Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
As vezes tenho a nítida sensação de não saber quem sou, procuro respostas em minhas atitudes,procuro respostas nas musicas que tocam...
Se tenho objetivos para meu futuro, por que vocês querem colocar um muro?
Tento explicar, tento argumentar, mas nesse local não tenho voz, as vezes queria voar para o universo, ficar com a lua a sós, e perguntar para ela porque tudo é assim diferente de tudo que imaginei para mim.
Doce novembro?
Tenho me perguntado tanta coisa, tenho sentido tanta coisa… tenho lido alguns livros e dentro deles tenho me imaginado, como de costume… mas desta vez é como se fosse algo necessário, que eu esteja naquelas histórias, ali, vivenciando elas… e então descanso o livro em meu colo, olho para o nada e penso, penso, penso… Concluo que eu na verdade estou tentando fugir, criar um mundo paralelo a este e poder me esconder um pouquinho e agachado em um cantinho seguro dizer: _Calma, eu já volto, agora não dá, deixa eu ficar mais um pouco por aqui… mas eu prometo que volto.
O que aprendi com você?
Que todo mundo tem problemas, e que assumir que tenho um não me torna menos forte. Aprendi a gostar de domingos com filmes e frio. Aprendi a gostar de velocidade. Compreendi que eu sou bonita, mesmo com os cabelos bagunçados e acordando. Que eu não preciso carregar o mundo dos outros na minhas costas e que desesperar-se só prejudica meu estado de espírito. Entendi que o amor vai além de boas situações, que o amor vence guerras e mora em casas vazias. Aprendi que a toalha não deve ficar em cima da cama, mas somente da teoria. Compreendi que eu tenho toda força do universo dentro de mim, mas ainda não sei usar isso ao meu favor. Aprendi a fazer cafune, a gostar de colo e tomar coca-cola ( sem rato, por favor ). Que vampiros maus são bem mais sexys e que eu não tenho paciência pra televisão e que o controle remoto tem que ser dividido. Entre uma coisa e outra, eu aprendi com você que eu me basto, mas que cultivar o amor em cada um dos que amo, me torna bem melhor e que amigo de verdade, entende até tua ausência e tua recusa. Aprendi que impaciência é meu fraco, mas que eu posso calmamente exercitar e ser mais tolerante. Com você aprendi a viver, e há anos deixei de apenas sobreviver.
~ Tenho um orgulho enorme de não ser mais a bobinha iludida que dorme com um sorriso no rosto só porque você disse uma palavra mais bonita na hora de se despedir. Parei de me importar desde que percebi que você não se importava. E sério, tá tudo bem. Aprendi que nessa vida cada um gosta do que lhe convém, e é isso. Não dá pra obrigar ninguém a se
importar com a gente – triste realidade.
Mas tá absorvida, tá gravada aqui, feito tatuagem. Se não liga, eu não ligo. Se não se interessa, eu não me interesso.
Metódico e simples. E tô bem mais feliz
assim, obrigada. Essa mania chata de
viver romantizando o que não tinha
romance era um porre daqueles bem
fortes, só trazia dor de cabeça. Era um vício louco, um masoquismo disfarçado – me livrei. Tirei as asas das borboletas do meu estômago e coloquei todas as asas em mim – dramático, mas totalmente libertador. Tô livre mesmo, e não pretendo voltar pra gaiola. Durmo pensando em mim e acordo pensando em mim – sem amarras em nenhum outro coração que não seja o meu.
Sei, tenho consciência de que meu amor por você não é perfeito... Você pode questionar a sua durabilidade, a sua consistência ou qualquer outra característica que um sentimento pode ter... Mas algo você nunca poderá questionar, a sua veracidade, pois meu amor pode ter erros e defeitos, mas é VERDADEIRO E REAL.
Como queria poder voltar ao passado com a maturidade que tenho hoje e desfazer algumas bobages que fiz.
E a cada dia tenho mais certeza de que, enquanto ela estiver por perto, não terei medo que me falte nada. Por mais que me falte o ar, as batidas do coração, com ela, minha vida é inevitavelmente completa.
[Invisível ao toque - Nat Bespaloff]
Hoje percebi que faz tempo que deixei de procurar respostas. Percebi que desde então tenho procurado por resoluções. E percebi não tá fácil encontrá-las.
O sol se põe, a lua chega e estou mais uma vez a te esperar...
Tenho medo de voce nunca mais voltar,aí eu me lembro de tudo que a gente passou,sei que voce vai voltar pois não há nada maior que a força do nosso amor.
Você tinha o meu mundo pendurado nas costas, hoje, tenho o drama da sua melancolia acetinada em minhas páginas...
Tenho dúvida se minhas asas são imaginárias pois, já escapei os pés do chão...
Me senti levitando muitas vezes por um simplório esboço de sorriso. Visitei lugares incríveis, me diverti de formas inenarráveis e já apresentei um monólogo para uma plateia poética. Já fui minha própria luz em meu quarto escuro e brilhei borboletas pelas paredes!
Liberdade ou ato de coragem?
Tenho reações involuntárias quando sou podada a manifestar as minhas opiniões, sejam elas de cunho político, social, econômico ou religioso...fique certo que não consigo permanecer calada e imparcial, frente a qualquer tipo de pensamento, teoria e afins...porém que fique claro que isso não me faz cometer as chamadas precipitações e nem me leva a julgar sem a intervenção da razão...eu só preciso manifestas a minhas opiniões não como regra comum, mas como um pessoa livre pra manifestar o que pensa e o que sente. Logo, se somos livres constitucionalmente para pensar o que quisermos e intervir quando necessário..pra que tanta repressão com o pensar alheio??? Liberdade ainda que tardia!!!
Verso e frente
Da música, tenho o suficientemente necessário
Da paz, tenho mais do que preciso e menos do que peço
Da saudade, tenho muito mais do que não tenho mais
Da verdade, deixo muito mais do que levo
Da alegria, faço mais que gosto ao que preciso
Da fé, fiz mais do que faria se ela eu não tivesse
Da dor, sei mais do que gostaria se não a escolhesse
Do amor, sei menos do que saberia se não o conhecesse
Pela chance de uma nova escolha
OFICINA VAZIA
[Por Marina Silva]
Na varanda do quintal, tenho a pequena oficina em que faço minhas joias, com sementes que os amigos trazem da floresta. Em silencioso trabalho, vou polindo também pensamentos, palavras, sentimentos e decisões. Nas vésperas de grandes momentos da política de que participo, encontro nesse trabalho inspiração e calma. Comparo-o à gravidez, quando precisamos de tranquilidade em meio a grandes esforços.
Às vezes, não há tempo para o artesanato, apenas o breve olhar saudoso para a oficina ao sair na pressa de viagens e reuniões. Resta o consolo do caderno onde desenho, num avião ou numa sala de espera, colares que um dia fabricarei.
Em dias mais agitados, nem mesmo o caderno. O tempo é semente preciosa e rara.
Mas consegui --em madrugadas de oração-- ver que há, instalado na alma, um dispositivo da fé que nos dá "calma no olho do furacão" e a esperança de que tudo sairá conforme uma vontade superior à nossa.
Essa conformidade exige condições. A primeira é a consciência tranquila de ter feito tudo o que estava em nossa capacidade de acreditar criando, não só cumprindo as regras, mas dedicando alma e coração.
Numa régua nos medimos. O chefe do governo sabe se faz tudo pelo direito republicano dos cidadãos ou só propaganda para manter o poder. O líder da oposição sabe se defende o bem do país ou torce por erros do governo para tirar votos. O empresário sabe se produz responsabilidade socioambiental ou só transforma prejuízo público em lucro privado. O magistrado sabe se busca justiça ou formalidades que condenam inocentes e absolvem culpados.
Por isso, a ética é base da sustentabilidade, espaço público e íntimo em que cada um encontra sua verdade e a segue ou a trai, ocultando-a sob uma consciência opaca.
Agora, revendo anotações para um artigo, acho desenhos e poemas em velhas páginas. Ergo os olhos para a oficina vazia. Nada lamento. Versos feitos noutro tempo de difícil transição política voltam hoje, quando espero justiça de mãos dadas com milhares de idealistas que superam boicotes e empecilhos para dar ao Brasil chance de uma nova escolha. Possa a poesia, que o tempo há de polir, encher o espaço entre esperança e realidade:
Sei não ser a firme voz que clama no deserto/ Mas estou perto para expandir seu eco/ Sei não ter coragem de morrer pelos amigos,/ Mas guardo-os em recôndito abrigo/ Sei não ter a doce força de amar inimigos,/ Mas não me vingo ou imponho castigo/ Sei não ser sempre aceito o fruto de minha ação/ Mas o exponho ao crivo d'outra razão.
Voz, coragem, força, aceitação/ Tem fonte no mesmo espírito/ Origem no mesmo verbo/ Lugar onde me inspiro/ E a semelhança preservo/ Na comunhão com meu próximo/ No Logos que em mim carrego.
[Publicado na Folha de S.Paulo, 27 de setembro - A2]
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