Quem Domina sua Lingua
Meu nome não te interessa, muito menos quem eu sou ou quem eu deixei de ser, o que te interessa mesmo é o motivo pelo qual eu estou aqui, e adivinha meu amigo, isso está fora dos seus limites.
Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.
Sou firme resultante do ódio e do amor contidos
Sou regeneração de quem chamavam de bandidos
Sou um tapa na sua cara se isso for preciso
Se você me usar pro mal eu te derrubo e te piso
Se você me quer por interesses profanos
Você será cobrado, sim, pelos seus próprios manos
Posso te transformar num fracassado ou num herói
Vou te bater pra ver se aguenta o quando a vida dói
Vou te testar, fazer sofrer por vários meses
Mas se me amas não negue meu nome por 3 vezes
Vou te fazer viver, vou te fazer sonhar
Vou te fazer querer, vou te fazer lutar
Vou te fazer sofrer, vou te fazer chorar
Vou te fazer tremer, vou te fazer gritar
Fazer sentir que tudo pode ser melhor
Fazer sentir que tudo pode ser maior [...]
Eu sou o quilombo dessa nova geração
Eu sou seu tombo mas também sou o seu chão
Eu sou justiça mas também sou o ladrão
Eu sou milícia, eu sou a arma na sua mão
Feito um bom pai eu te aconselho filho:
"Você tem uma arma e nessa arma existe um gatilho!"
Se não conhece as instruções esqueça
Pois se não sabe onde mira seu rap atira na própria cabeça [...]
Quem divulga textos vinculados a autor desconhecido é no mínimo um golpista: destrói o que não pode possui, nega o incompreensível, insulta o invejável, Eu abomino os ladrões de alma!
Só quem tem uma crush no busão sabe o que é ter disposição de ir pra parada cedo, quando a gente namorar ela vai pegar o busão de 7:45 pq o de 6:45 é muito cedo.
A cigarra e a formiga
Carlos Nery
Disse, com fome, a cigarra
Assim como quem se agarra
À tábua da salvação:
Escute amiga formiga,
Você nunca foi amiga,
Mas dê-me um pouco de pão!
A formiga, abundante de pão
E de mesquinhez,
Respondeu com seu rompante,
Negando ajuda outra vez:
Não pra você que é autora
De música e é a cantora,
Do dia azul de verão.
Não lhe darei alimento,
Pois Deus lhe deu o talento,
Pra que ganhasse o seu pão.
Mas se esqueceu a formiga,
Que no coração abriga
O egoísmo e o desdém,
De uma lei que é divina,
Que o nosso Jesus assina:
Dê sem olhar a quem!
E você estava ali do meu lado;
Eu sentindo seu cheiro,
Seu calor,
Sua pele macia.
Eu pudia tocá-la
Apertarte contra mim!
Mas ao mesmo tempo
Você não estava
Porque preferia não fazê-lo;
O medo da reprovação
Sempre é a pior das angústias
Quando se está apaixonada
Você acordou
Me disse que estava sem calcinha
Fiquei atordoada!
Não sabia o que falar
Só sentir
Sentir mais vontade de você.
Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.
Sua olência ficou em mim, assim como as afirmações e adjetivos de lisonjas sabe la se verdadeiras.
Sua crina a se esparramar em meu peito enquanto afagava sua cabeça, ricos eramos em acalentos.
Como quem monta éguas selvagens de Diomedes que devoram os estrangeiros, te pucho fortemente para mim entrando em você com toda sorte de impulsos violentos do amor eros.
Disputa brutal, ali fiquei atacando quando você queria escapar e quando afrouxava era atacado por você.
Como escapar do que nos prende porque desejamos ser presos.
Culpa do desejo pelo bruto, pelo inverso, pelo longínquo, pelo que não se submete, pelo indomável e pelo que ainda não possuímos.
Como pedra bruta e suja que lapidada e limpa, torna se a joia mais rara, linda e brilhante que aformoseia o rosto de uma bela mulher.
Assim é, o seu sorriso após chamar, sempre farei questão de contemplar.
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