Quem
“A alma endurecida pela dor não se dobra; ela se arma. Quem entende a guerra interior sabe que o maior inimigo está no espelho, e que só o aço da mente pode quebrar suas correntes. É no caos que o general encontra seu trono.”
— Purificação
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“Quem deseja paz sem conhecer a guerra jamais saberá o preço da liberdade. Quebrar-se mil vezes é pré-requisito para quem quer reinar intacto. A verdadeira força é o sorriso calmo no meio do caos.”
— Purificação
Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.
O BULLYING
Quem pratica não tem consciência
Espalhando a discórdia
O bullying é muito sério
Com gestos de violência.
Bullying é ato de covardia
Não espalhe a discórdia
Seja na rua ou na escola
Pratique uma amizade sadia.
Bullying é falta de educação
A ofensa vem com piadinhas
Apelidos que causam dor
E também humilhação.
Xingamentos raciais
É triste ter preconceito
Esses são alguns exemplos
E existem muitos mais.
Falar do cabelo e da cor
Das vestes e do jeito de falar
Deixa o outro muito triste
Isso é falta de amor.
Irá Rodrigues.
“Não aceite porque foi dito por alguém. Avalie quem está dizendo, não se impressione, seja crítico.”
Faz bem o discernir quem procurar se conhecer, descobrindo em si mesmo qualidades encobertas, quando não sabemos agir naturalmente diante de certas dificuldades, não há saída imaginaria; quando os fatos mostram na realidade que deveríamos ser uma pessoa menos egoísta. Pessoas sofrem caladas por falta de fé, amor e reciprocidade humana.
🌫️
Às vezes, nem sei se é saudade do lugar…
ou de quem eu era quando morava lá.
Só sei que, mesmo rodeada,
sinto falta de algo que ninguém vê.
A vida é curta, e mesmo que seja só por um segundo, permita-se amar. E não desista enquanto quem você ama não parar de respirar.
Um simples ponto.
Pequeno, quase imperceptível,
mas com a força de quem encerra.
Encerrar não é apagar;
é colocar o ponto exato onde a frase cumpriu seu papel.
E talvez, por isso mesmo, o fim de uma fase nunca seja apenas um fim.
É a pausa antes da próxima linha.
Hoje, concluo o parágrafo chamado "ensino médio".
Guardo entre suas linhas três anos que me transformaram.
Neles, fui vírgula, reticência, até mesmo travessão.
Mudei de tom, troquei de pele, aprendi a silenciar e a falar.
Conheci gente que virou parte do meu vocabulário afetivo,
professores que riscaram certezas e reescreveram caminhos.
Sou grata.
Pelas mudanças que me incomodaram,
mas me prepararam.
Pelas frases difíceis que quase não consegui terminar,
mas terminei.
Pelos capítulos que doeram e, mesmo assim, me ensinaram
a não desistir da história.
Agora, com o coração calmo e os olhos acesos,
inicio o parágrafo seguinte.
Título provisório: faculdade.
E quem sabe onde essa nova narrativa me leve?
Mas se há algo que aprendi com os pontos finais,
é que o adeus nunca é ausência,
é memória que permanece entre as páginas.
E essa parte de mim que agora se despede
ficará para sempre guardada.
Com saudade, com ternura,
e com um ponto final que não apaga,
mas ilumina
o que vem depois.
Dez - 2021
Os mortos nada sabem.
Sua memória foi entregue ao esquecimento —
diz a Escritura.
E quem somos nós para discordar?
No silêncio do cosmos, onde as galáxias se afastam uma das outras como ilhas que se recusam a olhar para trás, há algo mais do que matemática.
Há o rastro invisível dos que partiram,
não como almas flutuando em paz,
mas como o frio que fica depois do fogo.
A energia escura — essa força que ninguém vê, mas que empurra o universo para além de si —
não é viva, nem pensante.
Ela é o testemunho do que foi.
É o lamento que não se ouve.
É a sombra do esquecimento.
Nada nela pulsa.
Nada nela deseja.
Ela apenas está.
Como os mortos.
E por mais que pensemos que o universo cresce,
na verdade ele se afasta.
Foge.
Se alonga para escapar daquilo que não consegue mais sustentar:
a presença da ausência.
O fim da memória é mais pesado que qualquer buraco negro.
E é esse peso,
esse nada,
que faz tudo se mover.
No fim, talvez o universo inteiro seja só isso:
um grande cemitério de luzes antigas,
sendo empurradas pelos mortos que já não sabem de si,
mas ainda forçam o espaço a nunca mais ser o mesmo."**
"Em algum momento já fui ou serei um herói, quem nunca brigou com seus monstros ou não lutou batalhas que não são suas?"
Capoeira bonita, jogada no camarada,
No estilo, na mandinga, na ginga afinada.
É pra quem sabe e respeita a tradição,
Capoeira é arte, é alma, é coração!”
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
O último eco antes do silêncio comer a si mesmo seria o som de um grilo, suave, natural, como quem ignora a linguagem.
Um espelho sonha que é agua. Quando acorda está inundado de peixes.
A cor do tempo é transparente e impede que o tempo conte mentira, limitando seu alcance sem precisar sangrá-lo.
Se a lógica fosse uma escultura de vidro, permaneceria intacta, para além da impossibilidade de voar. Se suas asas é a razão, ela impera soberana.
Um livro que lê o leitor, descobre um homem falho, cuja limitação remete ao ventre de sua mãe e se prolonga no infinito. O livro choraria de
O infinito ferido é um vaso perfeitamente restaurado, que humano nenhum vê onde ele se cortou.
Um oráculo sem voz aponta as rachaduras na pedra, como quem alerta o homem de suas rachaduras humanas.
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