Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.

O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.

O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.

O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.

Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.

Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.

O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.

Um leitor inteligente descobre frequentemente nos escritos alheios perfeições outras que as que neles foram postas e percebidas pelo autor, e empresta-lhes sentidos e aspectos mais ricos.

Num povo ignorante a opinião pública representa a sua própria ignorância.

É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.

Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.

As repúblicas acabam pelo luxo; as monarquias, pela pobreza.

A honra tem assim, as suas regras supremas, e a educação é obrigada a respeitá-las. Os princípios são que nos é sem dúvida permitido preocuparmo-nos com a fortuna, mas que nos é absolutamente proibido fazer o mesmo com a nossa vida.

Apenas um homem de gênio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscienciosos e lúcidos.

Seja no que for, temos de ter em conta a finalidade.

O amor é um poema essencialmente pessoal.

O invisível é real. As almas têm o seu mundo.

A nossa imaginação gera fantasmas que nos espantam durante toda a nossa vida.

Parece, Meu Caro ..., que as cabeças dos homens mais notáveis minguam quando se reúnem, e que onde há mais sábios, há também menos sabedoria. Os grandes grupos, prendem-se tanto aos momentos e aos vãos costumes, que o essencial não vem senão depois.