Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
A música é a maior conexão entre meu corpo e a minha alma. É ela que me traz de volta quando me perco de mim.
"-Sou um jovem carente, meu castelo de areia foi derrubado, minha bola foi parar no meio da rua e minha pipa tá no telhado do vizinho."
"Mas há um ditado em minha família: "mate um demônio hoje, encare o diabo amanhã". Mesmo que você dance no túmulo deste demônio, você não deixa de se perguntar "ele estava sozinho?", "ou há outros mais mortíferos para entrar?" E mesmo que você celebre ter vencido a batalha, será que você está realmente preparado para a guerra? Então, enquanto vestimos as armaduras para essa nova batalha, devemos cuidas das nossas feridas primeiro, começando com as mais profundas."
Nunca se esqueça de segurar a minha mão quando precisar se levantar, pois estarei de seu lado sempre.
Não entendo,
gosto tanto de você, mas você parece me ignorar,
me dá asas para voar em minha imaginação, me enche de ilusões,
me dá um chão, porém, quando menos espero me tira-o,
dependo de uma ação sua para ter uma reação,
será que ainda não notou?
não me contento apenas com seu desprezo,
quero mais que isso,
se não pode me dar,
deixe que eu sofra em paz, viva sua vida,
tentando achar o seu amor, de pessoa em pessoa,
já que é isso que faz todos os dias,
viver apenas momentos que passam e se vão.
Cansei de ficar sentido pena da minha situação, agora estou dando a cara a tapa pro que vier, pois já fracassei tanto que não tenho mais medo de me ferrar.
A imagem de Capitu ia comigo, e a minha imaginação, assim como lhe atribuíra lágrimas, há pouco, assim lhe encheu a boca de riso agora: vi-a escrever no muro, falar-me, andar à volta, com os braços no ar; ouvi distintamente o meu nome, de uma doçura que me embriagou.
Aquele olhar que lançaste-me naquela noite
Fez com que sonhasse contigo
Minha alma torturava-me com um açoite
Por estares longe, e isso soa como castigo
A paixão que sinto não pode ser medida
Nem as estrelas seriam capazes de fazê-lo
Espero anciosamente para fazer-te a declaração
Já idealizo o sim, e cuidarei de ti com muito zelo
Meus braços anseiam pelos teus
Não consigo tirar-te de meus pensamentos
Contigo quero estar,
e só isso importa agora
Não entendo esses jogos de sentimentos
Que me puxaram com tal intensidade
Você me trouxe a alegria de cantar esta cançao
e querer acima de tudo,
o desejo de com você
ser feliz e amado por toda a eternidade
Um dia talvez. Daqui um ano, ou um século. Você vai aparecer na minha porta e me deixar te mostrar o que o mundo tem a oferecer.
Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é úninca no mundo.
Orações escritas
Deus, seja bálsamo para as minhas dores,
alívio para a minha angústia,
sustento para a minha alma.
Socorra-me de mim mesma quando eu não perceber mais os sinais,
quando tudo dentro de mim parecer ruído,
quando minhas escolhas começarem a me afastar do que o Senhor sonhou para mim.
Me ajude a fortalecer o meu espírito,
a reencontrar a coragem que um dia habitei
e que hoje parece adormecida dentro de mim.
Me faça voltar a sonhar.
Me ajude a realizar.
Porque eu sei — o Senhor não planta sonhos para que sequem,
não entrega sementes para que apodreçam,
não desperta desejos para que eu os assista morrer.
Se o Senhor colocou algo em mim,
é porque também colocou tudo o que preciso para fazê-lo florescer.
Eu não sei como, eu não sei quando,
mas eu sei que o Senhor me capacita,
mesmo quando minhas forças não dão conta,
mesmo quando meus olhos não conseguem ver saída alguma.
E enquanto eu lavo essa louça,
tentando organizar o que está fora
e o que está dentro,
eu deixo escapar essa oração entre meus dedos trêmulos.
Porque às vezes, Deus,
a gente ora assim mesmo:
de pé, cansada, exausta, com a mente pesada e o corpo pedindo descanso,
mas com o coração ainda segurando um fio —
um fio de fé que insiste em não romper.
Então, cuide de mim.
Recolha o que está sobrando,
suture o que está ferido,
acenda o que está apagando.
Me devolva a mim mesma.
Me devolva à vida.
E que, quando esse ciclo passar — porque sei que vai passar —
eu olhe para trás e veja que não sobrevivi sozinha…
que foi o Senhor me carregando, passo a passo,
gota a gota,
oração por oração.
Amém.
Devocional
Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.
Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.
Sou eu.
Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?
Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.
Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.
Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.
Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.
13 de Janeiro 2026
Ah! que saudade me dá,da minha mão na tua nuca dos teus cabelos entre meus dedos nossos olhares se cruzando coração acelerado,que saudade eu tenho da tua boca na minha!
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