Quem
Raiva eu não tenho de quem tentou me derrubar… tenho é gratidão por quem ficou do meu lado, me levantou e me deu força pra continuar.
Valorize quem você ama enquanto ainda pode dizer isso olhando nos olhos.
Depois que vira saudade, o que mais dói é pensar:
“O que eu mais queria agora era poder estar ali de novo.”
Não espere perder quem você ama para valorizar. Depois, tudo o que vai restar é dizer: 'O que eu mais queria agora era poder...
Um dia você acorda com aquela sensação de quem está cansado de esperar que a pessoa mude e percebe que algumas coisas na vida não dependem única e exclusivamente de você, e que não da para querer pelas pessoas.Quando se tem uma relação com alguém seja ela qual for, é preciso perceber que nem sempre estamos em sintonia. As vezes se faz promessas das quais não serão cumpridas e então o sentimento de frustração chega. O fato é que apenas precisamos entender que assim como algumas coisas levam tempo pra acontecer, as pessoas também tem o seu tempo de mudar e amadurecer e quando você para de cobrar e para de esperar, as coisas acontecem naturalmente.E como dizem por ai, as melhores coisas chegam para quem está distraído ou melhor o leite só ferve quando você sai de perto...
Como o tempo eu aprendi que nem sempre quem diz que muito te ama, quer a sua felicidade, aprendi que devemos valorizar as pessoas como elas são, que Deus não é esse carrasco que as pessoas dizem e que ele apenas olha o seu coração, aprendi que a forma como vemos o outro, diz muito de como nós somos, que não posso guardar tudo pra mim e que em algumas horas o choro é como alívio, e que os erros do passado são escadas para um futuro melhor e por mais que eu anseie por esse mesmo futuro entendi que devemos valorizar cada segundo do presente e que cada dia é um novo recomeço para nos tornarmos pessoas melhores e para cada pessoa que te fez sofrer existe outra pra te fazer sorrir...
Não procure as pessoas só quando for conveniente pra você, valorize quem está ao seu lado. Que independente do seu humor ou condição financeira está ali com você.
Não exija amor, ame, pois cada um oferece aquilo que tem. Não da pra julgar o outro sem saber a sua historia de vida. E quando você para de olhar só pro seu umbigo, você percebe o quanto as coisas a sua volta são belas.
Quem me dera
Ao menos outra vez
Ter denovo aquele abraço
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que a nossa amizade
Valia mais que tudo que eu tinha...
(Inspirado em uma música indígena)
V. O retorno pelo labirinto
Toda ruptura traça um labirinto. E quem nele entra, nem sempre deseja fugir. Às vezes, é no se perder que o ser se reconhece. A sanidade, quando forçada como imposição, pode se tornar mais opressora que o próprio delírio. Já a loucura, quando acolhida como linguagem da alma ferida, torna-se caminho de reintegração, ainda que não linear.
Os que retornam do fundo sabem que não voltam iguais. Carregam nos olhos uma espécie de cansaço antigo, mas também uma quietude que só os que desceram até o próprio vazio conseguem sustentar. São os que aprenderam a caminhar sem mapa, a escutar sem forma, a esperar sem garantias.
Não há cura como promessa. Há encontros. Há tempo. Há escuta. O retorno não é para ser o que se era, mas para descobrir o que se pode ser, depois do caos, depois da noite, depois da queda. E isso, talvez, seja mais digno do que qualquer normalidade aparente.
A linha que separa loucura e sanidade não é reta. Ela pulsa, dança, atravessa o cotidiano com gestos que ora nos salvam, ora nos expõem. E não é preciso temê-la, mas respeitá-la. Porque quem um dia já esteve à margem, sabe o valor de cada gesto de acolhimento. Sabe que é possível viver à beira, sem cair. E que às vezes, o mais são entre todos, é aquele que aprendeu a conviver com suas sombras sem tentar apagá-las.
No fim, a verdadeira sanidade não é exata. É compassiva.
“Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.”
”Não há vitória real na força bruta. Toda opressão tem prazo. Só é livre quem aceita o fim das coisas e, mesmo assim, vive com propósito.”
”A queda é destino de quem ergue impérios sobre grilhões. A liberdade, ao contrário, floresce na leveza de quem compreende o fim e ainda assim escolhe o amor.”
“Transformar o cotidiano em algo extraordinário é virtude de quem se reinventa todos os dias, mesmo sob o peso da rotina.”
“O êxito não exige perfeição, apenas insistência. Quem persiste mais vezes do que recua alcança seus propósitos, ainda que por rotas inesperadas.”
“Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.”
”Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.” - Leonardo Azevedo. Nem todo sofrimento é sinal de falência emocional ou colapso psíquico; muitas vezes, ele representa o impacto inevitável de uma consciência que ultrapassa os limites do senso comum e da autodefesa simbólica. Filosoficamente, esse sofrimento é o eco do abismo existencial que se abre quando os significados prontos já não satisfazem e o indivíduo se vê diante do real em sua crueza. Psicologicamente, trata-se de uma resposta profunda ao rompimento das defesas que protegiam o sujeito da intensidade do mundo e de si mesmo, exigindo um novo arranjo interno para suportar o que foi revelado. Antropologicamente, essa vivência pode ser comparada aos estados de transição em rituais de passagem, onde o indivíduo perde temporariamente sua identidade anterior antes de ser reintegrado com uma nova configuração. Historicamente, figuras como Nietzsche, Kierkegaard e Camus traduziram essa dor da lucidez como etapa inevitável no caminho da autenticidade. Cientificamente, sabe-se que estados de sofrimento emocional intenso, quando bem acompanhados, podem induzir plasticidade cerebral e fortalecer circuitos resilientes. Poeticamente, é o momento em que os véus caem e o ser se vê nu diante do espelho da existência. Espiritualmente, pode ser interpretado como purificação, onde o excesso de luz cega antes de iluminar. Contextualmente, vivemos numa época que marginaliza o sofrimento em favor da performance, tornando ainda mais doloroso o ato de parar e sentir. Assim, sobreviver à clareza excessiva não é retroceder, mas atravessar um portal; e o que emerge do outro lado é alguém mais íntegro, menos iludido e mais próximo da própria verdade.
“Quem dera se toda sede fosse aplacada com água. Aos sedentos por poder, vingança e ódio, o único cálice capaz de saciá-los é o de sangue.”
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