Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Vida para de brincar, já pode me soltar, eu só quero estar em outro lugar, povoar a solidão, dar luz a escuridão...
há coisas que são simples e outras complexas. As simples eu deixo para os mortais, as complexas só os imortais entenderão.
No espelho da vida, não vejo sua figura refletida, e isso faz com que apenas meu eu traduza essa anomalia, pois sei que sua imagem não tem mais luz. Entro em um estado quase de transe ao lembrar do momento em que o vi partir.
As minhas pegadas pelo caminho
eu poderia apagar
Porque sei por onde andei
Se precisar ou dar de querer voltar.
Mas deixo todas bem destacadas
Pro caso de alguém precisar me achar
Porque nenhuma porta fechei
E nenhuma hei de fechar.
Só pensando:
Nao tente me entender porque se me perguntar eu não saberei me explicar.
Pense o que quiser de mim.
Pra mim não faz diferença, nunca fez.
Me julgue se quiser e se puder me poupe.
♡ Só não me peça pra acreditar.
Nem antes nem agora, e pode ser que um dia, eu precise que seja verdade a ilusão que eu mesma cr(e)io.
♡ Só não me rouba meu tempo.
Do que vale uma vida inteira ou um minuto que seja, se não for pra ser uma eternidade ... passageira.
♡ Só não me faça esperar.
Meu tempo é urgente e a vida é um espetáculo de luzes que se dissolvem a cada amanhecer e se refazem, a noite, em novas cores.
♡ Só não me aprisiona no seu padrão.
Não faço questão de ser igual a ninguém e, nem tão pouco, diferente de alguém.
É preciso ter na mente e no coração que todo padrão segue uma regra que se contradiz e se recria em cada contradição. O padrão é tão onipresente que tenta ser imposto a tudo dentro do nada que é.
Nao tente me entender porque se me perguntar eu não saberei me explicar.
O destino quis que eu me
despisse de mim.
Me deixou nua e não foi sonho.
Assim como o mar
que se lança sobre as rochas,
Assim como o vento
que levanta poeira,
Eu fui lançada pra dentro de mim.
A felicidade veio quando eu me
redescobri ali, eu mesma,
"nua e crua", indefesa e frágil.
Como sempre fui.
E firme.
Afinal, até as ondas mais enormes
se desmancham, na praia,
em brancas espumas.
Dos presentes que o destino me deu
Ser aquariana é o meu preferido.
Outros, que eu amo,
Eu mesma plantei, reguei e colhi.
O Amor e sua sintonia
O Meu amor é impar
Enquanto o de vocês é par
Eu gosto de beijo que me domina
E Voceis de um abraço feito nó.
Enquanto eu dona de mim percebo-me ausente de espírito da carcaça que me coube
Você se engrandece pelas glórias alcançadas ungidas pelas horas de euforia que da vida soube roubar
Com esmero cresce em meu peito o desapego efêmero que toma o meu ser
Dessa vida selvagem levarei mais que saudade retráteis as lembranças que ocuparam um lugar sobre a mesa
Pouco mais que rotina é a minha vida ainda e os dias passam sem eu perceber.
A vida é curta, curta demais
para eu desperdiçar meu tempo na cia da soberba.
Assim como tão breve é o tempo,
que acompanha esse passear/passar da vida,
sem pena ou remorso.
Entre o passar de um segundo para o outro
de umponteiro de um relógio,
pequenas/grandes coisas acontecem!
E esse tempo todo é um aprendizado
e a soberba é inimiga do aprendiz!
Anos vividos
Da vida, eu fui mais que se está vendo
Da felicidade eu fiz parada e repouso
E nem mais sei se fui tolo ou penoso
Nas trilhas de estar feliz ou sofrendo
Se estou enganado, ou fico glorioso
Não posso medir apenas no sendo
Sou fausto, e da paz eu vou vivendo
Tentando buscar só o bem precioso
Agora que a velhice é um havendo
Nada sei, eu persisto, e pouco ouso
Pois o fado não é claro no referendo
Disso, amei sem ter sido enganoso
Fui além, dum olhar, do só querendo
Na morte, vou do viver ser saudoso
Luciano Spagnol
20/06/2016
Cerrado goiano
NO TEMPO
Sou o eu que marcha, que andeja
Princípio, sou fim, poesia agarrida
Levo o plural: a tristura e a peleja
As vaidades, e os alardes da vida
O tempo passa, repassa, ou seja
Corre, e nesta ventura, a medida
Pra cada hora: a fé, assim esteja
Os anos no muito na sua torcida
Vou levando acertos e os danos
Vou levando o tudo e o instante
O amanhã a extensão dos anos
Ninguém pode evitar o talvez
Assim, que tudo seja vibrante
E o amor, o primordial da vez!!!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
bafios
eu era simplista
bastava a valeria
na agonia fui artista
poetando com maestria
na busca de conquista
baixas, também alegria
sem querer ser alarmista
no é fugaz, até a ousadia
abaixou a crista
e as dores em cortesia
fizeram da queixa ritmista...
e o dia, leveza vadia.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
8 de outubro, 2016
Cerrado goiano
ATO DE CARIDADE (soneto)
Que eu tenha o Bem, e Paz. Assim eu faça!
Que a mão posta ouça as preces, alce voo
Maria, Mãe, volva tua face para essa graça
Que eu seja caridoso sem louvar que sou
Se muito ou pouco, que tudo me satisfaça
Não importe ou doa o quanto me custou
Não deixe que o orgulho seja uma ameaça
E a minha fé seja o troco que me sobrou
Que o riso e abraço, seja pra quem vier
De onde vier, onde estiver, assim seja!
Ó Deus Pai! Me abençoe nesse prover
E, no viver, sempre tenha amor e laços
E no pão de cada dia, bênçãos, eu veja
Partindo com o irmão em dois pedaços
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
22/07/2020, 09’52” - Triângulo Mineiro
paráfrase Djalma Andrade
como ventania desajeitada
rama brotada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
é diverso...
assim vou, vibrante
[…]disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
CONSELHOS....
Quando eu, solitário e inquieto, faço
Poesia de apelo, em um rogo intuindo
E busco palavras de um poético laço
É para adoçar o meu amargo infindo
Cada verso, conselheiro construindo
Indo o fado sem calma nem embaraço
Cheio de estrofe, rimas, vai seguindo
Erigindo o rumo no devido compasso
Passo a passo, aconselha: tudo passa!
No infortúnio, na leveza, cada graça
Pois, tem abrigo, e também o perigo
Aí, então, os conselhos, no concelho:
Se mais velhos, seremos mais fedelho
E eles, feliz e com dor choram comigo! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/01/2021, 08’25” – Triângulo Mineiro
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