Quem Ama Nao Erra

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2360 📜 "Falei que Nasci de Parto? Falei? Pois aí está mais uma Prova de que Não Minto. Eu mesmo, não!"

2361 📜 "Que Eu não Minto está dito, repetido, provado e demonstrado. Mas, se quiserem, podem fazer os Testes, eu imploro!"

Pensar não termina quando produzimos uma conclusão. O METADISCERN começa justamente quando examinamos por que essa conclusão recebeu autoridade suficiente para permanecer em nós.

Carlos Eduardo Balcarse

Não esquecer bela:
No silêncio das folhas, ancorar nossa paz sem alardes.

Autonomia não exige ausência de influência. Exige calibração discernitiva: reconhecer as influências e decidir, de modo consciente e revisável, quanto peso cada uma merece receber.

Carlos Eduardo Balcarse

Alfabetizar o discernimento é desenvolver uma competência de segunda ordem: não apenas compreender informações, mas examinar os critérios pelos quais algumas recebem autoridade epistêmica e outras são desautorizadas.

Carlos Eduardo Balcarse

Aprender a desaprender não é apagar o que foi aprendido. É retirar a autoridade daquilo que já não resiste ao discernimento. Há conhecimentos que precisam ser adquiridos; outros precisam perder o direito de continuar decidindo por nós.

Carlos Eduardo Balcarse

QUANDO AS IDEIAS COMEÇAM A PENSAR POR VOCÊ

O maior perigo de uma ideia não é estar errada.

É tornar-se tão familiar que deixamos de examiná-la.

Pensamentos repetidos criam intimidade. A intimidade produz confiança. A confiança concede autoridade. E aquilo que recebe autoridade suficiente já não precisa nos convencer todos os dias.

Passa simplesmente a pensar por nós.

É nesse ponto que o pensamento pode deixar de ser instrumento e tornar-se comando.

Nem tudo o que está dentro de você veio de você. E nem tudo o que veio de você precisa continuar autorizado por você.

Essa é uma das razões pelas quais pensar não basta.

O METADISCERN começa onde o pensamento deixa de ser apenas conteúdo e passa a ser também objeto de investigação.

Não basta perguntar: “O que estou pensando?”

É necessário perguntar: “Por que isso que estou pensando recebeu tanto poder sobre aquilo que decido?”

Essa mudança parece pequena.

Não é.

Ela desloca o discernimento da escolha entre ideias para a investigação da autoridade que concedemos às ideias.

A mente produz. A consciência percebe. O discernimento examina. A autoria decide.

É aqui que a calibração discernitiva se torna necessária.

Uma influência não precisa ser eliminada para deixar de governar.

Uma crença não precisa ser esquecida para perder autoridade.

Uma emoção não precisa desaparecer para deixar de comandar.

Um aprendizado não precisa ser apagado para ser desautorizado.

Autonomia não é ausência de influência.

Autonomia é impedir que influência se transforme automaticamente em autoridade.

A Pedagogia do Discernimento nasce dessa necessidade.

A Alfabetização do Discernimento Consciente transforma essa necessidade em problema educacional.

O Método PROTAGONISTA a encontra no território da autoria.

E o METADISCERN a conduz para dentro do próprio pensamento.

No fundo, todos chegam à mesma fronteira:

Quem está atribuindo peso àquilo que pesa sobre você?

Talvez liberdade intelectual não seja pensar qualquer coisa.

Talvez seja conseguir examinar por que determinadas coisas adquiriram o direito de continuar pensando dentro de nós.

Porque existe uma diferença enorme entre possuir uma ideia e ser possuído por ela.

Quando as ideias começam a pensar por você, o problema já não está apenas no pensamento. Está na autoria.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

APRENDER TAMBÉM É DESAPRENDER

Aprender não é apenas acrescentar. Às vezes, aprender exige retirar.

Acumulamos informações, crenças, interpretações, hábitos e certezas. O problema é que aquilo que aprendemos não permanece apenas armazenado: recebe peso, ocupa espaço, cria critérios e passa a participar da maneira como interpretamos o mundo.

Por isso, desaprender não é esquecer.

Desaprender é retirar autoridade daquilo que já não resiste ao discernimento.

Essa distinção é fundamental.

O esquecimento perde o conteúdo. A desaprendizagem consciente preserva a possibilidade de reconhecê-lo, mas recalibra o peso que ele merece exercer sobre o presente.

Nem tudo o que aprendemos precisa continuar decidindo por nós.

A Pedagogia do Discernimento exige, portanto, uma educação capaz de ensinar não somente a incorporar conhecimento, mas também a examiná-lo. É nesse ponto que aprender encontra o METADISCERN: precisamos pensar sobre aquilo que pensamos e, principalmente, discernir os critérios pelos quais continuamos autorizando determinadas ideias.

Há conhecimentos que precisam ser adquiridos. Há conhecimentos que precisam ser revisados. E há aprendizados que precisam perder autoridade.

A mente aprende.

O discernimento calibra.

A autonomia começa quando aquilo que aprendemos deixa de possuir autoridade automática sobre aquilo que ainda podemos aprender.

Aprender a desaprender é impedir que o passado intelectual se transforme no carcereiro do pensamento presente.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

O PROBLEMA NÃO É SER INFLUENCIADO. É NÃO PERCEBER O PESO DA INFLUÊNCIA

Passamos boa parte da vida tentando descobrir quem nos influencia.

Talvez estejamos fazendo a pergunta incompleta.

A questão mais importante não é apenas quem nos influencia, mas quanto peso concedemos a cada influência quando pensamos, julgamos e decidimos.

Somos atravessados por experiências, afetos, informações, memórias, expectativas, pessoas, instituições e circunstâncias.

Isso não é uma falha da autonomia.

É uma condição da existência.

O problema começa quando confundimos influência com autoridade.

Algo pode nos influenciar sem merecer decidir por nós.

Uma informação pode ser verdadeira e receber peso excessivo.

Uma experiência pode ter sido intensa e tornar-se um critério inadequado para situações futuras.

Uma pessoa pode possuir autoridade em determinado campo e receber, indevidamente, autoridade sobre outros.

Uma emoção pode ser legítima sem precisar comandar a resposta.

Nem tudo o que pesa deveria pesar tanto.

É nesse ponto que situo a calibração discernitiva.

Calibrar é examinar o peso.

Não para viver sem influências, mas para impedir que elas adquiram autoridade automática.

Talvez uma das formas mais silenciosas de perda da autonomia aconteça justamente quando deixamos de perceber que estamos atribuindo pesos diferentes às coisas.

Confiamos mais porque é familiar.

Rejeitamos porque incomoda.

Acreditamos porque alguém importante afirmou.

Repetimos porque sempre repetimos.

Defendemos porque já defendemos antes.

E depois chamamos o resultado de decisão.

Toda decisão possui uma história de pesos que nem sempre conseguimos enxergar.

Discernir exige tornar essa história examinável.

Perguntar não apenas:

“Isso me influencia?”

Mas:

“Por que isso pesa tanto?”

“Deveria pesar tanto?”

“Que evidência justifica esse peso?”

“Esse peso ainda é proporcional?”

“Posso revisá-lo?”

Essas perguntas mudam o problema.

A autonomia deixa de ser imaginada como independência absoluta e passa a ser compreendida como capacidade de revisão.

A autonomia não é não ser influenciado. É aprender a decidir quanto peso cada influência merece.

Por isso, calibração discernitiva não significa neutralidade.

Também não significa eliminar emoções, experiências, convicções ou referências.

Significa retirar delas um privilégio perigoso:

o direito de possuir autoridade sem precisar justificá-la.

Talvez não sejamos menos livres porque somos influenciados.

Talvez sejamos menos livres quando não percebemos quanto poder concedemos àquilo que nos influencia.

Porque existe uma diferença decisiva entre aquilo que participa de nós e aquilo que passa a decidir por nós.

Discernir é perceber essa diferença antes que a influência receba o nome de escolha.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

"O maior milagre de que tenho conhecimento não é ceguinho voltar a enxergar. Milagre fabuloso, para mim, é quando alguém, sempre sem tempo 'milagrosamente' encontra tempo quando precisa da gente!”
Frase Minha 0458, Criada no Ano 2010

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Invejosos e imitadores, apesar de grandes porcarias, não são totalmente burros, como parecem. Afinal, eles só tentam imitar os melhores. Só os melhores!"
Frase Minha 0459, Criada no Ano 2010

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"Não comemore... Minha eventual depressão - se ocorrer - nunca estará ligada a você, mas exclusivamente aos também eventuais níveis baixos dos meus estoques de lagosta, de champã e de camarões VG."
Frase Minha 0461, Criada no Ano 2010

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"Sou um dos poucos frasistas não mortos (embora eu não seja exatamente vivo). Então, aproveite e encomende uma frase. É grátis! (Não sou vivo também por isso: por nada cobrar)!"
Frase Minha 0463, Criada no Ano 2010

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"Adoro restaurantes a peso, pois não preciso esperar pela comida e lá eu como a quilo."
Frase Minha 0468, Criada no Ano 2010

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"Não sou egoísta. Sabe o que eu adoro emprestar? NADA, absolutamente NADA. Se estiver precisando de NADA, pode pegar aqui comigo!"
Frase Minha 0470, Criada no Ano 2010

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Não cobro nada pelos ensinamentos que nas Minhas Frases há. Não sou Tão Vivo (por isso), mas sou Tão Feliz (exatamente por isso)!"
Frase Minha 0473, Criada no Ano 2010

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"Durante a Palestra do 'Influenciador', eu disse: 'Rostinho Bonito não dura para sempre. Mas, enquanto dura, é melhor do que Rostinho Feio. Então, deixe de Conversa, Hum!' "
Frase Minha 0477, Criada no Ano 2010

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" 'No final, todos iremos para o buraco e não levaremos nada', disse o 'Influenciador'. Eu respondi: 'Mas, enquanto não formos, é ótimo desfrutarmos de tudo o que o dinheiro (honesto) nos permite: de casa confortável a viagens, vinhos, lagostas e até ajuda ao próximo!' "
Frase Minha 0478, Criada no Ano 2010

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"Então, eu disse para aquele 'Influenciador': 'Se lhe falta lastro, não tente filosofar nem em Redes Sociais, mesmo que haja boas intenções. As pessoas percebem quando a Filosofia é de Boteco!' "
Frase Minha 0479, Criada no Ano 2010


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thudocomh.blogspot.com