Quedas e tombos
Cai uma vez e me levantei. Derrubaram-me a segunda vez e tornei a levantar... Na terceira queda já havia uma legião de anjos para me ajudar.
A Queda ( de uma Folha )
Ó Vento que embala este meu corpo
Que liberta os sentidos de uma doce melancolia
Ó Luz que invade e purifica os sentidos
Que abraça enquanto o tempo pára
Outrora Verde, corpo vestido de uma Primavera passada
Hoje Castanho, corpo despido de um Outono presente
“E doravante?”
Doravante cá estarei de novo para mais uma dança dos sentidos
Não há porque se lamentar da queda das folhas no outono, são elas que anunciam o tempo de colheita e fartura à espera de uma nova primavera
Queda de águas cristalinas, sol pujante, cenário venusto, flora verdejante, cheia de vida, momento simplesmente maravilhoso, inserido numa naturalidade fascinante, satisfatório para o corpo e para a mente, desfrutando de um sentimento entusiasmante, benesse inegável, o refrigério necessário em alguns bons instantes.
Desde a queda do muro de Berlim eu tenho dito: que o dia que os chineses saltassem a muralha eles iriam dominar o mundo, não seria pelo seu poder bélico e nem pela força bruta, mas sim pela sua sabedoria milenar e sua quantidade populacional. Hoje ele já domina o mundo, estão em cada esquina, fazendo filhos em várias paises e adquirindo nacionalidades. Mo futuro teremos Prefeito chineses teremos vereadores chineses teremos governadores chineses teremos presidentes chineses. Não levará muito tempo para os Estados Unidos deixar de ser a maior potência, e assim a China passará a ser a maior potência mundial.
Queda que faz erguer, a beleza e a vida de uma cachoeira, águas incansáveis, cristalinas, capazes de fortalecer o corpo, acalmar a mente sem o conflito imponente de qualquer transtorno por alguns bons instantes, brevidade que vale ouro, banho entusiasmante, compensando cada segundo.
Queda que eleva o espírito, águas cristalinas que caem pelas pedras, amostras do poder divino que mostram o que é ter uma persistência contínua, seguindo o seu fluxo,
enfrentando os empecilhos por mais fortes que pareçam, uma perspectiva que faz com que uma cachoeira seja bem mais do que um belo atrativo da natureza, onde estive recentemente
e pude desfrutar de um dia incrível como tomar um banho de vida, que me deixou naturalmente reflexivo e refleti sobre este ponto de vista que para mim, é imprescindível, assim, este meu simples poema ganhou vida.
Caminhar rumo ao melhor, constante,
é ser rio que flui, sempre avante.
No erro, lições; na queda, levantar,
ser melhor a cada dia, é se transformar.
Na minha queda, gravei na memória quem estendeu a mão e quem, com frieza, me empurrou ainda mais para o abismo.
A cobra peçonhenta após picar sua presa, espera com paciência a queda de sua vitima, na certeza da eficácia do seu veneno.
