Quem sabe um dia eu Volto a te Encontrar

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⁠Quem é casa em si mesma, nunca se perde. Apenas se reencontra onde menos esperava.

O ontem definiu o que somos hoje, mas hoje podemos definir quem vamos ser amanhã.

PEDAÇOS

Espelhos mágicos de manhã me espreitam,
Estranhos lá dentro me evitam.
Quem é esse? Serei eu?
E o reflexo mergulha no breu.

Há um eu que se esconde, risonho,
Falante, faceiro, alegre sonho.
Entre goles e risos, no bar,
Aparece, dança, e logo se vê a desandar.

Sou mil eus, fragmentos dispersos,
Em cada canto, em cada verso.
Talvez um dia, num encontro louco,
Todos se juntem, em harmonia e socorro.

Mas hoje, sou multidão e eco,
Ressaca de eus, a seco,
A vida segue, quebra-cabeças sem fim,
Cada pedaço, uma parte de mim.

RPC 24/10/2024

Roberval Pedro Culpi

Quem não me quer no verão, não é justo me ter no inverno!

O impossível é apenas o ponto de partida para quem não desiste.

Quem caminha com coragem transforma obstáculos em degraus, e dai para o topo.

"Há três momentos muito comuns em que a maioria das pessoas volta a ser quem realmente é: na fúria, na embriaguez ou quando acredita estar longe demais para ser ouvida."

"Dizem que sou brega… mas que nome dar a quem me critica e, ainda assim, me copia?"

Quem deixa de cumprir a sua tarefa, devia ser punido pelo Dono. Pois, segundo Mahatma Gandhi, "quem não vive para servir, não serve para viver".

Entre o ego e a vaidade dos pais, quem perde são os filhos.


R.C.G.Medeiros

Com fé, esperança e otimismo.

Não dê ouvidos a quem tenta te limitar.

Quando chegar lá, olhe para trás e se orgulhe.

Agradeça a si mesmo por ter acreditado, por ter deixado o que não servia e por ter lutado pelos seus sonhos.

CARTA DE SOCORRO




A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:


Socorro!


Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Mas hoje, estou morrendo.


Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.


Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.


Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.


Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.


Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.


Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.


Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.


Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.

Você sempre receberá de mim a educação, porque isso carrego como princípio, como parte de quem sou.
Mas, se um dia a ignorância escapar de mim, não se apresse em apontar o dedo ou em me rotular.
Antes, reveja os seus atos.


Muitas vezes, a forma como tratamos alguém é devolvida como espelho, um reflexo, não uma essência.
Eu não sou a ignorância que, por impulso, posso soltar.
Sou o cuidado, o respeito, a calma que me esforço para oferecer.


Se a minha educação se desfaz em sua presença, é porque algo em você já quebrou os limites do que eu tolero.
E nesse momento, não é mais sobre mim, mas sobre o que você escolheu provocar.




Chay

Fé não é certeza. É coragem.

Quem tem fé não vê o caminho. Mas anda. E cada passo acende uma luz que não estava lá.

“Quando dois adultos desistem, quem paga o preço é quem nunca teve escolha.”

Na piada do abastado, quem pode filtrar as gargalhadas sinceras?

“Quem vive de fotos coleciona lembranças mortas; quem vive o agora eterniza a si mesmo.”

Em ocasiões especiais.
Idolatria ao morango do amor.
Aplausos para quem em forma de meme.
Falou o que seus pais tentaram te dizer.
E entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
E no planalto, os olhos do líder estão marejados.
Devido ao tarifaço!
Enquanto nos vãos centrais.
As crianças continuam na rua.
Sem eira nem beira.
Excluídos de tudo.
Sem lei, sem aulas.
Sem proteção.
Essa é a realidade.
Da nossa nação!
Ergamos a bandeira brasileira 🇧🇷

Desilusão

A vida caminha em desilusão,
como quem desfolha uma rosa
até restar apenas o espinho.

Quanto mais fundo se vê,
mais se percebe a dor
oculta nas promessas,
a farsa que sustenta a esperança dos tolos.

Não é o mundo que se torna pior,
é o olhar que já não aceita véus,
a mente que não consente
em fingir que não sabe.

A consciência pesa,
um fardo invisível que poucos suportam.
Os fracos se tornam cínicos,
os fortes aprendem a silenciar.

Pois tudo passa,
tudo é sombra em movimento.
O apego envenena,
a máscara sufoca,
e apenas no silêncio
há abrigo,
como um sopro leve
que não promete nada,
mas consola.

Roberval Pedro Culpi

27/08/2025

A bondade é a marca de quem caminha com o coração em paz.
Seja luz, mesmo quando o mundo tenta ser escuridão.
Um ato de caridade, um gesto de amor, um simples sorriso — tudo isso é força que transforma vidas.
O sucesso verdadeiro é plantar o bem todos os dias.
(Jorge Tolim)