Quem Nao da Audiencia Abre Concorrencia

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⁠AMOR PUERIL
Que potência tem o filtro
Do olhar de uma criança
Porque nele não infiltro
Se não trago a esperança

Bem dizia o Criador
Traz consigo a pureza
Sem máscaras ou pudor
Num sorriso sua leveza
Na franqueza o seu amor.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠ECOS DO SILÊNCIO
Não é preciso escrever por extenso
Muito mais forte que o verbo condiz
É a serenidade do silêncio
Não é mutismo o que isso lhe diz
Reflete bem antes do sofrimento
Sem grito ou rancor não se pede bis
Abafa algum eco e segue aprendendo!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠PENHORADO
Desejo muita afeição
Às coisas que não têm preço
Mais uma vida que é salva

Com gestos de gratidão
E de sincero apreço
Pequeno afago na alma

Mereces a imensidão
É assim que reconheço
Batendo forte na palma.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠SEJA O QUE FOR
O que não é o que não pode ser
E nem é o que não pode temer
E aconteça o que acontecer
Não abandone o que está em você!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠“RE”VOLUÇÃO
Vivemos tempos de muita reflexão. Onde culpar um inimigo, aliás, tese que não é novidade na história, é um dos fatores para tentativa de uma pseudo-união, que se forma em torno de combatê-lo. Antes que alguém me acuse do que quer que seja, pasme-se, por ambas as forças que cada vez mais se polarizam em nosso Brasil, convém que se façam alguns registros.
Essa caça às bruxas não nasceu de hoje, a história mundial já registrou vários desses episódios onde esse antagonismo implacável acabou por emplacar guerras, mortes, violência. Todos deram a vida por suas causas. E o que a humanidade tem evoluído com isso? Geralmente é e nome da liberdade que muitos perderam a vida.
Mais especificamente em nível de Brasil, nasci num regime de exceção e hoje o creio assim, haja vista que, embora não tivesse tido uma infância abastada, havia alguma ordem na sociedade e não vou reportar aqui ser era por força ou por educação. Em tal época, pelo que lembro, era preciso estudar para as provas, as lições eram “tomadas”, o trabalho doméstico era uma obrigação de todos, inclusive crianças, dentre tantos outros “disparates”. Inexistia qualquer criminalização para isso!
Em seguimento, vivi a abertura democrática, lembro que em tal época havia pressões sindicais entrelaçadas com outros interesses políticos, cuja bandeira comum era acabar com a ditadura.
Pois bem, a “dita cuja” faleceu, negociadamente, houve campanha para eleições diretas, com o povo nas ruas.
O país, entretanto, passou, a meu ver, a viver um período de abertura, mas, na imensa maioria dos governos, tanto os ditos de direita quanto os ditos de esquerda, houve a gestação, cada vez mais pujante, da grande mácula desse País Gigante batizada de corrupção – e com um excelente “pré-natal”.
Passamos por presidentes: com “problemas de saúde” (falo físicas), quase super-heróis (na luta contra os já velhos fantasmas), intelectuais (na época era apoiado pela direita mas hoje tem a pecha de esquerda), governos mais populares (à base de romanée conti) e, agora, um governo, eleito pelo povo como todos os outros, que também tem como bandeira central o combate à corrupção (comum na campanha de todos os outros).
Não é preciso repisar a história do que aconteceu e do que vem acontecendo.
As “desinformações” existem de toda a “desordem” (redundância proposital), desde a imprensa massiva até os meios mais populares de comunicação.
Há fomento de novos “valores”, como se toda a sociedade fosse obrigada a colocá-los acima de todos os outros que também sustentam as famílias. E mais, são situações que estão muito mais como bandeiras remotas em relação às verdadeiras atitudes. São muitas bandeiras levantadas em nome disso ou daquilo, mas a efetivação do amor ao próximo pouco se vê na prática, ali, do outro lado da rua.
Posso referir que já vi fervorosos defensores, das mais variadas bandeiras da modernidade, tratar com desdém e desrespeito um trabalhador de um restaurante. O que realmente vale? Bandeira ou atitude?
O sistema de um País democrático é sustentado em dois grandes pilares: respeito aos direitos e garantias individuais; e também na autonomia e independência entre os poderes.
Como será que estão nossos pilares?
A resposta, independendo de sua ideologia, a menos que se possa rubricar fortemente a hipocrisia, é que ambos estão fragilizados. E muito!
Ocorre que, ao ver do escritor destas palavras, os poderes não são autônomos e independentes há muito tempo.
Da mesma forma, o respeito aos direitos e garantias individuais, nessa disputa pelo poder, está cada vez mais fragilizada.
E o Outorgante Maior está cada vez mais desprestigiado!
Aquele que não reza na cartilha do congresso (nem vou dizer qual) não governa. Da mesma forma, estamos vendo um judiciário que a tudo pode (manda investigar, prender e ainda julga). Bem verdade que não sou favorável a outorga de uma carta em branco a quem quer que seja no executivo.
Mas as reflexões que entendo pertinentes são:
- Será que vivemos num Estado de Direito? Na forma e na realidade?
- Será que já não vivemos uma ditadura (mas travestida)?
- E o povo, nesse cenário, está, verdadeiramente, com seus direitos resguardados?
- Que Ordem desejamos?
Tudo ainda é uma incógnita, mas essa instabilidade não tem um nome ideológico, vem sendo fomentada há anos e financiada pela malfadada corrupção que assolou, assola e não se sabe, por quanto tempo, ainda assolará esse amado País.
Estejamos sempre altivos e intransigentes com os nossos valores, não os fragilizando em nome de quem quer que seja.
A respeito da grande reforma, pego carona no legado deixado por Immanuel Kant: “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”.
Tenhamos fé que, de alguma forma, a Ordem se estabeleça, a Paz possa reinar soberana e o respeito a todos que pensem de forma diversa seja respeitado.
Encerro nas palavras de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras do que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.
(Alfredo Bochi Brum)

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠"VERTER ANOS"
Nesses cabelos tubianos
Trançam histórias dos anos
Com rastros que não reclamo
Pois aqui fiz muitos manos
Por vezes rasguei os planos
Quase à beira do insano
Peço perdão pelos danos
Que tenha feito ao paisano
Assim meio veterano
Não me preocupa o Cicrano
Arredio ao cotidiano
Claro que não puritano
Sem deixar ser leviano
Chego a ser espartano
Às boas causas que tramo
Quero acalmar quem eu amo
Quando eu me for pra outro plano
Por tudo que paleteamos
Um infinito encontramos.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠TABACUDO
Pode chamar de tabacudo
E até dizer que não gosta
Por não querer ser nesse mundo
Mais uma laranja de amostra.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠GOL DE PLACA
Quanto talento folclórico
É coisa que não se esvai
No palco do Boqueirão

Num cumprimento eufórico
Lá vem um “só vai, só vai”
Com um positivo na mão

Aqui se faz metafórico
Numa pirueta não cai
É mais um gol do Jorjão!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠QUIEVE
E o peso das armas ao que serve?
Que venham aos homens outros estalos
Não são bombas que os deixam mais leves
Enquanto um irmão é feito xibalo
Infeliz história que se reescreve
Um colo de paz precisa de embalo
Pra louvar a vida lá em Quieve.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠PREITO
Corta forte no peito
A dor que não tem jeito
Vai judiando o sujeito
Que se sabe imperfeito
É preciso respeito
Quando algo é desfeito
Sempre fica um proveito
Experiência é um eito
Que eleva o efeito
Melhorar é um pleito
De se ver mais direito
O caminho é estreito
Para um bom conceito
E ter paz em seu leito.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠FADO
Nesse mundo louco
Dê-lhe esporas pro teu cavalo
Tudo escute um pouco
E cale o que não tem diálogo
Que gritem os roucos
Pratica firme o teu decálogo
Com ouvidos moucos
Faz do fado o teu regalo.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠CERTEIRO
Eis um baita problema
Refoge ao controle
Pronunciar a blasfêmia
Não te faz melhor homem
Sobrará só felema
Dispara: não amole
Vai na mira o teu lema
Que o alvo te engole!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠LEGADO
Dos meus amigos levei tudo
Num caminho de duas mãos
Divisão que soma e é rica

Não é concordando "com"tudo
Por vezes até uma sanção
Boa intenção tudo ameniza

Cresci um gigante pro mundo
Com a força de um Sansão
O maior legado que fica.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠VEIOS
E o trem partiu
Ficou o vazio
E um arrepio
Não dei um pio
Me fiz de frio
E por um fio
Brotou um rio
A Deus confio!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠CATAPULTA
Muito menos que uma vítima
Talvez seja um predador
Não importa mais a crítica
Bem mais vale o amor
E sem pretender perdão
Procurando uma desculpa
Desamarra esse cordão
E liberta a catapulta.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠Não sou escritor, apenas tento redigir minha própria alforria diuturna!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠VIDA MUNDANA
É tamanha a artinhanha
Dessa vida que é mundana
Com tantas severidades
Não importa qual idade
Mais vale é estar junto
E quando tudo no mundo
Darias por um minuto
Prum carinho diminuto
Será tarde num segundo!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠CLEMENTE
Mas é uma peleia ingente
Nesse torrão conturbado
Não se pode andar pra frente
Ancorado no passado
Viver o tal do presente
Desimporta qual o fardo
Chacoalhar o corpo e mente
Sem ficar apavorado
Campereando persistente
Pra se fazer melhorado
Nessa busca intransigente
De aplainar o errado
Num exercício clemente
Que jamais será encerrado.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠NÃO É DO MEU TAMANHO
Peguei emprestadas as vestes da ingenuidade
Ficaram meio apertadas: não adianta forçar!
Tentei me fazer de besta pra não ver a maldade
Não é confortável e não tem como disfarçar
Aceitar tudo inerte não pode virar a moda
Prefiro ser demodê não transigindo o meu ser
É preciso um corte severo como quem poda
Fazendo novos recortes pra vestir o aprender!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠PRUDÊNCIA
Quando carente tudo atropela
Não pensa e nem vê a sua indecência
E nem um remendo há de servir
Na explosão sempre há falta dela
Na reflexão matiz de prudência
Pintando a sabedoria de agir.

Inserida por alfredo_bochi_brum