Quem Mexe com Ferro com Ferro Sai Ferido

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A esperança, quando visita, pede licença e sai sem explicação.

A solidão que carrego às vezes veste meus melhores trajes. Sai comigo para jantar, sorri, cumprimenta desconhecidos. No trecho de volta, tira a máscara e chora soprando o travesseiro, como quem revela ao mundo a própria face cansada de fingir.

A felicidade é um visitante que nunca traz malas, fica apenas o tempo de um café e sai sem se despedir, deixando apenas a louça suja da saudade. Já a tristeza é aquela visita que chega com caminhão de mudança e decide que o sofá agora é o seu lugar permanente.

Você sempre sai do outro lado melhor do que entrou

Poemas


Saí num dia qualquer.
Luzes acesas, risos no ar,
todo mundo parecia ter
um motivo para celebrar.


Andei entre vozes e abraços,
mas ninguém percebeu meu olhar.


Era como se, em meio à multidão,
eu tivesse deixado de existir ali.


A solidão segurou minha mão
quando vi que não tinha com quem ficar —
sem amigos, sem convite,
só o desejo de voltar.


E voltei…
Não porque a noite acabou,
mas porque às vezes dói demais
assistir o mundo girar
quando a gente sente
que não tem onde se encaixar.

Mulher Quando Sai do Eixo
Helaine Machado
Tem dias que ela se desencontra de si,
como quem se perde no próprio caminho.
O sorriso falha, a voz se recolhe,
e o coração já não encontra ninho.
Quando a mulher sai do eixo,
o mundo ao redor também se inclina.
Nada mais cabe no lugar de antes,
nem a dor que insiste, nem a rotina.
Ela cansa de ser fortaleza,
de sustentar o que ninguém vê.
Por dentro, um grito contido:
“Quem cuida de mim, se não eu mesma, por quê?”
É no limite do silêncio
que ela quase se desfaz,
mas é também nesse abismo
que descobre o quanto é capaz.
Porque quando ela se rompe,
não é o fim — é transição.
É Deus ajeitando os pedaços
e devolvendo direção.
Helaine Machado

Desde que nasci, eu nunca saí de dentro de mim; porque me iludir então, vivendo para o mundo longe de mim?

De todas as vezes que eu morri, eu nunca saí do aqui.

Tudo que fica no pensamento é teoria; o que sai do pensamento é prática.

Minha consciência é meu segurança particular, porque é ela que cuida do que entra e do que sai da minha mente. Meu inconsciente é minha residência, o lugar onde tudo que sinto, penso e vivo se acumula, mesmo sem eu perceber. Se meu segurança se distrai e dorme, se minha consciência perde a atenção, a mídia invade. Ela traz ideias, valores, medos e desejos que não são meus, ocupa minha residência sem pedir permissão e começa a me influenciar. Por isso, é minha responsabilidade manter meu segurança acordado, atento, protegendo o que deixo entrar na minha mente e no meu ser.

Não aceito laço pela metade,
nem coração com porta aberta.
Onde entra um terceiro, sai a verdade,
e a alma sente que não é certa.

O amor e o ódio são um jogo sem regras e sem leis no qual quem sai vivo é o vencedor!

Cheguei primeiro


Saí por último


E ninguém me notou

Beleza que Reflete Serenidade e a Poesia que sai do seu Reflexo

Numa fotografia, vi atenciosamente uma beleza estática dentro de uma cena entusiasmante — a expressão de uma poesia sem palavras. A janela estava aberta e a serenidade se sentiu convidada e, como sempre, ela foi muito bem recebida e prontamente abraçada.

Olhos brilhavam em um belo semblante; os raios de sol tocavam com gentileza a pele. Uma arte veemente no interior sendo o reflexo de uma linda paisagem do lado de fora — soma de vários detalhes distintos, unidos de uma maneira harmônica — traços de calor e romantismo.

E agora, uso esses versos para dar voz a essa rica imagem que estava em silêncio, mas que tinha muito a dizer de acordo com o meu senso poético: significados; sentimentos e a vida existente além do registro admirável de um simples momento, expressivo, profundamente sereno.

De cada ser humano sai um cordão de luz em direção ao céu. E quando duas almas que estão destinados a ficar juntos se encontram, os seus fluxos de luz unificam-se e passa a existir uma única luz brilhante.

Pés machucados


Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
sem olhar o sinal,
sem sentir o tempo passar,
sem querer voltar...
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
onde o silêncio embala meus pensamentos,
e a insônia a me rondar em passos lentos.
Cada estrela é um sussurro no escuro,
velando meus sonhos adormecidos,
na esperança de um novo amanhecer.
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
não sei mais quanto tempo faz...
O caminho de volta
encontrar não sou mais capaz...
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
A noite se estende,
silenciosa, fria,
onde o sono se esconde,
tecendo sonhos fugidios,
na dança lenta da insônia.
Andei... ando sempre andando,
sigo caminhando,
sem rumo, sem direção
vou continuar
até a dor dos meus pés
ser maior que a do meu coração.

O sermão que a gente prega, se a vida não confirmar, é como o vento que sopra mas não sai do seu lugar.⁠

Pássaro que não sai do ninho... não aprende a voar.
Gisele Fernandes Vieira Fidelis

Saí pra me abrir
com o vento e voltei reinventado.

A PAZ EM VIVER


Hoje é quinta feira, acabo de almoçar e como de costume saí para correr. Estava em dúvida se iria correr na esteira da academia, ou em uma pista que tem no clube em que frequento. Dessa forma, como o dia estava maravilhoso, ensolarado e com uma brisa fresca, decidi correr na pista. Até parece que eu iria desperdiçar um cenário desses, para ficar trancada correndo sem sair do lugar, em uma academia lotada. Não sei explicar o porquê, mas naquela tarde eu precisava de um tempo comigo mesma, um espaço para esvaziar a cabeça. Chegando no local a paisagem era perfeita, somente eu, a natureza, e o som prazeroso dos passárinhos em minha volta.


Iniciei minha corrida, mas tinha algo diferente em mim, parecia flutuar, e comecei a prestar atenção em cada passo dado. O momento fluia calmamente, como um mar calmo em um dia mais ou menos quente, tudo estava diferente, a tempos não me sentia dessa forma, leve como uma pena. Na maioria das vezes, quando saio pra correr, estou no automático, sem mesmo perceber a beleza do esporte, contudo, essa vivencia me fez refletir sobre essa automatização. A harmonia da natureza diante de meus olhos, me fez soltar todo o peso que eu levava em minhas costas, somente aquele instante importava e nada mais passava em minha mente. De repente, uma sensação de plenitude tomou conta de meu ser, o ar que entrava e saia de meus pulmões, limpava todas as angústias, medos e tristezas que estavam presos em meu interior. Tudo entrou em perfeito equilíbrio, o tempo simplesmente parou de existir por alguns poucos minutos.


Mais tarde quando voltei pra casa, percebi que a paz se apresenta para nós em diversas ocasiões da vida, mas como vivemos em uma síndrome de robôs, automatizados toda hora, nossa percepção desses prazeres desaparece. A paz é simples, o viver bem é perceber os pequenos momentos de plenitude da existência humana, como sair para correr em um dia qualquer e liberar a negatividade, observar um pássaro cantando, contemplar a natureza, simplesmente viver cada fração de segundo, um de cada vez, sem sair se atropelando por aí. Com isso, a sensação de paz se faz necessária para cada ser humano que existe, sem isso a gente entra em pane. E para encontrá-la? Precisamos nos livrar dos inúmeros pensamentos de nossas mentes, e nem que seja por um minuto, observar com calma o universo de coisas lindas e ao mesmo tempo tão simples, acontecendo ao nosso redor. Sem dúvidas, esse é o jeito mais simples de encontrar a paz.