Quem Nao da Audiencia Abre Concorrencia
Não estar sozinho vai muito além de ter alguém ao lado. Há solidões que resistem à presença humana. Quando falo em não estar só, refiro-me à alma sem Deus, porque a ausência d'Ele é a mais profunda forma de vazio que se pode experimentar.
Não estar sozinho é mais do que ter alguém ao lado. Há vazios que nem a presença humana é capaz de preencher. Quando digo que não estejamos sós, refiro-me à comunhão com Deus, porque é Sua presença que verdadeiramente preenche a alma, e Sua ausência, o mais profundo abismo que o coração pode sentir.
LUZ
Quando Te encontrei, em trevas me perdia,
e nuvens de agonia velavam o meu dia.
Não via um só farol, um sol que me aquecesse,
nenhuma esperança que em mim florescesse.
Os lábios, ressequidos, de sede a clamar,
e a vista, em denso véu, cessava de enxergar.
Mas em Ti, vi a chama, a vida em seu fulgor,
uma fagulha acesa de um novo alvor.
Um amor me ensinaste que a voz não alcança,
Tua palavra abriu-me as portas da bonança.
E a paz, como um rio, tomou meu coração,
lavando toda a mágoa, toda a escuridão.
Teu amor que me ergueu, ao mundo pode erguer,
pois tens a chave mestra do nosso renascer.
A chave da sapiência e da libertação,
da vida que floresce em pura emoção.
Muralhas de ignorância, teu sopro desfaz,
e a noite se dissipa na luz que o teu amor traz.
A vida não se extingue, pois és ressurreição.
Em Ti, Deus fez-se Homem, Pai, Amigo e Irmão.
Em Ti, a essência pura do Amor se fez...
Em Ti, o Amor Divino se fez Jesus.
Sócrates exclamou que a virtude está centralizada, mas, se não decidirmos o rumo da teoria, seremos divididos, o consciente não receberá significado do contínuo, apenas a perdição do futuro, apenas a promessa do além, apenas a falta do concretismo Neoliberal, em apoio, temos a história.
Depois de Tanto Tempo
Ah…
depois de tanto tempo,
me machuquei de novo.
Não por ele,
mas por tudo o que eu carreguei sozinha no peito.
Eu compreendo.
Sei que ele não quer nadar agora,
e eu não culpo a maré.
Mas ainda assim, mergulhei.
Tentei remar contra o silêncio,
tentei fazer a gente acontecer
na força do meu afeto.
Dei tempo,
dei espaço,
dei alma.
E talvez tenha me perdido um pouco
tentando manter a gente inteira.
Mas cada coisa tem o seu tempo,
e às vezes o nosso
não vem junto.
E isso…
isso não tem conserto,
nem resposta,
nem plano B.
Só tem o vazio de quem tentou,
de quem amou mesmo sem certeza,
de quem quis ficar
quando o outro já ia embora em silêncio.
Então tá…
não tem o que fazer.
Só deixar o tempo curar mais essa ferida
e torcer, bem lá no fundo,
pra da próxima vez
o amor me encontrar de mãos dadas
com alguém que também queira ficar.
Sigo firme, na paz da minha consciência,
Trabalhando, vencendo, sem pressa, com essência.
Não corro atrás de quem não sabe o que quer,
Porque quem vive de agrado, se perde sem perceber.
Prefiro a solidão da verdade,
Do que a companhia de quem finge maturidade.
Enquanto uns se preocupam em não magoar quem não liga,
Eu cuido da minha alma, da minha vida, da minha autoestima.
É preciso estar em silêncio.
Não o silêncio de fora —
o de dentro.
Aquele que vem quando a alma
para de se explicar.
Só assim. Só no vazio do ruído
é que as coisas miúdas falam.
E elas — tão pequenas —
são as mais belas.
Porque são as únicas verdadeiras.
A cachoeira escorrendo sobre as pedras,
sem pressa de chegar.
O pássaro tecendo o ninho,
com o mesmo fio do tempo.
A semente rachando o solo,
num instante que ninguém vê.
As coisas pequenas —
essas, sim, sussurram em maiúsculas.
São tímidas, como o amor
quando ainda é um segredo.
Mas belas. Inteiras.
Mas a paixão...
ah, essa berra.
Espetada no peito,
atropela as frases,
rouba o fôlego e o sentido.
E cega.
E ensurdece.
E transforma o outro
num eco do que falta em nós.
O amor não.
O amor é a pausa.
Espera a febre passar.
Senta ao lado.
Não exige.
Olha —
e reconhece.
Só quando tudo se aquieta
é que o coração entrega
sua palavra crua.
Só quem para — de verdade —
ouve, enfim,
o que as bocas nunca disseram.
E então, no silêncio que sobra,
toca o impossível:
ser entendido
sem precisar falar.
Você me pergunta se eu te amo.
Digo que sim.
Você me pergunta o porquê.
Mas a resposta não cabe nas palavras.
Ela mora nos gestos que escapam da boca:
nas panquecas com mel feitas de surpresa,
no silêncio que não coça a garganta,
no erro que você comete
e eu deixo passar como nuvem.
Não por dó —
mas porque o amor é míope (como eu sou)
e prefere enxergar embaçado.
O amor é transcendental.
Ou seja: escapa.
Foge das definições como um gato —
no peitoril da janela,
olha para você, mas não obedece:
é a imprevisibilidade que se deixa ficar.
É um peixe vivo na banheira da alma —
algo inadequado, mas presente.
Ou a sombra de um pássaro:
risca o chão e some antes de você apontar —
pura efemeridade.
É sagrado,
porque é inútil (não serve para nada).
Como um copo d’água na madrugada —
não sacia, só umedece os lábios.
É real,
porque não precisa ser provado.
E é impossível.
Como traduzir o cheiro da chuva
sem nomear a saudade?
Conexão
Tem coisa que não se explica,
só se sente.
Um olhar que atravessa,
um silêncio que entende.
É pele que reconhece,
alma que se enrosca,
energia que dança
sem precisar de resposta.
Não é só corpo,
é encontro.
É quando o tempo desacelera
e o mundo vira nós dois — pronto.
Conexão é isso:
não força, não cobra,
só flui…
e vicia como se fosse obra de outra vida.
A educação de palanque não constrói, modela; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não desenvolve a autonomia, conduz a heteronomia; não media a criticidade, aliena o aluno; não aplica a equidade, pois foca na meritocracia como motivação; não consegue exercer seu papel social porque seu objetivo não está no que pode fazer, mas no que pode aparecer.
Muitas vezes não conversar algum assunto não significa não querer resolver, mas buscar a melhor forma de comunicar no momento mais confortável.
A felicidade para ser sentida por meio da aceitação do outro, não é felicidade é necessidade de ser aceita.
Talvez tenha sido breve, o momento não se repete.
O que passou, passou!
Possa ser que uma nova oportunidade aconteça, mas não será aquele momento que você deixou passar.
A mente está presa ao passado, não vive o presente e idealiza um futuro sem resolver a doença mental a qual está submetida.
O medo de tentar e dar errado está tão empregado, que a auto sabotagem já se sobressai sobre a vontade de começar.
Mentes vazias, mentes ocupadas de um lixo tóxico chamado passado.
Você nasce sem saber nada e morre tentando aprender, mas em nenhum momento tentou se conhecer.
Islene Souza
Não é fé ou prazer que me prende ao mundo, e sim todas formas de angústia que a vida tem a oferecer.
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