Quem Ama Nao Erra

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Humilhar uma pessoa não lhe fará melhor que ninguém. Só lhe fará ignorante. Inundado na arrogância, na falsa modéstia.

Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende, e não tenta dormir com as pessoas, mesmo que tenha oportunidade. Preciso saber que essas pessoas existem.

Não adianta tentar mudar, eu sou assim. Valorizo o verdadeiro, acredito no amor, desacredito no perfeito, descarto o falso e guardo comigo tudo que me faz feliz.

Quando é óbvio que os objetivos não podem ser alcançados, não ajuste as metas, ajuste as etapas da ação.

A oportunidade, ela não bate em sua porta. É preciso se dedicar e se esforçar porque ela chega no seu colo.

Ser humilde não te faz melhor que ninguém, mas te faz diferente de muitos.

Agradeço às pessoas que me rejeitaram e me disseram não. Por causa delas, agi por mim mesmo e cheguei até aqui.

- Ainda assim - disse o Espantalho -, quero um cérebro em vez de um coração; porque um tolo não saberia o que fazer com um coração se tivesse um.
- Fico com o coração - respondeu o Homem de Lata. - Porque cérebro não faz ninguém feliz, e a felicidade é a melhor coisa do mundo.

"Nem todas as pessoas sabem demonstrar o amor que sentem, porém, isso não significa que as mesmas não amem com toda força que podem."

Se o corpo parecer para você como algo maravilhosamente construído, lembre-se que não é nada em comparação com a alma que mora dentro dele e que é uma coisa divina.

Pessoas que não tem sua casa em ordem deveriam ter muito cuidado antes de sair por aí reorganizando o mundo.

A missão do político não é a de agradar a todo mundo.

Sei que falei que não haveria mais surpresas, mas eu esperava conseguir fazer uma última.
(Homem de Ferro)

Não espere perder pra depois dar valor. Valorize enquanto tem, valorize agora. O mundo gira, o tempo passa e as coisas mudam. Saiba o que realmente é importante pra não valorizar o superfulo. As coisas que a gente considera como pequenas alegrias, um dia descobriremos que, na verdade, éram a grande felicidade. Mas por esperarmos demais acabamos por só perceber depois que passa... E ai, só resta lamentar não ter aproveitado ao maximo. Portanto, aproveita cada alegria.

Resultados são obtidos aproveitando oportunidades e não resolvendo problemas.

As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei.

Embora saiba que não devo esperar reciprocidade, sou fã de pessoas que sabem retribuir meus atos.

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queda não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Crônica intitulada Declaração de amor.

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Nós desistimos de torcer pelo melhor, porque muitas vezes o melhor não acontece.

Como quando se tira um vestido velho do baú, um vestido que não é para usar, só para olhar. Só para ver como ele era. Depois a gente dobra de novo e guarda mas não se cogita em jogar fora ou dar. Acho que saudade é isso.

Lygia Fagundes Telles
As meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.