda, dizendo que doía tudo...
E eu fiquei ali, o Murilo numa mão e você na outra.
Eu te vi tentando esconder tuas estrias, teu cansaço, as quedas de cabelo.
Eu te vi querendo ser forte o tempo todo e eu sempre contigo, das 6 e 30 da manhã dos domingos q você trabalhava, as madrugadas com o Murilo na clínica enquanto você fazia as medicações com a tua mãe.
Eu te vi pegar o Murilo recém-nascido sem saber como seria dali pra frente
Eu te vi chateada por eu não poder passar a noite com vocês...
Eu te vi mãe pela segunda vez — e foi lindo, mesmo na bagunça.
Eu te vi dormindo sentada, exausta.
Eu te vi com olheiras que nenhum filtro ia esconder.
Te vi rindo e chorando no mesmo minuto.
Eu te vi sem poder levantar da cama.
Eu te vi com medo da chuva
Eu te vi desamparada,
Eu te vi em êxtase, após o melhor amor da tua vida, falando que não existia nada como aquilo...
Eu te vi por completo, Jaine — a mãe que queria eu como pai da filha, a mulher magoada pelo marido não confrontar a ex enquanto ela era insuportável, eu te vi perder a linha e culpar o Be pelas atitudes da mãe dele.
E eu nunca quis ir embora.
Eu te mediquei, te curei, passei madrugadas te fazendo cafuné já separados.
Eu te cuidei e te vi em situações que nenhuma outra pessoa vai ver,
Eu toquei em partes que ninguém vai tocar, não por prazer, mas por cuidado.
E mesmo tendo visto a tua alma nua...
Visto mentiras e teu lado perverso, vendo a manipulação e a humilhação e por isso te disse coisas horríveis, tudo o q eu sempre quis era que tu me provasse que era mentira... As palavras que eu disse foram mais reflexos dos machucados que eu absorvi do que o q eu sentia, doeu em mim muito mais porque eu te amei de um jeito que nem você se amou...
Mas tu escolheu me tratar pior do que alguém q você conheceu no dia anterior.
Não entendo pq riu da minha dor.
Escolheu usar o amor que te cuidava pra me humilhar.
Escolheu se magoar por palavras que já entraram em mim me machucando e só repassei pra ti a dor de se apagar toda a história que um dia escrevemos.
Tu escolheu testar, manipular, diminuir o homem que sempre só se dedicou a ti.
Mas mesmo assim eu te entendo.
Eu tinha amor, muito amor pra te dar e não me importava em ser humilhado.
Tu tinha esse buraco na alma que eu tentei preencher com amor mas nunca foi suficiente.
Hoje eu fecho o ciclo, o amor que eu te dei, pode ficar,
Eu aprendi a criar amor de onde deixaste cicatriz.
Esta manhã nublada e chuvosa, me fez pensar : Ah… como eu queria te ver mais uma vez.
Sentir teu toque, firme o bastante para me fazer sentir segura,
suave o suficiente para me desfazer inteira em teus braços.
Conversar sem perceber o tempo passar,
rir como quem esquece o mundo,
ouvir um rock ou um samba; pouco importa o ritmo, porque, quando estamos juntos,
tudo passa a seguir o compasso do nosso sentir.
Que esse reencontro deixe de existir apenas nos meus pensamentos
e encontre o caminho do real, do toque, do agora.
Sinto tua falta em cada detalhe,
em cada silêncio que insiste em gritar teu nome.
Todas as minhas células sentem a tua ausência,
como se o meu corpo e o meu coração
ainda soubessem exatamente onde pertencem.
Feliz é aquele
que oferece o que tem
com a certeza
que nunca ficará sem.
Eu ofereço a minha gratidão,
o meu amor, o meu carinho,
e o meu coração.
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
Eu não sou médico. Mas sou humano.
E é da minha humanidade que nasce essa dor silenciosa, essa indignação cravada no peito e essa tristeza que carrego como um eco de muitas experiências, minhas e de tantos outros.
Porque, na essência mais dura e real, a medicina tem se afastado do amor.
Nos corredores frios onde se deveria escutar a esperança, ecoa a pressa.
Em muitos olhares, vejo o cansaço… mas também a ausência. A ausência de presença.
Vejo decisões tomadas sem escuta, tratamentos aplicados sem preparo, protocolos cumpridos sem alma.
E a pergunta que grita dentro de mim é:
em que momento deixamos de enxergar o outro como ser humano?
Quantas vezes vi pessoas enfraquecidas, sem o mínimo de condições físicas, sendo submetidas a procedimentos agressivos, não por maldade, talvez, mas por automatismo, por insensibilidade, por uma confiança cega nos processos.
Quantas vezes observei diagnósticos mal conduzidos, ausências de investigação, condutas impessoais…
E tudo isso, por vezes, diante da total ausência de quem deveria olhar, ouvir, acolher e, principalmente, cuidar.
Mas essa culpa, não é só de quem executa.
É também minha.
E é também sua.
É de todos nós.
Culpo-me, sim.
Culpo-me pela falta de coragem em certos momentos, por não questionar, por não insistir, por não exigir o que era justo.
E todos nós, de alguma forma, deveríamos nos culpar também.
Pela omissão. Pela passividade. Pela falta de atitude diante do que sabíamos que não estava certo.
Deveríamos nos culpar por não nos aprofundarmos nos temas, por não buscarmos entender, por delegarmos tudo a quem, muitas vezes, sequer nos escutou.
Deveríamos nos culpar por termos nos acostumado a aceitar qualquer coisa sem lutar, sem perguntar, sem pedir ajuda.
Porque enquanto aceitarmos com silêncio, profissionais continuarão tratando a vida como plantão.
E plantões, por mais importantes que sejam, não podem ser apenas relógios a bater ponto.
Sinto, e profundamente, o que tudo isso tem causado:
Sinto a frustração de, muitas vezes, não ter voz num sistema que frequentemente se mostra cego.
Sinto o desconforto de saber que decisões são tomadas como se o fim já estivesse decretado.
Sinto a dor de quem ainda tem fé… e encontra frieza.
Sinto o vazio deixado por ausências, de presença, de escuta, de compaixão.
Sinto a indignação de testemunhar que, por trás de muitos jalecos, o cuidado virou função, e não mais missão.
Não é uma acusação cega.
É um chamado.
É um clamor por consciência.
Falhamos, sim, falhamos como sociedade quando permitimos que a vida seja tratada como um detalhe.
Falhamos quando deixamos que o sistema engula o indivíduo.
Falhamos quando banalizamos o sofrimento alheio, como se não pudesse ser o nosso amanhã.
Mas aqui faço uma pausa necessária:
não quero, de forma alguma, generalizar.
Existem, sim, profissionais incríveis, médicos e equipes que ainda preservam a essência do cuidado, que escutam com atenção, que sentem com o paciente, que tratam com humanidade e zelo.
Esses profissionais existem, e a eles, minha profunda admiração.
Mas o que relato aqui nasce das experiências que tenho vivido e presenciado e, talvez, eu esteja enganado, mas os bons profissionais da área de saúde parecem estar se tornando raros.
Espécies em extinção.
E esse texto não é um ataque, mas um pedido urgente para que essas exceções voltem a ser a regra.
Podemos fazer diferente.
E é isso que peço:
Que cada um de nós volte a exigir.
Que cada um de nós volte a se importar.
Que cada um de nós volte a cuidar, inclusive de quem deveria cuidar de nós.
Só assim forjaremos uma nova geração de profissionais.
Profissionais que amam o que fazem.
Que estudam além do óbvio.
Que escutam o que não está no prontuário.
Que reconhecem, em cada paciente, uma alma e não apenas um caso.
E talvez, só então, a medicina volte a ser o que nasceu para ser:
uma extensão do amor.
E que esse amor nos cure, a todos.
"Quanto á questão do tempo...pois eu atrevo-me a dizer-vos que há coisas que levam o tempo todo, e quando a gente finalmente descobre, foi-se o tempo todo em coisa nenhuma."
Imagino o quanto tem lutado, o que tem passado e orado para vencer os desafios...
Mas uma coisa eu te digo;
os obstáculos sempre são vencidos
porque Deus não te abandona.
Ele te ouve, te aconselha e te dá a vitória.
Pois, ele sempre estará contigo.
Bem me quer,
bem te quero...
Mal me quer,
bem te quero.
Por mais que
me queira o mal,
eu vou sempre
te querer o bem.
Eu vejo que, cada lágrima que cai de mim, Deus a segura com as Suas mãos e até chora junto a mim. É inaceitável o mal neste mundo; ele corrompe, ele afasta você de Deus.
A verdade de Deus é imutável sobre este mundo. Mesmo que eu esteja no infinito e solitário vazio, Deus está comigo. Ele não me nega, mesmo quando não há fôlego, mesmo quando sou rejeitado.
Toda essa dor que carrego, e esse ódio que não posso direcionar... Que Deus esmague o mal! Que não exista nenhum resquício, pois portaram algo divino e forte, mas são arduamente covardes contra a raça humana, que foi amada pelo meu Senhor Deus.
Por que essa prostração diante do mal? Por que essa ingratidão?"
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