Quem Nao da Audiencia Abre Concorrencia
Demonstrar respeito aos outros não é uma escolha, mas obrigação devida a todo indivíduo enquanto pessoa. Ninguém pode estar sujeito àquela falta de respeito que o exponha ou inferiorize, isso é fato. Mas há um outro tipo de respeito que nos brota na essência, queiramos ou não, e não se consegue oferecer gratuitamente quando o outro revela não dá-lo a si mesmo. Resta-nos, nesse caso, dedicar o obrigatório a todos, porquanto seres humanos, mas não desperdiçar aquele de caráter íntimo com quem inequivocamente não dá qualquer importância ao ato DE SE FAZER respeitar.
Passar pela existência não é o mesmo que evoluir. Este segundo conceito acontece quando trocamos a pergunta "O que vou fazer?" por algo como "Por que o estou fazendo?" e, ato contínuo, definimos prioridades para o próximo momento e retemos do passado apenas o que deu bons frutos.
Ter reunido mil pensamentos não significa que ainda concorde com boa parte deles, já que expressam etapas distintas do meu crescimento e o primeiro fica longe de retratar o homem que me tornei ao escrever o último. A importância de todo o conjunto é servir como indicador de minha caminhada, e de referência a outros no momento em que se identificam com eles. Não há nada mais assustador do que comparar um primeiro pensamento com o último e descobrir que nada mudou entre um e outro!
Quando se segue justificando um líder sem caráter não há como escapar de um destes entendimentos: a pessoa não se informa, e a ignorância fá-la crer que é esperta; ela ainda olha para seu mundo de faz-de-conta com “olhar de poliana”; ou – o que é pior – ela tem o caráter tão distorcido quanto o líder que apoia. Mas encaixá-la sempre neste último tipo não revela uma visão menos distorcida e indigna do que qualquer outra.
O problema do extremista é trocar o relativo pelo absoluto. Não existe senso crítico ou justiça quando se é o lado certo, e seu oposto é sempre o lado errado independente do que faça. Tais conceitos não estão atados a ideologias, mas a ações e - mais do que isso - a intenções, mesmo quando se erra. O “ismo” das legendas conduz pessoas a enxergar um todo fixo e invariável, e isso lhes subtrai toda legitimidade para julgar quem quer que seja.
O errado não é "mudar de lado", mas estabelecer-se neste último, em lugar de trocar quantas vezes se distancie do que seria correto fazer. O ideal é ocupar o centro da gangorra, única forma de preservar a visão "des-envolvida" dos extremos, e aproximar-se do mais leve apenas para restabelecer o equilíbrio de forças.
Negacionistas é como a ciência chama àqueles que negam tudo do que não entendem, ou criam versões próprias da realidade para eles mesmos. Só não lhes ocorre que a verdade continuará sendo a que é, independente de a aceitarem ou não, o que deixará a descoberta mais traumática do que optar pela dúvida até que ela se revele de forma inequívoca e incontestável.
Durante uma conversa em que o emocional ocupe uma das pontas, não há nada que a racionalidade do outro possa usar para ser melhor interpretado, e toda emenda vai se revelar pior que o soneto.
O naturista idealiza um mundo que não precisará mais de “ordenamento jurídico” para se exercer o respeito entre pessoas que se percebem através da visão interna, em lugar de olhos físicos que se detêm na superfície do invólucro humano.
Usar de adjetivos como “verdadeiro” ou “autêntico” para se referir a um naturista não é apenas desnecessário, mas também redundante. Sua natureza, por si mesma, já o torna assim, pois todo aquele que não esconde o corpo mas não vive o naturismo não vai além de nudista.
Se há um tipo de pessoa que não angaria respeito ou mereça credibilidade alguma, é o daquela que constrói “verdades” a partir das próprias crenças sem ao menos se empenhar em entender o mínimo do que fala.
Não é papel nosso atuar como juízes de realidades diferentes da nossa. O nome dado a tal ato é preconceito. Precisamos é tentar entendê-la. Se não for possível, pelo menos respeitá-la.
Respeito e convívio são coisas distintas, um é obrigatório, o outro opcional. Mas o fato de não buscarmos o convívio por nos virmos o oposto de uma outra pessoa não nos exime de respeitá-la, nem legitima qualquer ato que possa feri-la em sua honra ou se preste a agredir seus sentimentos. A forma como tratamos nossos diferentes diz muito mais sobre nós do que sobre eles.
É comum ver pessoas se melindrando com visões críticas por não saber distingui-las de censura ou julgamento. Ao mesmo tempo se vê outras maquiando suas grosserias como “crítica”, quando também não dá para confundir as duas coisas: a crítica é direcionada para as ideias, a agressividade para as pessoas. Desse modo o recurso de se alegar uso de crítica para mascarar uma clara agressão a outrem não vai além da estratégia dos covardes.
Acreditar ou não num deus é uma crença como outra qualquer: apenas se crê que exista ou se crê que não exista. Mas, apesar disso, os dois lados se veem no domínio de uma "verdade", inalcançável a ambos, de que se utilizam para menosprezar-se mutuamente em vez de tentar entender que são exatamente iguais, somente seguindo em direções contrárias.
O melhor médico que podes ter é o que sabe o momento certo de te dar alta. Não será ignorando o teu mal que te livrarás dele. Trata, portanto, tua dor como o médico que melhor sabe de ti de forma a te cuidar, te ensinar o que fazes de errado, e sobre como corrigir o mal feito para que logo voltes tu mesmo a andar com tuas próprias pernas.
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