Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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A humildade não pode ser apenas vista, tem que ser vivida

Inserida por joaopaulosc4

A dádiva de responder meu sim para Deus mostra o meu não para as coisas ruins deste mundo. Você é sal ou açúcar? É quente ou frio?

Inserida por AndersonCDO

Ocaso o caso acaso casou raro? Não, casou jovem e morreu velhinho.

Inserida por AndersonCDO

Ser apenas grão não faz de você uma semente. Tem de morrer para nascer.

Inserida por AndersonCDO

Fé não é bastão nem tampouco pescaria, contudo, uma entrefase pelo céu e terra, reunidos na distância da dicotomia da realidade cotidiana, e inseridos nela também.

Inserida por AndersonCDO

Quando se marcha ao caminho da presença de Deus agindo em nós, o melhor se encontra onde você não teme o mal. No coração de Cristo.

Inserida por AndersonCDO

Sempre que escuto não ouço direito. Direito é dever de todos.

Inserida por AndersonCDO

Mas o tempo, está ao seu lado, está ao seu lado, agora
não empurrando você para baixo, e tudo envolta
isso não é causa para preocupação

Inserida por matheusmontenegro

⁠A militância já não luta, lucra.

Inserida por I004145959

⁠Quando não carrego rótulos, eles não sabem onde me atacar.

Inserida por thiago_sousa_6

⁠Sem repressão, não há civilização — só instinto e conflito.

Inserida por I004145959

⁠Repressão em excesso não civiliza, traumatiza.

Inserida por I004145959

⁠Sócrates exclamou que a virtude está centralizada, mas, se não decidirmos o rumo da teoria, seremos divididos, o consciente não receberá significado do contínuo, apenas a perdição do futuro, apenas a promessa do além, apenas a falta do concretismo Neoliberal, em apoio, temos a história.

Inserida por joaomelloreal

⁠Não é no volante que se compensa o relógio.

A velocidade no asfalto é convite ao velório.

Inserida por I004145959

⁠A vida, a integridade física e a dignidade humana não deveriam ser relativizadas. Quando a cultura mutila corpos e apaga vidas, cruza a linha entre o humano e o inaceitável.

Inserida por I004145959

⁠Não concentre toda sua energia no futuro. O presente é o que no futuro será o seu passado. Você almeja algo para amanhã? Não ignore o hoje.

Inserida por rmora3s

⁠O coro e o desaforo do moço fazem parte da idade, mas não podem ser soltos ao gosto.

Exigem um esboço — de limites, de rumo, de estrada —, pois sem norte, a juventude se perde na própria pisada.

Cabe ao adulto, com firmeza, tato e sabedoria, ser guia, para que o impulso não vire ruína; sem freio, a juventude se atropela na própria sina.

Inserida por I004145959

⁠Quando o outro não está pronto para escutar, explicar vira barulho, e defender, desgaste. Melhor ceder e deixar o tempo esclarecer.

Inserida por I004145959

⁠
O Cincar Noturno

Não era o fumo que eu buscava,
era a noite.
A noite que dormia nas ruas vazias,
no asfalto úmido refletindo néon,
no silêncio que respira entre os prédios.

O maço? Apenas o pretexto,
a moeda de troca com o escuro.
A porta rangendo não foi interrupção, foi passagem.
O corpo, pesado de horas paradas,
desdobrou-se em passos,
e cada passo foi uma pergunta
ao chão das sombras.

Na bodega iluminada a ferro,
o balcão era um altar de luz fria.
O caixa, um sacerdote do trivial,
entregou-me o pacote retangular
— cápsula de folhas mortas —
sem saber que me dava
a chave de um reino.

Mas o milagre não estava no objeto,
e sim no regresso:
o ar noturno lavando a face,
a lua (sempre cúmplice)
desfiando fios de prata nos fios elétricos,
o próprio peso do maço no bolso
pequeno âncora do presente.

Ah, a magia!
Morava no intervalo:
na ponte entre o quarto estagnado
e a rua que pulsa devagar,
no instante em que o peito se expande volta a pulsar
para colher o vento noturno,
na solidão que de repente
sabe-se parte de um todo silencioso.

Cada passo, encruzilhados ultrapassadas, de volta
era um renascimento mínimo.
O maço, intacto, esperava,
mas eu já vinha transformado, aquilo talvez, um sonho,
trouxera na palma da mente
a quietude dos postes acesos,
a geometria sagrada das janelas escuras,
o cheiro da terra molhada
e o rumor distante de um mundo
que respira quando ninguém o vê.

Acendi o cigarro algum?
A brasa necessária
já ardia no peito:
era o fogo do encontro
com a noite descalça,
com o tempo que se curva
sobre pequenas peregrinações.

O maço repousa sobre a mesa,
ícone de um êxtase cotidiano.
Pois a verdadeira chama
— sabes agora —
nunca esteve no papel e no tabaco,
mas no caminho que o corpo fez
entre a necessidade inventada
e o abraço involuntário num beijo necessário,
com o mundo noturno,
puro,
indiferente,
e profundamente teu.

Inserida por OdaraAkessa

⁠
O Amor Simples

Não é templo de mármore,
Nem soneto entalhado em ouro.
É a água clara no copo,
Quando a sede te corta o coração.

É a semente que não discute a terra,
Apenas abre mão de ser semente.
É a raiz que se faz escura e forte,
Para que o galho alcance o sol.

Não te pede versos, nem suspiros,
Nem joias de palavras raras.
Pedir-te-á as mãos vazias,
E o silêncio que sabe escutar o vento.

Será às vezes macio como a lã
Que envolve o frio dos teus ossos.
Outras vezes, áspero como a raiz
Que desfaz a pedra no caminho.

Não se mede em promessas altas,
Mas no pão repartido ao meio,
Na lenha recolhida no outono
Para o lume do inverno teu.

Quando vier, não trará coroas,
Nem vestes bordadas de desejo.
Virá descalço, como a chuva no chão seco,
E dirá apenas: "Eis-me aqui.
Sou a sombra que te segue,
E o vento que te chama para além."

Inserida por OdaraAkessa