Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.

O homem que despreza a opinião pública é muito tolo ou muito sábio.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

A razão também tiraniza algumas vezes, como as paixões.

Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.

Qualquer povo defende sempre mais os costumes do que as leis.

Preocupa-nos mais que falem de nós, do que a maneira como falam.

A vida tem uma só entrada: a saída é por cem portas.

Perdoamos tudo a nós próprios e nada aos outros.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

Num Estado, isto é, numa sociedade onde há leis, a liberdade só pode consistir em poder fazer-se o que se deve querer e em não estar obrigado a fazer o que não se deve querer.

O avarento mais preferiria que o sol fosse de ouro para o cunhar, do que ter luz para ver e viver.

O homem sem paciência é como uma lamparina sem óleo.

O interesse explica os fenômenos mais difíceis e complicados da vida social.

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

Os preguiçosos têm sempre vontade de fazer alguma coisa.

Há males na vida humana que são preservados de outros maiores, e muitas vezes ocasionam bens incalculáveis.

Embora possamos ser sábios do saber alheio, sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria sensatez.

O amor-próprio do tolo, quando se exalta, é sempre o mais escandaloso.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.