Quem Diria que Iria te Reencontrar

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Pós amor...




Quem sobrevive a um pós amor ainda permanece preso nas lembranças dos tempos que foram bons por um determinado período,


o eco de outro tempo sobra no lugar aonde aqueles corpos não se encontram mais,


porém, depois de alguns voos sem direção, o sol volta a nascer lindo e vibrante apresentando o verdadeiro horizonte aonde as plantas nascem em cima das cinzas de fogueiras e aonde as flores crescem e dão seus frutos enriquecendo o novo momento.

Quem já andou nas trevas sabe flutuar entre raios e trovões em meio a um dilúvio.

Viver o intenso ( Letra de música)


[Verso]
Planos que o vento levou
Aplausos ecoam
Mas quem ficou
Chegou pintado de glória


[Pré-Refrão]
Fogo que arde
Inacabável voz
Uma sinfonia que nunca se desfaz


[Refrão]
Viver o intenso, sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos


[Verso 2]
Glória que pesa mas não me prende
Fogo no peito que sempre acende
Correntezas que levam e trazem


[Refrão]
Viver o intenso sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos


[Ponte]
Desejos guardados indomáveis e gritantes
Lágrimas que contam histórias distantes,
Tempos que passam mas deixam um brilho constante.

Quem procura, acha!


Nos detalhes achei os segredos para a maturidade e munição para as palavras saírem fortes,


Descobri que não vou sentir por ninguém mais nessa vida e todas as outras o que eu sinto por você,


Tenho a sensação de pararmos a rotação da terra quando estamos juntos,


Quem procura o raso, encontra o raso,


Quem procura a guerra encontra as guerras,


E quem procura amor, encontra o amor.

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

⁠Quem
tolere o mal
como se toda finalidade
justificasse os meios empregados;
contribui no alastramento
de sua aura doentia,
devastadora!

⁠... e quem passe a vida
juntandoe acariciandopróprios
'cacos'e mágoas, unicamentealimenta
e perpetua omais vil e embaraçoso
dos desamores...
Na medida em que raramente
observa e mesmo desconhece as especialíssimase singulares
'inteirezas'
de si!

⁠... e qual
maior privilégio nos
oferece a vida, senão
a chance de sermos
quem somos?

... nada
esperes pelo bem que faças,
seja a quem for - porém, agradeças
por doar algo que poucos ainda possuem
oualcançam - algo que em ti revela-se
intenso, transformador:
a espontaneidade!

... quem
já se mostra
capaz de questionar
a si mesmo - pondera o que
lhe falta, constrange - encontra-se
'anos-luz' à frente quanto ao
apreço e aceitação do
outro!

... a medular
liberdade de expressão
não se restringe ao justo direito
de quem a reivindica, manifesta - como
também, ao igualmente necessário e
justo direito de quem a disseca,
refutando ou não tal
conteúdo!

... tão certo
que subverterá sua apreciada
liberdade quem - por desleixo ou
pretenso conforto - desistiu
de lutar pela
sua!

... quem
tolere o mal como se
toda finalidade possa justificar
os meios empregados - igualmente
maléfico - colabora no alastramento
da sua aura doentia,
devastadora!

... escuridão
não é ausência de luz -
é luz não manifesta - logo, quem
não esforça-se em despertá-la
retarda o próprio
brilho!

... a quem
dilapide seu tempo
à espera daquela pessoa
capaz de mudar seu destino,
recomendo uma, digamos,
minuciosaolhada no
espelho!

... a quem
desconheça o valor
do afeto, que ao menos se aplique à respeitabilidade entre afins - do contrário,
pouco ou nada terá a oferecer
a si, aos outros e tampouco
à vida!

... quem
busca a Verdade
está sempre disposto
a rever o que
sabe!

O silêncio cheio é aquele que não pede resposta. É morada de quem já entendeu demais para falar. Quando me sento nele, o mundo afrouxa o ritmo. Permite-me respirar sem justificativa. E isso, por si só, é privilégio raro.

O desapego me veio aos poucos, como quem descasca fruta. No começo dói, depois suaviza o gosto amargo. Libertar é reconhecer que não trazemos nada do mundo. Só algumas estrias e memórias para contar. E isso basta para sermos ricos de experiência.

A noite guarda segredos que o dia não entende. Ela tem diplomacia de quem aceita contradições. Sento-me à sua mesa e aceito seu cardápio. Alguns pratos são amargos, outros, surpreendentemente doces. E eu como tudo com fome de entender.